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Mostrando postagens de 2012

(DES) angústia

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O prefixo des- está em alta nesses tempos pós-modernos. E serve para ornamentar palavras e expressões difíceis como “desreferencialização do real” e “dessubstancialização do sujeito”. Palavrões, não? Vejamos, imagine que você precisa comprar um carro para uma mobilidade mais eficaz dentro da cidade, você vai a uma concessionária e em lugar de comprar um carro por suas qualidades técnicas, você compra um carro por causa do seu design, seu nome, ou seja, por fatores que aparecem na sua publicidade. De fato, você não está comprando um carro, mas o discurso criado sobre o carro. Assim, tanto a realidade (o carro, objeto) quanto você (o sujeito) estão vazios - são apenas alegorizações de discursos midiáticos sem substância e sem personalidade, porque ao buscar a diferença seguindo as modas e propagandas, todos acabam sendo iguais.             Iguais! Todos deveríamos ser iguais, não é mesmo? Mas iguais segundo a ótica cristã e não segundo os (des)padrões deste mundo, dessa sociedade deturp…

EU ACREDITO!

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Em um dos episódios de One Piece, um dos melhores animes da atualidade, o pirata Monkey D. Luffy é ridicularizado por acreditar que existe uma "ilha no céu". Na taverna lotada, os piratas começam a mangar dele, caçoar, zombar e, em seguida, começam a esmurrá-lo e agredí-lo fisicamente por também acreditar que existe o "One Piece", lendário tesouro escondido do pirata Gol. D. Roger, e por nutrir o sonho de ser o "Rei dos piratas". Em nenhum momento, Luffy se mostra disposto a revidar, mas permite que os piratas no bar o machuquem e espanquem o quanto quiserem sem ao menos reclamar. Ele também ordena ao seu companheiro espadachim, Zoro, que não revide as agressões, mas se deixe espancar também.

Os piratas espancam os dois por acharem ridículo que piratas ainda acreditem em sonhos como ilhas no céu ou tesouros escondidos. Eles, primeiro, acham ridículo e engraçado, mas como a tripulação dos chapéu de palha se…

Bárbaros guerreiros!

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Entrando pelo cano!

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“Entrar pelo cano”. A expressão é antiga e comumente significa não ter bons resultados numa determinada situação, se dar mal, situação desastrosa e suja (porque se refere ao cano de esgoto). Além disso, não é somente entrar pelo cano que é difícil e desagradável, mas também sair dele – o que talvez seja até pior.
Mas há algum tempo venho pensando em um outro significado para esta expressão, um significado positivo, oposto ao comum. E claro, fui buscar esse novo significado em outro mundo, num mundo onde isto pareceu possível – não, não foi no mundo das ideias -, foi no Super Mario World! Este jogo de videogame também antigo, além de garantir muita diversão, sempre, me fez refletir sobre essa atitude subsequente do Mario de entrar em diversos canos para conseguir pontos e vidas extras. Sim, ao entrar pelo cano, ele não depara com uma situação terrível (como enfrentar o desafio, por exemplo), mas se encontra em situação de bônus – um lugar especialmente separado de tudo para que ele faç…

O apocalipse zumbi começou!

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Em quase todo filme de apocalipse zumbi, tenta-se entender o que foi que ocorreu para que a humanidade tivesse esse triste fim: se autodevorar. Na maioria dos filmes ou séries, a infestação zumbi ocorre devido a um vírus fatal que é transmitido por contato com os fluidos corporais (tais como sangue ou saliva). A pessoa que foi mordida por um zumbi será infectada através da ferida e assim o vírus se espalhará pela corrente sanguínea. Nesse meio tempo pode-se dizer que a pessoa já é um zumbi em potencial, mas ainda está em processo de infecção. O processo de zumbificação sempre é algo que primeiro ocorre dentro das células para depois manifestar-se no corpo como um todo: o zumbi completo.

Penso que nossa sociedade já está se zumbificando. Não, pessoas não estão literalmente mastigando e deglutindo pedaços dos corpos uns dos outros (salvo raras exceções psicopáticas). Não, o que vejo é que pessoas estão devorando umas as outras no sentido de não ver o outro como alguém que é igual a vo…

Teste de visão

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Qual a minha motivação?

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Pegando o gancho do último texto da Priscila e combinando com um mangá que tenho lido atualmente (combo?), trago uma reflexão sobre motivação.

