Luz, Câmera...


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Estou em uma fase "meio azeda". Talvez isso tenha colaborado com a "seriedade" da maioria de meus posts aqui na fraternidade. Mas, como Marco Melífluo pôs em evidência, precisamos manter a ternura, mesmo em face às frustrações. Tem sido um ano difícil pra mim e deixar-me desanimar é fácil. Daí a ideia deste post: é necessário pôr em prática aquilo que aprendemos como, por exemplo no meu caso, o de colocar nas mãos do Senhor toda a nossa ansiedade e aflição. Não é saber isto, é fazer.

Todos que crescemos em uma igreja evangélica fomos ensinados desde criança "nos caminhos do Senhor". Sabemos sobre Jesus, sobre a salvação, sobre os mandamentos do Senhor, sobre a Graça e o Amor (poucas vezes, pra não ficar acostumado)... enfim, todas aquelas coisas bonitas que estão na Bíblia. Mas, desde pequeno, eu me perguntava: "Por que a vida na igreja parece tão diferente do que está na Bíblia?". Sempre me ficou a sensação de que não havia uma correspondência entre o escrito e o vivido; que muitas vezes os discursos pareciam falas de atores apresentando uma peça...

Tenho me preocupado muito com isso. Talvez, o segredo fosse não se preocupar, mas o fato é que isto tem me ocupado os pensamentos. É necessário ser coerente! Precisa haver correspondência! Estou farto de discursos ideologico-religiosos bonitos. Ou, como diria Manuel Bandeira, em um trecho do poema "Poética":

"Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto espediente
protocolo e
[manifestações de apreço ao sr. diretor"

Sei da importância do discurso (este texto o que é, senão mais um discurso!). Sei que ele pode e deve ser instrumento que induz a uma prática. Mas também sei que quando não há correspondência, nada adiantam as palavras! Conhecer e reproduzir o discurso religioso-ideológico-cristão não torna ninguém cristão! Ninguém é cristão por conhecer as "escrituras" ou por "representar" bem o papel de cristão. Mas todo cristão erra se não conhece e atua de acordo com as escrituras.

O nosso Grão-Mestre demonstra isso claramente na parábola do pai que chama os dois filhos para trabalhar no campo. Um diz que não vai, mas vai; o outro diz que vai, mas não vai. E fica a mensagem: "Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus. Porque João veio a vós no caminho da justiça, e não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para o crer." (Mateus 21. 31 e 32).

Dá a entender, ao menos por minha leitura, que Jesus está relacionando arrependimento com mudança de prática e não com mudança de discurso. É melhor não dizer, mas fazer, do quê dizer aquilo que não se faz. Lembrei-me de Han Solo em Star Wars - Uma Nova Esperança, que diz não ter nada a ver com a rebelião e vai embora, após deixar Princesa Léia e Luke Skywalker na lua arbórea de Yavin IV. Mas, depois, quando a batalha está quase perdida, ele reaparece para auxiliar a Aliança Rebelde na destruição da Estrela da Morte. Embora fosse um mercenário, ele provou seu valor por seus atos, não por seu discurso.

O mestre diz que prostitutas e publicanos entrarão primeiro que nós no Reino, caso não assumamos esta mesma postura. Eu, por mim, estou buscando incessantemente viver a premissa da coerência entre falar e agir (muitas vezes buscando até não falar, apenas agir "nos conformes"). Pois Cristo nos disse que "Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna" (Mateus 5. 37 ARA). Isto porque não devemos atuar, mas agir.

Singularidade 2 - Um minúsculo ser

"e eu, quando for levantado, atrairei todos a mim" Jo. 12:32

AVISO. Antes de ler este post saiba: Aqui revelo opiniões que não ousam se impor como absolutas, mas creio que são boas percepções da Verdade revelada nas Sagradas Letras. Para compreender melhor este post recomendo a leitura de Singularidade-Prólogo e Singularidade 1- Anomalia.

A "anomalia", uma ideia fixa sobre a possibilidade de inversão da ordem natural predeterminada que sustenta toda a estrutura do multiverso, surgiu no âmago de um antigo querubin guardião (seres representados por figuras antropozoomórficas presentes nas culturas das mais distintas civilizações). Não se sabe por quanto tempo ela se manteve oculta no coração do antigo querubin, germinando na escuridão, mas por fim cresceu, assumiu novas formas, se adaptou e prosperou. Como um câncer, que surge quando uma célula perde sua inibição por contato e começa a crescer sobre as outras desenfreada e desordenadamente, se engrandeceu sobre as criaturas.

Como uma metástase, ela se espalhou e lançou suas sementes nas mais diversas formas de vida. Seu veneno suscitou dúvidas e temores, aliciou a vontade de muitos, seduzindo miríades a alimentar o sonho de uma nova forma de organizar a criação, contrariando o princípio predeterminado de ordem e beleza.

Os corações das criaturas puseram em dúvida as intenções de seu Criador. Apegaram-se a um raciocínio trabalhado e distorcido, um sofisma, que apresentava a possibilidade de um novo mundo, onde a criatura poderia ser seu próprio deus. A "anomalia" se estabeleceu e se enraizou de forma tão violenta que "quebrou" a estrutura formadora do pensamento de seu causador, de maneira que este tornou-se irreconciliável. A criação foi dividida entre os adeptos dessa nova ideia e aqueles que a rejeitaram de pronto.

