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Sem perguntas

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Karatê Kid , um clássico dos anos 80 e da vida de muita gente. Muitas lições podem ser aprendidas desse filme fabuloso. Senhor Miyagi e Daniel-san (Banzai!) estarão para sempre marcados na memória de muita gente. A trama é clássica: garoto pobre se muda para nova cidade e, sem querer, atrai a atenção da garota bonita e do ex dela, que é ciumento. O arquirrival pratica karatê no dojô Cobra Kai e se junta com os amigos para realizar bullying... digo, para "ensinar" umas lições ao abusado recém chegado (nos anos 80 não existia bullying ainda). Daí, o jovem procura ajuda de um conhecido: Sr. Miyagi, veterano de guerra japonês que vive sozinho e que é mestre de karatê. Com isso, Daniel parte em busca de reconhecimento e da capacidade de se defender dos ataques do seu inimigo. Momento importante e engraçado do filme é quando Daniel vai finalmente até o Sr. Miyagi para aprender karate. O mestre japonês realiza um pacto com Daniel: promete que vai ensiná-lo karatê, mas Dan...

Senpai!

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O termo japonês " senpai " (que em tradução livre seria algo como "veterano" - para fazer contraponto com nosso termo "calouro") é usado com frequência em animes e mangás. Personagens mais novos ou iniciantes em algo (os do primeiro ano na escola, ou os iniciantes em algum esporte ou arte marcial) sempre se referem aos mais experientes como " senpais ". Os "veteranos" são apresentados como aqueles que são mais próximos e acessíveis que os " senseis " (por serem professores ou mestres e nem sempre poderem ter tanta aproximação com os "alunos" ou "discípulos") e, ao mesmo tempo, podem ensinar lições e ajudar em obstáculos que já superaram. De forma geral, a cultura oriental tem uma tendência muito maior ao respeito e consideração aos mais velhos, ou mais experientes, do que no ocidente. Isso é algo que sempre admirei e que busquei por em prática na minha vida. Em quadrinhos e animações japonesas, os p...

Cumprindo o seu papel

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https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgDgA2GTeBmflSEHJ-UK88aFQQn9Yr1koshCmjErdybYEuOqQGtP1biKOWg3jmj3Qwqle11jr0-PP7-xIVmBDUbXrwntbuwRJ8bip8YQ4h9uo-5Jku3zGAxFDz40e20Vr1kYTHogdqfkvrY/s1600/ralph.jpg Há muito tempo que queria escrever aqui e as inúmeras atividades me impediam, mas já que consegui um tempo emprestado é melhor eu aproveitar! Assisti, faz algum tempo, o filme Detona Ralph que, apesar de algumas coisas estranhas como o código dos vilões ("Sou mal, mas isso é bom", etc.) pode nos ajudar a entender um pouco sobre estarmos satisfeitos com nosso papel e nossa função no corpo de Cristo. No filme, o vilão (que é o herói do filme) chamado Ralph, cansa de ser o "cara mau" do jogo de video-game e quer ganhar uma medalha como um bom "herói". Daí, ele sai do jogo dele e entra em outros jogos para tentar ganhar um prêmio e "salvar o dia". Por causa disso, o jogo de que ele faz parte não "roda" mais do mesm...

Qual a minha motivação?

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Pegando o gancho do último texto da Priscila e combinando com um mangá que tenho lido atualmente (combo?), trago uma reflexão sobre motivação. Estou acompanhando um mangá chamado "Shijou Saikyou no Deshi Kenichi" (imagem acima), do mangaka Matsuena Syun, cujo título em português seria algo como "Kenichi, o discípulo mais forte". A traminha gira em torno de Kenichi Shirahama, aluno comum do 1º ano do ensino médio, que, depois de alguns incidentes se vê treinando artes marciais em um dojo. Mas não é um dojo qualquer, trata-se, simplesmente, do dojo que possui os maiores mestres do mundo em algumas artes marciais como karate, muay thai, kung fu e jiu-jitsu. Não, Kenichi não é nenhum fortão. Ele também não é um lutador nato. Tão pouco ele sabe lançar um hadouken (hehehehe). Pelo contrário, desde o início de seu treinamento em artes marciais seus mestres fazem questão de lhe repetir uma frase: "Você não tem talento algum para artes marciais!". A...

O calinho da meia lua

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Sabe aquele calinho no dedo que se forma de tanto esfregar meia lua pra frente e soco? Pois é ainda pior o calinho que se forma no dedo de quem aperta em todas as setas e letras sem comandos certos, à espera de um golpe perfeito (quiçá um Hadouken!). Esses calinhos fazem latejar um misto de sensações entre a dor e o prazer. E a fronteira entre elas é facilmente apagada quando uma dor se torna prazer e um prazer se torna dor. É preciso distingui-las para que o calinho não se perca nos desvãos desses sentimentos O calor da luta traz à tona a reflexão, sempre problemática, a respeito de fé e prática. Apertar todos os botões a esmo é demonstrar fé, confiando que, de uma forma ou de outra, a vitória pode ser alcançada. Mas, o adversário não vê essa fé, pois ela está escondida na ausência de uma prática de luta consciente que evidencie a esperança de que a aplicação de um comportamento adequado garante mais chance de conquista. Por isso, o adversário efetua seu ataque diante do que v...