Estou acompanhando um mangá chamado "Shijou Saikyou no Deshi Kenichi" (imagem acima), do mangaka Matsuena Syun, cujo título em português seria algo como "Kenichi, o discípulo mais forte". A traminha gira em torno de Kenichi Shirahama, aluno comum do 1º ano do ensino médio, que, depois de alguns incidentes se vê treinando artes marciais em um dojo. Mas não é um dojo qualquer, trata-se, simplesmente, do dojo que possui os maiores mestres do mundo em algumas artes marciais como karate, muay thai, kung fu e jiu-jitsu.

Não, Kenichi não é nenhum fortão. Ele também não é um lutador nato. Tão pouco ele sabe lançar um hadouken (hehehehe). Pelo contrário, desde o início de seu treinamento em artes marciais seus mestres fazem questão de lhe repetir uma frase: "Você não tem talento algum para artes marciais!". Antes de entrar…

O calinho da meia lua

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Sabe aquele calinho no dedo que se forma de tanto esfregar meia lua pra frente e soco? Pois é ainda pior o calinho que se forma no dedo de quem aperta em todas as setas e letras sem comandos certos, à espera de um golpe perfeito (quiçá um Hadouken!). Esses calinhos fazem latejar um misto de sensações entre a dor e o prazer. E a fronteira entre elas é facilmente apagada quando uma dor se torna prazer e um prazer se torna dor. É preciso distingui-las para que o calinho não se perca nos desvãos desses sentimentos O calor da luta traz à tona a reflexão, sempre problemática, a respeito de fé e prática. Apertar todos os botões a esmo é demonstrar fé, confiando que, de uma forma ou de outra, a vitória pode ser alcançada. Mas, o adversário não vê essa fé, pois ela está escondida na ausência de uma prática de luta consciente que evidencie a esperança de que a aplicação de um comportamento adequado garante mais chance de conquista. Por isso, o adversário efetua seu ataque diante do que vê, mina…

A vida póstuma do cristão

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Muita gente pensa que após a morte há um descanso eterno. Por isso, tentam levar uma vida em ritmo frenético, poucas horas de sono, muito trabalho e investimento em atividades que, segundo consta, só poderão ser efetuadas nesta vida. Brás Cubas, por outro lado, discorda redondamente desse pensamento, uma vez que resolve escrever suas memórias depois de morto, sendo, portanto, um “defunto autor” (cap. I, p. 17). Ele nos mostra que no além-túmulo é possível produzir, e produzir com sinceridade, pois sem as amarras sociais, fica livre para escrever e dizer a verdade. Porque, em suma, já não há vizinhos, nem amigos, nem inimigos, nem conhecidos, nem estranhos; não há platéia. O olhar da opinião, esse olhar agudo e judicial, perde a virtude, logo que pisamos o território da morte; não digo que ele se não estenda para cá, e nos não examine e julgue; mas a nós é que não se nos dá do exame nem do julgamento. (cap. XIV, p. 55)           Seja como for, a vida de Brás Cubas é póstuma. O…

Cristo bunshin no jutsu

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Assim que se acorda, o homem pós-moderno clica o botão que liga a TV, e, entre o banho e um gole na xícara de café, com apenas mais alguns cliques, vê o que se passa nos principais canais, além de dar uma olhadinha na coluna de notícias do msn e nas últimas mensagens do facebook. Antes mesmo de sair de casa, ele já fez diversas atividades simultâneas, em tempo exageradamente rápido e pouco, muito pouco aproveitado com qualidade. O homem pós-moderno, diante de todas as (des)conveniências tecnológicas à palma da mão, não é mais um, mas vários. Ele consegue executar o “Kage Bunshin no Jutsu” (habilidade de clonar-se), em segundos. Basta clicar o botão da TV e do computador, apertar o interruptor para acender a lâmpada, tocar o botão da chave elétrica do carro, discar as teclas do celular e pressionar a função “ligar” do forno micro-ondas. Pronto! Parece que nada mais é real, nem o homem nem o mundo dos homens. São clones cada vez mais perfeitos de uma realidade verdadeiramente virtual. T…

Detonado: aprendendo a viver através dos RPGs

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Nunca tive oportunidade de jogar RPG de tabuleiro. Uma pena. Até gostaria de ter esta experiência, mas, infelizmente, não pude. Tive de contentar-me com os RPGs eletrônicos mesmo. De fato, atualmente, Mazkir e eu temos jogado "Champions of Norrath: Realms of everquest" para PS2 e estamos super empolgados com este jogo.