Houve guerra nas dimensões superiores. Caso contrário, todo o multiverso poderia ser subvertido a um estado caótico e estéril. Os rebeldes foram derrotados e banidos. Mas o mal já havia sido criado e sua semente espalhada. Agora a criação conhecia o bem e o mal. Porém muitos ainda não conseguiam distinguir um do outro.

A criação que um dia foi integralmente sustentada pelo princípio régio de ordem e beleza, o Logos, agora estava, de certa forma, longe de seu criador. Inevitavelmente afastada do centro pela violação da ordem que mantinha todo o multiverso unido e coeso.

O Altíssimo, aquele que habita na luz inacessível, nunca permitiu que a criação saísse de seu controle, antes, preparou o meio para que todas as coisas voltassem para ele, e mais que isso, participassem de sua incorruptibilidade. Para isso criou um ser diferente de todos os anteriores.

No mundo que veio a ser sem forma e vazio, o Espírito Eterno pairou, gerando vida. Nesse mundo recriado, ele colocou um minúsculo ser, feito um pouco menor que os anjos, mas coroado de glória e de honra. Esse minúsculo ser não sabia da sua fundamental importância na trama da criação. Ele possuía, diferente de qualquer outro, o sopro do próprio Deus incorruptível. E se tornou o primeiro ser a possuir duas naturezas distintas, uma corruptível e um espírito eterno, o que era essencial para o plano de Deus de mergulhar o corruptível no incorruptível.

Continua...

25 de maio, Dia do Orgulho Nerd!!!

Por mim podia ser só Dia do Nerd, mas, que seja! E esse dia não pode passar em branco! Essa tirinha eu peguei no site Ryotiras.com . Hilária!!! Essa, só sendo nerd mesmo pra entender!!!


O valor da ternura


“Não me declarei, nem vivi um relacionamento com a mulher que amo; não fui capaz de retirar meu melhor amigo da loucura e levá-lo para a sanidade; não fui capaz de salvar a vida de meu mestre; e agora recebo exemplo de um discípulo para quem eu deveria dar exemplo... Será que fiz bem em não ceder aos apelos da vida para que eu endurecesse e deixasse de ser alegre e brincalhão? Deveria ter sido mais frio e formal?” Jiraya (ero sennin)


“E, por se multiplicar a maldade no mundo, o amor de muitos esfriará.” Mt 24:12.


A uma tendência sobre a humanidade, como declarou Jesus, para o endurecimento: esfriamento dos relacionamentos em todas as esferas e âmbitos. As pessoas se tornam cada vez mais insensíveis, incapazes de enxergar o valor próprio e o de outras pessoas. Palavras como: amor, carinho, ternura, respeito, afago, amizade, intimidade, cordialidade, gentileza... tornaram-se sinônimas de fraqueza, fragilidade, falsidade, artifício para enganar os outros, ardil para o sexo, homossexualidade, deste modo tornando-se, para muitos, até desagradável ouvir tais palavras, por talvez nunca tê-las provado no sentido em que Deus as vê (como eu mesmo nunca as tinha provado). Mas, embora as pessoas sucumbam e endureçam, Jesus permanece o mesmo, estando disposto a ensinar a quem quiser o verdadeiro sentido prático de cada uma destas palavras, bem com a maneira de não endurecer em meio a um mundo tão cruel.


Se você não quer endurecer... lute para conhecer Jesus!!!

“Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. (...) Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade." Jo. 17: 9;15-17

Singularidade 1 - Anomalia


"e eu, quando for levantado, atrairei todos a mim" Jo. 12:32

AVISO. Antes de ler este post saiba: Aqui revelo opiniões que não ousam se impor como absolutas, mas creio que são boas percepções da Verdade revelada nas Sagradas Letras.

Quando o Altíssimo criou todas as coisas, as criou diferentes de si mesmo. Toda criação, por não partilhar de sua natureza, apesar de revelar parte de sua glória, estava sujeita a corrupção. Com isso digo que as coisas criadas não são eternas, muito menos imutáveis. Ele as criou para "fora Dele", apesar de estarmos imersos nele. Portanto desde já revelo que não compartilho de uma visão panteísta do universo. Como todas as coisas criadas estão sujeitas a corrupção, não faz sentido achar que todas as coisas permaneceriam inalteradas. Mais dia, menos dia, algo iria acontecer. E Deus em sua onisciência já sabia.

O Criador conhece todas as variáveis da equação do multiverso, embora não controle todas. Isso acontece não porque ele não tenha o domínio de todas elas, mas porque entregou liberalmente o direito de parte dessas variáveis nas mãos de seres criados, e portanto, sujeitos à corrupção. Então se parte dessas variáveis estava sob o controle de seres passíveis de erros, apenas uma "anomalia" poderia afastar toda a criação de seu ponto de origem, sua fonte primordial, levando em consideração os efeitos devastadores da alteração de variáveis relacionadas à ordem e à beleza.

