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Convicção ou Teimosia!?

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“Será convicção ou teimosia esse velho jeito de pensar? Estar aportado, cônscio demais, é demasiado árduo, pesa tanto quanto âncora... Quem disse que quero vislumbrar a vista do porto? Quem disse que há graça em ver todo mundo chegar depois da tempestade e só você seguro em bonanças? Nunca vi viajar sem sair do lugar. Pois, eu digo: quero destratar meus medos, quero pensar todo dia diferente... um rio intermitente... às vezes seca; às vezes cheia... às vezes eu... às vezes desconhecido... às vezes salvo... às vezes náufrago... às vezes riso... às vezes descontentamento... às vezes grito; ás vezes silêncio mortal... e daí?... Porto é lugar para onde se deve voltar algumas vezes e por algum motivo... Porto não é lugar para permanecer ancorado a vida toda!”

EU TE AMO

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Eu te amo gravemente Como onda sem paciência em pedra aguda, Como quem invadido por luzes e cores, Como quem engole o dia. Eu te amo dolorosamente Como quem sonha e acorda triste, Como quem come e não engorda, Como quem chora de alegria. Eu te amo violentamente Como medo de não ter, Como brinquedo de corda, Como bola de cristal que não pressente. Eu te amo simplesmente.

Seis bilhões de sós no mundo

"Quando eu era pequeno Gostava de pisar folhas secas E ninguém me entendia. Eu explicava, Ninguém entendia. Eu ficava meio triste, Meio chateado, Mas continuava pisando as folhas. Mesmo sem saber se elas sofriam (folhas secas estão mortas ou vivas? E, se estão mortas, merecem ser pisadas?) Entendi cedo demais Que ninguém me entendia Os cheiros e as imagens que eu sentia Estou só no mundo Com meus cheiros, minhas imagens e meus dias..."

Remédio lírico para sentimento homérico!

"Hoje levantei com dor de poesia, Pressionei com dedos algumas partes de mim Como quem procura pontos vitais e quer a todo custo "acupunturar" a letra E, desassociar daquela dor as inevitáveis lágrimas furtivas Mas, não era dor de corpo. Sinto tanto, sinto muito. Ah, se houvesse remédio pra dor... Dor de escrever... Dor de "escrevidão". Ah, se houvesse opção de acordar, às vezes, sem dor de ser, De não ter vontade de contar o que quer quer seja a senhor ninguém. Tenho medo da tamanha dor que geme a mão, Treme a alma e percebe-se envolto em lírica agonia; Tenho medo de tentar calar todas as minhas vozes, Ensurdecer, e morrer de tanta poesia engasgada."

Como falar para si mesmo de si mesmo!

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Não sou muito fã de espelhos, nem de retratos recentes... não acredito em oráculos, nem sei de cor todas as sabedorias da mitologia... só lembro que para sair do labirinto usa-se um fio... talvez sirva aquele agasalho de lã puxada... aquele que você vai desfazendo e, no final das contas, no conto, salva a sua vida... Estou tentando me lembrar de outra saída pela direita das mitologias em quadrinho... ahh, a geringonça da medusa é vencida por um espelho... um daqueles que as índias, que não são da Índia, descobriram tarde demais pra ser verdade... quase uma puberdade cultural... agonia histórica... Ler ou ser lido... escrever ou ser escrito... ver ou ser visto... desnudar ou ser despido... ser morto ou carpideira... dois pontos ou reticência atrasada... ...eu quero pôr tudo isso na balança... para que eu possa continuar a ser falado por mim mesmo... por mim mesmo... por mim mesmo enquanto 'poemo'... enquanto 'poesio'... enquanto 'escrivo'... “Nosso amor-...