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Mostrando postagens de Maio, 2013

OBLIVION

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“ESQUECENDO-ME DAS COISAS QUE ATRÁS FICAM, E AVANÇANDO PARA AS QUE ESTÃO DIANTE DE MIM, PROSSIGO PARA O ALVO, PELO PRÊMIO DA SOBERANA VOCAÇÃO DE DEUS EM CRISTO JESUS.” FELIPENSES 3:14
O célebre narrador machadiano, Brás Cubas, depois de morto, resolve escrever suas memórias. Ao refletir sobre os seus cinquenta anos de idade, intitula o capítulo “OBLIVION” para tratar justamente sobre o ESQUECIMENTO. Brás Cubas que é muito dado à filosofia, faz elucubrações acerca do amor e da vida. Para ele, o amor acende a memória e empolga o leitor, mas o fim do amor, leva ao desinteresse pela continuação da sua história, pois aos cinquenta anos, sozinho, que coisas há de lembrar que faça também ao leitor não esquecê-lo? Entretanto, tudo isso é apenas artimanha desse narrador sagaz, pois ao fazer o leitor pensar que nada mais vale a pena lembrar a essa altura da vida, na verdade, incentiva o leitor a lembrar do que deveria, supostamente, esquecer. Que sutileza, não? É o que se denomina ironia, a figu…

A tragédia de Macbeth

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http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/50/MacbethAndBanquo-Witches.jpg/350px-MacbethAndBanquo-Witches.jpg

Estou finalizando a leitura da peça Macbeth, de William Shakespeare. É uma tragédia fantástica, que merece ser lida. Conheci a história primeiro por meio de um filme de 1971, dirigido por Roman Polanski (ótima adaptação) e, desde então, estive procurando uma oportunidade para ler o texto. Agora, já no fim da leitura, o que mais me chama atenção em Macbeth, é a ambição sem limites que gera a derrocada da personagem principal.

Imagine isso: um lorde com terras, bens, vitorioso em batalhas, com bons amigos e primo do rei. Bem, imagine, então, que além das terras de herança, este lorde receba também terras de outro lorde, considerado traidor e, por isso, destituído de suas terras. Imagine que, como bônus, você conta com a amizade do rei, que o tem em alta conta e todos os seus amigos também o estimam bastante. Poxa, massa, né? Não dá pra querer nada além disso, não é me…

Chistian Geek Party

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NÃO OLHE PARA TRÁS!

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Dizem que é bem melhor ouvir uma frase afirmativa do que uma frase negativa. Desse modo teríamos o seguinte título: Olhe para a frente! Mas que diferença de sentido essas frases realmente produzem? Há quem diga que o “não” aguça o desejo pelo proibido, enquanto a afirmação positiva impulsiona ao cumprimento da indicação direta, mesmo que ela significa uma proibição. Por exemplo, “amar ao próximo” implica dialeticamente à negativa “não odeie o próximo”. Acredito que há questões filosóficas e até linguísticas que estenderiam essa discussão com embasamento mais profundo. Entretanto, a minha reflexão, embora tome esse ponto de partida, não se fixa nesse problema. O que eu quero pensar mesmo é sobre como facilmente desviamos nosso olhar daquilo que realmente importa! Já percebeu que fazemos isso o tempo todo? Nas coisas mais simples. Vejamos, quando estamos trabalhando, reclamamos porque o trabalho é difícil e o salário é baixo, esquecendo-nos de agradecer pelo trabalho e pelo salário que …