Aquele que conhece todas as variáveis, de maneira que passado, presente e futuro para Ele são a mesma coisa, de antemão preparou algo não apenas para trazer a criação de volta a si mesmo (em caso de um erro fatal) mas para mergulhar o corruptível no incorruptível, atraindo todas as coisas para um único lugar, por um único caminho, em um único momento.

A "anomalia" prevista, como bem já sabia o Altíssimo, aconteceu e o mal foi inserido na criação. Não compartilho da ideia de um dualismo bem/mal no universo, como forças equivalentes que se opõem. Harmonia e desarmonia não se harmonizam, o equilíbrio e o desequilíbrio não se equilibram. O bem é a harmonia, o equilíbrio, e este sempre existiu. Já o mal, é a desarmonia, o desequilíbrio, a inversão da ordem natural das coisas. O bem, como já disse, sempre existiu e existirá. O mal teve começo e terá um fim.

Quando a "Anomalia" surgiu, dentro de um ser criado muito poderoso, ela se alastrou como uma praga no multiverso, espalhando a corrupção pela criação e afastando-a do ponto de origem. Essa praga foi controlada, mas não totalmente erradicada. Enquanto existirem coisas sujeitas à corrupção ela ainda é fatalmente perigosa.

Continua...

Mais da Cafeteria Cafecatura!

A fraternidade Lambda se orgulha em ter seu logo registrado na arte de Humberto Freitas! Vida longa e próspera à Cafeteria Cafecatura!

http//:cafecatura.blogspot.com

É muita Graça!


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Hoje, não vou escrever muito. Só quero quebrar um pouco o tom sério dos meus posts. Baseando-me no texto abaixo:

"Não existe gente comum. Você nunca falou com um simples mortal. As nações, as culturas, as artes, as civilizações — essas são mortais, e a vida delas está para a nossa como a vida de um mosquito. Mas é com criaturas imortais que brincamos, trabalhamos ou casamos, e a elas que desdenhamos, censuramos ou exploramos — horrores imortais ou esplendores perenes. Não significa que devamos ser perpetuamente solenes. Precisamos divertir-nos. Mas nossa alegria deve ser aquela (aliás, a maior de todas) que existe entre pessoas que sempre se levaram a sério — sem leviandade, sem superioridade, sem presunção." (O peso de glória, C. S. Lewis)

Devemos brincar! Nos divertir! Tudo com muita Graça! É agradável a Deus e nos faz bem. É parte de nossa natureza humana. Cada um tem seu jeito de se divertir. Eu gosto de assistir animes (Naruto, One Piece, Bleach, etc.) de ler quadrinhos, assistir a filmes, falar lorota, fazer vozes engraçadas, tirar onda com os amigos! E como isso é bom! Acho que algo que muitos sentem falta nos cristãos é a alegria; alegria que deve fazer parte integrante de todo e qualquer cristão. Então, encha o mundo de Graça, da forma que você melhor souber fazer!

A motivação do verdadeiro cristianismo


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Muita gente, muita gente mesmo (inclusive "cristãos") compreendem de forma equivocada o cristianismo, ou, em termos que prefiro, o evangelho de Cristo Jesus. A maioria o associa com religiões (ou instituições religiosas) ou a regras e ritos. Conforme pretendo discutir, não foi bem isso que motivou Deus a tornar-se homem e vir à Terra. Mas algo muito diferente...

Ouvimos, na maioria das vezes, de pessoas não religiosas que o cristianismo (e a maioria das religiões) é uma forma de alienação em relação aos problemas (reais problemas!) da humanidade. Isso porque, segundo eles, o cristianismo espera que Deus resolva, por meio miraculoso, os problemas do mundo, quando, na verdade, nós é que devemos mudar as coisas. Ora, de fato, acredito nas duas afirmativas: "Deus resolverá os problemas do mundo" e "nós temos de agir para mudar a situação da humanidade". O que essas pessoas não levam em consideração é que só através da transformação do homem por Deus é possível que este seja um instrumento de mudança no mundo. Não conheço ideologia mais revolucionária e que envolva atitude prática do quê o "Ame a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo". O problema, em relação a isso, não tem sido a "ideologia", mas a falta de prática desta "ideia" por muitos, infelizmente, muitos dos que se dizem cristãos.

O que posso dizer? Pessoas que se dizem cristãs não são necessariamente cristãs. "Pelo fruto conhecereis", disse o nosso Grão-Mestre. "Comprovaremos" o cristianismo de pessoas cristãs pela sua atitude na vida prática. E quando digo isto não me refiro a "não beber, não fumar e não transar" (as três leis cabalísticas mais citadas por religiosos do cristianismo). Não, me refiro à prática do amor caridoso, ou Ágape (especialmente, mas não unicamente, pois também temos os amores Filio, Sorge e Eros), ou seja, aqueles que demonstram por suas ações "a marca maior do cristão": o amor. E, como já disse muitas vezes, o amor não é um sentimento ou uma sensação, mas é essencialmente ação. O amor é uma forma de agir, uma atitude, um motor de ação, uma ideia posta em prática.

Assim, apegar-se às "regras do cristianismo" não torna ninguém cristão. A lei que rege o cristão é a lei do amor. Isso basta e engloba todo o resto; e quem diz não sou eu, mas o próprio mestre: "Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes." (Marcos 12. 30 e 31). Se isso não bastar, o Apóstolo Paulo reforça: "A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor." (Romanos 13. 8-10).