Procuramos sempre equipar nossas personagens com os melhores itens: elmo, couraça, luvas, botas, escudo, armas simples, armas de mão dupla, arcos, maças, martelos de guerra, itens mágicos... Cada item é bom para determinada fase ou para determinado efeito. Precisamos equipar itens mágicos para nos proteger de feitiços de magos inimigos. Precisamos equipar armaduras eficazes para deter os ataques fortes de orcs e goblins. Precisamos melhorar nossas armas para enfretar mortos-vivos e exércitos de esqueletos.

A cada level as personagens estarão mais hábeis para manejar armas e portar armaduras melhores. Mas é necessário identificar quais armas são realmente boas…

Namoramigos

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Feliz dia dos namorados! 
Sim, esta é uma data importante para a Fraternidade Lambda, pois para nós, como verdadeiros cristãos, o amor (todos os quatro amores) deve ser cultivado e incentivado. Assim, queria apenas deixar uma pequena reflexão sobre o amor-eros que, para mim, desenvolve também o amor-fileo e o amor-storge. Sempre acreditei que, para além do eros, entre um verdadeiro casal deveria existir o fileo, a amizade. Com isso em mente, construí um projeto divertido de haikai, que segue abaixo:
Namoramigos

Paixão divertida,
amor de lápis de cor:
amizade colorida.


Desejo a todos os casais de namorados que vocês desenvolvam um pelo outro todos os quatro amores, formando assim uma união verdadeira e profunda, na Graça e no Amor de Deus. E àqueles que "ficam" com "amigos" (não sendo, de fato, nem namorados, nem amigos), que não namoram e acharam bonitinho o haikai, dou-lhes "um piparote e adeus", …

O poder da vontade

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Assisti, ontem, ao filme Lanterna Verde (2011). Minha namorada, que assistia comigo ao filme, logo me disse: "Por que você não posta um texto no Blog sobre isso?". Conversamos sobre alguns aspectos da história do filme e decidi postar. Então, aqui vai.

Não conhecia direito a história do Lanterna Verde, nem de uma de suas versões: Hal Jordan. Soube, por amigos, algumas coisas sobre esse super-herói e como ele já teve sua história recontada inúmeras vezes nos quadrinhos.

O que mais me chamou a atenção no filme foi a origem dos super-poderes do Lanterna Verde: a vontade. Na história, seres chamados Guardiões criaram uma forma de utilizar a energia da vontade, que emana de todos os seres vivos do universo, para usar como arma contra a injustiça. A vontade seria a força mais poderosa do universo, capaz de destruir qualquer ameaça. Esses Guardiões dividiram o universo em setores e, para cada setor, a Vontade

O caminho do Gato de Cheshire

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Um dos momentos mais interessantes de Alice no país das maravilhas, de Lewis Carrol, é quando Alice encontra o Gato de Cheshire e pede a ajuda dele para sair de onde estava:
 “Gatinho de Cheshire”, começou, bem timidamente, pois não tinha certeza se ele gostaria de ser chamado assim: entretando ele apenas sorriu um pouco mais. “Acho que ele gostou”, pensou Alice, e continuou. “O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?”
          “Isso depende muito de para onde você quer ir”, respondeu o Gato.
         “Não me importo muito para onde...”, retrucou Alice.
         “Então não importa o caminho que você escolha”, disse o Gato.
          “...contanto que dê em algum lugar”, Alice completou.
          “Oh, você pode ter certeza que vai chegar”, disse o Gato, “se você caminhar bastante.”
          (Lewis Carrol, Alice no país das maravilhas)
Chama minha atenção a sabedoria simples e prática do gato. Alice, em sua inquietação, pede por uma ajuda que sequ…

"ENERGIZE!"

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Uma das tecnologias mais interessantes, e particularmente que mais desejaria usufruir, é o teletransporte. Em Star Trek, os integrantes da U.S.S. Enterprise são providos dessa tecnologia e podem visitar planetas ou qualquer espaço próximo à nave sem ter de se locomover. As partículas que compõem cada organismo teletransportado são enviadas para o exterior da nave e reorganizadas de modo a readquirir a configuração original. No local selecionado, as partículas se juntam e surge, como que do nada, os tripulantes teletransportados. É uma ideia fantástica!

Normalmente, a Enterprise fica em órbita e, sem que seja necessário entrar na atmosfera, envia por teletransporte tripulantes para investigar, visitar ou cumprir qualquer outra missão na superfície de um planeta. Em caso de perigo, os tripulantes podem ser teletransportados de volta com rapidez ou a Enterprise pode manter-se distante d…