O cristianismo não se resume a "regrinhas" de bem viver. O evangelho é "o poder de Deus", não é composto de palavras, discursos ou ideias. Assim, se alguém cumpre a lei do amor este pode ser considerado cristão. Qualquer um? Mesmo quem não é parte de uma instituição religiosa? Ouso dizer que sim e baseado no discípulo conhecido pelo amor: "Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus." (I João 4. 7). Acredito na comunhão dos santos, que é o verdadeiro "Corpo de Cristo", "a Igreja", e não o nome no rol de membros de uma instituição religiosa. Isso precisa ficar bem claro para todo aquele que segue ao mestre. Sou membro de uma Igreja Batista porque acredito que os valores e a interpretação bíblica refletidos na instituição batista são condizentes com o evangelho. No dia que isto não corresponder, não serei mais batista, pois "mais importa obedecer a Deus que aos homens".

Além disso, sabemos que somos pecadores. Qualquer cristão pode vir a pecar, pois não estamos livres da "natureza caída" que habita nossa carne. O que conseguimos é nos revestir a cada dia do Espírito Santo e assim nos fotalecermos contra as tentações e o pecado. Ainda assim, contamos com a Graça do perdão de Deus que nos restaura imediatamente, através do arrependimento, sem necessidade de ritos de purificação ou sacrifícios de penalização. Esse amor divino, que nos perdoa os pecados, não importa a quantidade ou frequência deles, é o amor que Ele espera que demonstremos. Não, Deus não exige visitas regulares a uma igreja (devemos ir por gostar e querer, para ter comunhão com irmãos e irmãs que estão no mesmo Caminho, mas não pra Deus não ficar com raiva), nem exige rituais ou o cumprimento de regras (exceto, a lei do amor; esta sim é obrigatória!).

Deus não se tornou homem e veio ao mundo para fundar uma nova religião. Não, já havia o bastante, obrigado! (até mesmo o judaísmo, também supostamente fundado por Deus). Não, desde o começo (sim, desde o velho testamento) a questão era mostrar a importância de que o homem se voltasse para Deus para que Deus pudesse "consertar" o homem e, assim, mudar o que havia de errado no mundo. O "defeito" do homem sempre foi a falta do amor. Este só pode nos habitar quando nos é revelada a Graça perdoadora de Deus, que faz com que nos arrenpendamos dos nossos pecados e passemos a agir de forma diferente: em amor.

(Quer mais? Leia o livro Cristianismo puro e simples, de C. S. Lewis)

A sociedade de "Imagine", de John Lennon







Na primeira epístola de Paulo aos coríntios, no capítulo 15, versículo 32, o apóstolo diz o seguinte: "se não há ressurreição dos mortos, comamos e bebamos porque amanhã morreremos". Essa lógica é perfeita. Os seres humanos possuem necessidades, desejos e vontades que são diretamente ligados ao seu bem estar físico e emocional. E, a princípio, a vida natural leva as pessoas a busca pela satisfação destas necessidades. Isso é lógico e aparentemente coerente. Mas não é tudo...

Do ponto de vista bíblico, o homem possui três dimensões; corpo, alma e espírito, tendo sido criado por Deus dessa maneira. E Deus, o criador, estabelece normas e princípios para a vida plena do homem, uma vez que Ele o conhece em todas as suas dimensões. Essas normas ou princípios não são ditados aleatoriamente, mas a partir do profundo conhecimento do homem em sua essência, necessidades, propósitos, etc., levando em conta corpo, alma e espírito.

A busca pela satisfação das necessidades, tendo como base apenas o desejo do homem, fere os princípios de Deus, porque a carne (corpo físico e emoções) foi corrompida pela pecado (Gn 3), e sua inclinação é para o mal. O espírito é a parte do homem que vem diretamente de Deus (Gn 2:7), é eterna, diferente da carne, que é temporária e terrena. Por conta disso, a inclinação da carne é para o mal, de modo que o fortalecimento da carne (pela satisfação desenfreada de suas necessidades) enfraquece o espírito, e o fortalecimento do espírito enfraquece o poder da carne (Gl 5:17). Não existe harmonia entre carne e espírito, eles são antagônicos. A carne busca o prazer, seja ele lícito ou não: comida, bebida, diversão, descanso, sexo, etc. Tudo isso em excesso.

É isso o que busca o homem sem Deus: satisfazer os desejos da carne.

Na música "Imagine", o ex beatle John Lennon escreve: "imagine que não existe paraíso, é fácil se você tentar, Nem inferno para nos julgar, acima de nós apenas o céu", (imagine there's no heaven, is easy if You try; no hell below us, above us only sky). Estes versos falam de uma sociedade sem o transcendental, do ponto de vista de um mundo espirirual, ou de uma realidade exterior àquela que nossos olhos vêem. Não existe paraíso, não existe inferno, a existência é o aqui e o agora. Em outro verso ele fala sobre uma sociedade sem religião, e em um dos mais importantes ele diz: "imagine todas as pessoas vivendo para o hoje" (imagine all the people, living for today). A mensagem é a seguinte: "viva o hoje. Não existe amanhã, o importante é o agora. Não pense no futuro, não meça consequencias". A canção, bela a primeira vista, com uma linda melodia, preconiza uma sociedade sem leis. Um mundo onde as pessoas buscam satisfazer suas vontades imediatas, afinal, não há céu ou inferno, o que você faz aqui, fica aqui, por que só existe o aqui e o agora. Isso sem falar em outros desdobramentos da letra, que se encaixam com o mundo criado pelo anticristo, segundo Apocalipse.

É isso o que busca o homem sem Deus. Satisfação pessoal, física ou emocional, do corpo ou da mente. Com os princípios estabelecidos por Deus conhecemos os reais limites e possibilidades da vida: sabemos o que é certo ou errado, bom ou ruim. Sem a ideia de Deus não há certo ou errado, justo ou injusto, bem ou mal. Se não existe Deus, se somos obra do acaso, não existe sentido para a vida, e não existe razão para não se fazer o que se dá na telha, afinal, só existe, concretamente, o hoje. Por isso, uma sociedade onde deus é ignorado é imoral, violenta, injusta e infeliz. É uma sociedade sem sentido. Nela, as pessoas fazem o que querem, sem se importar com as consequências. De fato, se Deus não existisse, nada faria sentido a não ser a busca do prazer. "Comamos e bebamos, pois amanhã morreremos", esta é a lógica da sociedade sem Deus.


Sobre este tema Bíblia diz: "Disse o néscio em seu coração: não há Deus. Têm se corrompido e cometido impiedade. Não há quem faça o bem. "(Sl 53:1).

A Bíblia assevera que existe um Deus criador, narra a criação (Gn 1), fala sobre o caráter de Deus, suas qualidades, seus atributos, etc.

Deus dá sentido ao mundo, dá propósito. Tudo se explica a partir de Deus, e tudo converge nEle. "E Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele"(Cl 1:17). "Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez" (Jo 1:3). "Porque dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas; glória pois, a Ele, eternamente. Amém." (Ro 11:36).



Saudações a todos.

Graça e Paz!







Como falar para si mesmo de si mesmo!


Não sou muito fã de espelhos, nem de retratos recentes... não acredito em oráculos, nem sei de cor todas as sabedorias da mitologia... só lembro que para sair do labirinto usa-se um fio... talvez sirva aquele agasalho de lã puxada... aquele que você vai desfazendo e, no final das contas, no conto, salva a sua vida...

Estou tentando me lembrar de outra saída pela direita das mitologias em quadrinho... ahh, a geringonça da medusa é vencida por um espelho... um daqueles que as índias, que não são da Índia, descobriram tarde demais pra ser verdade... quase uma puberdade cultural... agonia histórica...

Ler ou ser lido... escrever ou ser escrito... ver ou ser visto... desnudar ou ser despido... ser morto ou carpideira... dois pontos ou reticência atrasada... ...eu quero pôr tudo isso na balança... para que eu possa continuar a ser falado por mim mesmo... por mim mesmo... por mim mesmo enquanto 'poemo'... enquanto 'poesio'... enquanto 'escrivo'...

“Nosso amor-sete-vidas, sublime,
Envolto em casca banal de ansiedade
Não se permite esquecer pra lembrar.

É tanto abraço que temos exposto,
Como fratura, desgosto,
Não posso tocar sem largar.

E, quando adianta o aceno,
O faz tão pequeno, sem tchau,
Mesmo sinal pra voltar.

E eu não vejo porta, não vejo saída,
Nosso amor-sem-opção, amor-ferida,
Não me deixa ir sem ficar.

Nosso amor não sabe amar sem precisar”

Eu falando para mim

Tirinha: Calvin & Haroldo


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Momento descontração: Deixo aqui esta ótima tirinha retirada do blog http://depositodocalvin.blogspot.com . Para todos os nerds que, como eu, curtem muito estes personagens!

Unodecisões (3/3)


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Escolhas, a vida terrena nos oferece diversas todos os dias. Precisamos de sabedoria, conhecimento e meios de poder fazer as escolhas certas. Mas será que existe um modo adequado de se tomar decisões? Será que existe, simplesmente, um modo adequado de se viver? A última "unodecisão", que tratarei neste post, aborda a escolha de assumir ou não a soberania de Deus em nossas vidas. Trata-se da decisão de seguir os passos de Cristo ou traçar a própria trilha. Existir com a ausência de Deus, ou considerar sua presença consistente em cada momento.

Neste campo, não temos muitas opções: ou consideramos seriamente que existe um Deus, que nos criou e quer que vivamos de determinada forma, ou partimos da ideia de que nada disso existe e traçamos nosso próprio rumo. Simples assim. Não dá pra ficar entre um e outro. No máximo, consideram-se variações destas duas possibilidades (deuses, energias criativas, ciclos cósmicos, etc.). Se acreditamos com nosso coração, alma, força e entendimento que Deus criou todas as coisas, devemos considerar que o Criador traçou o modo como devemos viver. Caso acreditemos que tudo é fruto do acaso (ou da não causa), então também deveremos considerar que não há modo correto de viver (pois é fruto do acaso, logo, não existe intenção criadora e, logo, a vida não é fruto de propósito algum).

A maioria das pessoas que não acreditam que "Deus é" não percebe, mas considerar que não há Deus implica que a "vida" não passa de átomos unidos de forma complexa. Assim nossa ação na sociedade (e a sociedade de forma geral) não tem finalidade, nem é boa, nem é ruim (conceitos que partem de uma ideia de absoluto e de finalidade), não há sequer ética ou moral (construções que se valem também de causa e efeito, finalidade e propósito). Nós nem poderíamos considerar o pensamento científico válido, pois é fruto de troca de eletróns em neurônios de criaturas cuja massa não pode ser considerada significante quando relacionada ao universo em que vivem e que é composto por uma outra infinidade de átomos e particulas, até mais complexas do quê o dessas criaturas enxeridas (sobre isso, C. S. Lewis fala magistralmente no livro O peso de Glória). Assim, não seria possível, adequado ou lógico achar que a "vida" humana deveria seguir um rumo, ser socialmente adequada, ou ter de aprimorar-se evolutivamente (para quê?). Na verdade, todos que acreditam nisso deveriam simplesmente "deixar rolar whatever", pois o universo vai seguir em frente, independente de nós, para onde quer que ele esteja indo (ou voltando).

Também, não dá pra aceitar pessoas que afirmam acreditar que há um Deus criador, mas também afirmam que devem viver como quiserem. Ora, se há um Deus criador de todas as coisas, será que a forma como Ele deseja que devemos viver não deve ser considerada? Afirma-se que o que importa é "fazer o bem" e "dar o seu melhor", dando a entender que Deus não nos deixou nenhum guia, nenhum princípio, nunhuma diretriz ou norte, mas teria dito: "É isso aí, se virem como puderem e façam o que quiserem, contanto que vocês sejam sinceros e bem intencionados!". Ora, Deus, como um bom Criador, nos deixou todo o "bizú" pra não fazer feio no exame celestial. Ele nos disse qual conteúdo será considerado na prova, quais serão as respostas consideradas certas e como fazer para respondê-las de forma clara (e tem gente que acha Deus confuso!). Ainda se prestou a nos ajudar no estudo-aprendizagem e nos deixou o resumão, pra facilitar tudo: "Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo com a si mesmo". Sabendo de tudo isso, fica difícil ter motivos para levar bomba.

Sei, também, que ninguém pode afirmar "que Jesus é o Cristo se não lhe for revelado pelo Espírito". Considerar Deus como criador e soberano de nossas vidas não é questão de lógica, mas de revelação. Ninguém pode tomar esta decisão por você. Você não pode seguir este caminho a não ser com as próprias pernas. Tentar viver o evangelho sem de fato ter esta revelação é tornar-se religioso, nada mais, nada menos. Não importa o quanto faça sentido, ou o quanto minha argumentação aqui seja convincente. Não se trata de convencimento, mas de conversão e conversão é uma mudança em todas as áreas, que não é fruto de conhecimento, mas de algo muito mais profundo, uma certeza enraizada e indiscutível, algo que se torna intrínseco a você.

É como está exposto no filme Matrix. Se você sente que há algo de errado com o mundo em que vivemos, que você parece estar aprisionado mesmo sem grades, que as coisas não parecem fazer sentido, bem, o que posso lhe dizer é: "Tome a pílula vermelha e vamos entrar na toca do coelho". Você vai perceber que a "realidade" será pior que a "matrix", mas você será livre. Isso, no entanto, é apenas para aqueles que não estão conformados com este mundo e percebem que deve haver uma forma mais adequada de viver. É apenas para aqueles que sentem profundamente que algo precisa mudar na vida deles. A decisão é toda sua: tomar a pílula vermelha e reconhecer Deus como soberano, alguém que lhe deu vida e quer que você viva do modo como o Filho mostrou; ou tomar a pílula azul, acordar em casa e acreditar na ilusão que você quiser.

Palavras de Gratidão



" Digo aos santos que estão na terra e aos ilustres em quem está todo o meu prazer." Sl 16:3


Eu nunca havia dado atenção ao Seu amor, Jesus(Rm5:8). Não havia ninguém que realmente me conhecesse e que pudesse fazer algo por mim(Sl 142:4), pois todos se encontravam na mesma situação, talvez até pior(Is 6:5). Uma angústia interior tão grande, um medo tão constante me dominavam(Sl 116:3). Eu não sabia o que era amor, palavras de carinho me causavam aversão e da minha boca não saíam(Lc6:45). Disseram-me que Você estava disposto a ouvir a queixa dos homens(Is 43:26), contanto que fossem sinceras e não palavras robóticas(Mt 6:7), não acreditei muito(Sl 106: 24). Mas houve um dia que não deu para suportar mais... soltei o verbo. Pensei: pior do que estava não podia ficar, e se Deus queria me matar naquele momento lhe daria uma boa razão para fazer isso(Sl 73: 4-16), então me fizeste um desafio: estás disposto a viver como está escrito?(Pv 7:2) E, daí em diante, decidi lutar o máximo para me tornar íntimo Teu através da Tua palavra(Sl 119:11). Então descobri que o Senhor me ama muuuuuito(Jo 3:16). Embora ninguém me conhecesse realmente e nem acompanhasse minha história, o Senhor me conhecia muuuuito bem(Sl 139:1-13). Tu deste-me cura contra meus temores(Sl 91:5-7); dispôs-se como refúgio, onde descanso das lutas diárias(Sl 32:6-7). Tu ensinaste-me, Jesus, o que é amar e sentir-se amado(1Jo 4:19). O Senhor fez-me ter prazer por músicas que me atraem a ti(Sl 32:7), como a que me inspirou a escrever isto. Hoje vejo como Tua palavra é viva(Hb 4:12), pois, como percebi, nela encontro Teus pensamentos, bem como os exemplos que devo seguir. Como Teus sonhos pra mim são muito maiores que os meus(Is 55:8,9) Senhor, é fantástico!!! Obrigado Jesus, muito obrigado.

Unodecisões (2/3)


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Tomar decisões é difícil. Princípios e diretrizes facilitam a compreender racionalmente qual a melhor decisão, mas existem aspectos subjetivos na tomada de decisão e nem tudo se resume à objetividade e racionalidade. Acho que, em questões emocionais, cada caso e situação são específicos e não existe solução fácil quando as escolhas envolvem vínculos afetivos. Partindo desse pressuposto, penso que a segunda decisão "solitária" é de cunho emocional. É a decisão de relacionar-se eroticamente (significando aqui o amor "eros", como C. S. Lewis já definiu bem no livro "Os Quatro Amores"). Não sou especialista no assunto. Na verdade, só tive um relacionamento: um namoro de 5 anos, que acabou. No entanto, parto do princípio que meus leitores, assim como eu, desejam refletir sobre como escolher bem um par, uma companhia, ou um cônjuge. O que tentarei fazer é discutir sobre alguns aspectos envolvidos na escolha de um companheiro ou companheira.

Nossos pais, parentes e amigos, muitas vezes, palpitam na tomada dessa decisão. Eles se preocupam com nosso bem-estar, com nossa felicidade e alegria e, Graças a Deus por isso, interferem em nossas vidas. Mas, por mais que se esforcem, por mais que os convidemos a participar dessa escolha, o campo da afetividade é restrito a nós mesmos. Ninguém é capaz de saber (por mais que falemos ou expliquemos) exatamente como nos sentimos. Tampouco é fácil transformar em palavras o motivo de você gostar de "fulano" e não de "sicrano". São coisas que acontecem em nossa subjetividade e envolvem muitas coisas ainda desconhecidas. Daí que, quanto a isto, só podemos tomar decisões baseados naquilo que vivemos e sentimos, tentando se valer, da melhor forma possível, de diretrizes que facilitem a escolha.

A principal diretriz para a tomada dessa decisão é o amor. Não se deve brincar com os sentimentos de ninguém, nem se propor a participar de um relacionamento sério se você não quiser assumir o compromisso e fidelidade que isto exige. Amar demanda trabalho, esforço e dedicação. O amor não é como capim que cresce e aparece da noite para o dia sem que ninguém plante ou cuide; está mais para uma planta delicada que demanda cuidados, poda, adubo, etc. Sem esta disposição de amar, qualquer tentativa séria de se relacionar está fadada ao acaso, ao deus-dará, aos impulsos emocionais que surgirem.

Quando nos interessamos por alguém, normalmente, essa pessoa nos desperta sentimentos e desejos que nem sabemos explicar, mas que gostamos de experimentar. A sensação de estar junto é boa e nos sentimos bem em conversar ou compartilhar momentos. Parece que o outro nos entende de um modo especial que traduz o que pensamos ou sentimos de forma mais clara. Infelizmente (sim, infelizmente mesmo), isso não basta. O cristão também precisa considerar a afinidade entre ideias e princípios do/a companheiro/a. Algo importante para um bom relacionamento é que haja concordância, no geral, entre os pares, pois com o tempo e a intimidade o outro vai se tornando cada vez mais claro, para o bem ou para o mal. Quando nos apaixonamos, temos a tendência a não reparar nas diferenças, só nas afinidades. É importante, desde o início, conversar bastante para "acertar o passo", chegar a consensos ou simplesmente descobrir que as diferenças são maiores que as similitudes.

A história de Beren e Lúthien mostra um pouco disso. Um homem (Beren), que era mortal, apaixonou-se por uma elfa (Lúthien), imortal, que também se apaixonou por ele. A tendência de ser um relacionamento frustrado (que Thingol, pai de Lúthien, percebeu) era grande. um dia Beren morreria e Lúthien ficaria só. Mas, após muitos (e foram muitos mesmo) encontros e desencontros, como parte maravilhosa desta história tão bela, foi concedida uma escolha à elfa: Lúthien renunciou a imortalidade, separando-se assim do "destino" de sua família élfica, para viver mortalmente com Beren uma nova vida mortal.

As vezes, decisões assim serão necessárias. Decisões que podem contrariar o que nossos pais, amigos e colegas esperam de nós. Quando encontramos alguém com quem nos identificamos, que parece caminhar na mesma trilha que nós e que está disposto/a a dividir os pesos da caminhada, a ser verdadeiro/a companheiro/a, ou seja, "aquele que come pão junto" (participa do cotidiano do outro), vale a pena investir no relacionamento. Quando ambos estão dispostos a decidir serem "um" (no sentido de serem inseparáveis, um todo, e não do coito) as diferenças serão tratadas processualmente, pela disposição mútua e pela Graça e o Amor de Jesus. "Homem e mulher os criou", diz a Bíblia, e que "Deus viu que era bom" que homem e mulher estivessem juntos. Ele sabe que precisamos de companhia e se preocupa com isso também. No fim, esse é o principal: saber que Deus se importa com todas as nossas necessidades, mesmo a de encontrar uma "costela perdida".

Singularidade -Prólogo


"e eu, quando for levantado, atrairei todos a mim" Jo 12:32

Há algo que desejo expor que me entusiasma muito. Não consigo conter a euforia toda vez que me lembro do assunto. Sei que apenas um post não será suficiente nem para arranhar a superfície do tema, portanto decidi fazer uma série de posts abordando-o.

Desde pequeno sempre fui muito questionador (não no sentido negativo, embora às vezes o fosse). O universo, as coisas criadas, sempre exerceram grande fascínio sobre mim. Desde os pequenos eventos aos grandes eventos, a maneira como as coisas funcionavam e interagiam, eu queria saber sobre tudo.

Certa vez, quando criança, assistindo a um progama na TV, vi uma reportagem sobre a Teoria de Tudo ou Teria Unificadora, e pensei ,"é isso!". Opa! Calma, esse não é bem o nosso tema.

Aos 13 anos tive uma experiência sobrenatural com Deus, e encontrei nas Sagradas Letras uma fonte inesgotável de respostas para minhas questões.

"Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos" Rm 11.33

Ao ler a Escritura, comecei a perceber que muitos autores falavam sobre um mistério que o Criador haveria de revelar no tempo certo, um mistério que ao chegar ao conhecimento dos homens revelaria o começo, o meio, o fim e o propósito de todas as coisas.

"Porque dele e por ele, para ele são todas as coisas" Rm 11:36

É sobre esse mistério, que já foi revelado, e que quando eu descobri mudou toda a minha percepção da vida e do universo, que tratarei nos próximos posts da série Singularidade. Aguardem.

Unodecisões (1/3)

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Cheguei à conclusão, ainda na adolescência, que existem três decisões, entre tantas outras, que devem ser feitas se valendo exclusivamente de sua própria consciência. Não que a opinião alheia não seja importante, ou que os conselhos não sejam bem-vindos: a verdade é que simplesmente não podem ser considerados, pois a ordem destas decisões demanda subjetividade de quem está diretamente envolvido. Explico: existem decisões que podem ser tomadas se valendo da experiência alheia ou do conselho dos sábios, mas as três decisões, de que tratarei em três posts distintos, exigem que a decisão seja tomada valendo-se apenas da consciência do interessado, de seus gostos e desejos pessoais. São decisões pessoais e intransferíveis.

A primeira, tratatada neste post, é a decisão pela carreira profissional. Não adianta o conselho dos pais, amigos, irmãos ou especialistas de mercado quando se trata de decidir que tipo de atividade você irá desenvolver para seu sustento e profissão. Eles podem lhe ajudar a perceber melhor algumas características do mercado profissional, mas o fato é que quem vai ter de exercer o trabalho será o interessado e aí o gosto particular, as habilidades e as oportunidades que surgem é que deverão ser consideradas de forma mais relevante.

Quando decidi deixar o curso de Fisioterapia para cursar Letras, a maiorira das pessoas (mesmo meus pais e familiares) me aconselharam a não largar o curso e seguir até o fim. A verdade é que, por "melhor" que fosse o curso de Fisioterapia em relação ao de Letras, só fiquei de fato realizado ao entrar para o curso que realmente me interessava e hoje me sinto melhor com o rumo profissional que escolhi. Escolhas desta natureza são difíceis, mas são recompensadoras. Fazer o que se gosta, o que se quer, aquilo em que você tem habilidade, é uma benção que Deus nos permite ter.

Lembrei-me agora de Luke Skywalker, insistindo com Tio Owen para deixá-lo ir participar da Aliança Rebelde. Por mais bem intencionado que tenha sido, Tio Owen privou, por um tempo, Luke Skywalker de seguir "seu destino", ou, aquilo que ele realmente poderia fazer bem (e fez). Luke não "ganhou dinheiro" com sua atividade (que nem era profissão), mas garantiu sua subsistência e do resto da Galáxia, ao contribuir para a derrota do Imperador Palpatine, ou Darth Sidious.

É certo que nem todos poderão ter a chance (ou o "luxo") de escolher qualquer profissão ou atividade para seguir; talvez a maioria tenha de aproveitar as chances que surgirem da melhor forma que puderem. Vivemos dias difíceis, principalmente em termos de mercado profissional: cada vez mais disputado, concorrido e exclusivo. Mas tenhamos em mente o seguinte: Deus não nos abandona e conhece todas nossas necessidades e se preocupa com cada uma delas. Se deixarmos, Ele nos encaminhará, ou nos indicará, as melhores oportunidades de atividade para que possamos ser realizados no que fazemos e conseguirmos o "pão nosso de cada dia".