Além do Planeta Silencioso

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Uma boa indicação de livro cristão-nerd é Além do planeta silencioso. É o primeiro livro da trilogia cósmica de C. S. Lewis, autor cristão britânico, mais conhecido pela série As crônicas de Nárnia (igualmente interessante). Neste livro se iniciam as aventuras espaciais de Ransom, personagem central da série que é seguida pelos livros Perelandra e Aquela força medonha (ambos com edição brasileira prevista pela Editora WMF Martins Fontes).

No livro, o Prof. Dr. Elwin Ransom acaba entrando de forma inesperada em uma nave espacial para Malacandra e lá conhece outras espécies e raças que habitam o planeta. Não pretendo fazer spoiler sobre o livro (para os que ainda não leram), só quero incentivá-los à leitura pelo que o livro traz de discussão sobre a criação, a queda da humanidade em pecado, diversidade de habilidades e aptidões, função e objetivo do saber científico e a experiência com as forças sobrenaturais.

É um livro bastante interessante para todos que curtem ficção científica misturada com fantasia e sobrenatural (é, uma esfera bem ampla mesmo!). A linguagem é simples, a narrativa é breve, dando lugar muitas vezes à descrição (de paisagens e sensações), os diálogos carregam reflexões profundas sobre os temas apontados, o suspense e mistério acompanham todo desenrolar da trama, não permitindo soluções muito previsíveis. Embora literariamente não seja um livro para ficar entre os clássicos da literatura, é um bom livro para todo cristão-nerd que quer não só se entreter, mas refletir, através de uma boa estória, como só o velho Mestre Lewis sabia fazer.

Vivo ou morto?


Já faz alguns anos que assisti pela primeira vez a série de TV Band Of Brothers, do canal HBO. O programa trata de um grupo de soldados da 101ª divisão aerotransportada do Exército americano durante a Segunda Guerra Mundial, a compania Easy. Os homens da Easy Company saltaram de pára-quedas no dia D (6/6/44) e até a rendição alemã (8/5/45) estiveram no campo de batalha, enfrentando as batalhas mais duras da frente ocidental. Band Of Brothers chamou minha atenção por diversos motivos, entre os quais destacam-se o fato de ser baseada em fatos reais, os efeitos especiais, a qualidade da produção, os detalhes históricos, etc. Também me chamou atenção uma certa cena, e a reflexão que fiz dela, baseado na Bíblia. É disto que quero tratar neste post.

Em um dos episódios, especificamente o 3º, nos deparamos com dois personagens diametralmente opostos. O soldado Albert Blithe e o tenente Ronald Speirs. Enquanto Speirs torna-se figura folclórica por sua valentia e atos de bravura, ainda durante a campanha da França, Blithe é medroso e inseguro. Durante as missões de combate ele se esconde, chegando a sofrer uma cegueira histérica, num dado momento. Já Speirs é uma lenda, alguém de quem todos falam, sobre o qual já pairam rumores e histórias. O ponto alto do episódio foi, pra mim, o encontro entre os dois, e o breve diálogo travado por eles.
Não lembro com exatidão as palavras trocadas por eles, mas a parte mais importante é quando Speirs diz a Blithe: "sabe por que você não consegue lutar? Sabe por que você não consegue fazer o que é preciso? É porque você ainda tem chances de voltar pra casa. Ainda tem esperanças de voltar para a sua vida. Você só vai conseguir ser um soldado de verdade quando perceber a verdade." Ao que Blithe pergunta: "Qual verdade?" E Speirs responde: "Não há esperança. Todos estamos mortos."

Ao ouvir o referido diálogo, lembrei-me quase que instantaneamente de uma passagem bíblica, que se encontra na segunda epístola aos coríntios. Paulo escreve: "Porque o amor de Cristo nos constrange; julgando nós assim: que se um morreu por todos, logo todos morreram. E Ele morreu por todos para que os que agora vivem, não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressucitou". (2Cor 5:14,15).
O cristão foi comprado por Jesus, sua vida não pertence mais a ele, mas àquele que morreu na cruz por ele. De modo que muitas vezes o cristão está em um contexto de guerra espiritual, mas fica igual ao Blithe, apegado à velha vida, ao mundo que ficou pra trás. Assim ele não consegue lutar. Não se deu conta de que morreu pro mundo, pra a velha vida, que agora sua vida não é mais sua.
Quem está em Cristo é nova criatura, as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo (2Co 5:17). Não há espaço pra retrocesso. Jesus disse: "quem quiser salvar a sua vida a perderá, quem perder a sua vida por amor de mim a salvará" (Lc 9:24).

Na vida cristã as coisas acontecem de maneira curiosa. É dando que se recebe, é perdendo que se ganha. É morrendo para o mundo que se vive para Deus. Esta é a melhor coisa que pode acontecer ao ser humano. Nascer de novo, entregar a vida a Jesus, voltar ao caminho, ao propósito de sua criação. Aí existe plenitude.

Vale dizer que o Blithe, depois de ouvir o conselho do Speirs, e assumir a postura adequada à situação de guerra, se torna um grande guerreiro, o primeiro nas missões de risco. Quando cai a ficha, da real condição dele, ele entende sua situação e faz o que tem que fazer. É isso que acontece com o cristão que tem consciência de quem é, e da sua situação espiritual.

Graça e Paz!
Abraços!!!

REPTILIANOS



Imagens originais retiradas de:

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Uma nova esperança

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Uma nova esperança é o título do primeiro filme da série Star Wars (também conhecido como episódio IV). Neste filme, vemos o roubo com sucesso da planta da Estrela da Morte, o resgate bem-sucedido da Princesa Léia e a primeira vitória da Aliança Rebelde contra o Império Galáctico: tudo isso já justificaria o título do filme.

Mas quero enfatizar outro ponto do filme que aponta para a esperança: o surgimento de Luke Skywalker. O filho de Anakin Skywalker com Padmé Amidala gera esperança por iniciar seu treinamento como Jedi junto a Obi-Wan Kenobi. Os Jedi, extintos e exilados da galáxia, eram propagadores de paz e harmonia e, por isso, eram solicitados a ajudar planetas e sistemas com dificuldades, sejam quais fossem.

O uso da Força por parte dos Jedi permitia grandes e diversos feitos que iam de levitar objetos a interferir na disposição emocional das pessoas. Esse poder que os Jedi possuíam os tornavam poderosos aliados nas guerras e disputas. Por isso, sabiamente, o então Chanceler Palpatine planejou a execução da Ordem 66 (que atribuía aos soldados clones a ordem prioritária de exterminar todos os Jedi). Com a execução da ordem, a maioria dos Jedi foram exterminados e poucos sobraram para se opor à formação do Império Galáctico, plano elaborado pelo remanescente Sith, o sinistro Darth Sidious.

Assim como Luke, todo cristão (e todos os que desejam seguir o Caminho da Força no Mestre Jesus) é, ou deveria ser, uma fonte de esperança no mundo. Esperança de mudança, de transformação, de justiça, de amor, de paz. Esperança traduzida em atos, palavras e intenções; do mesmo modo que Luke representa esta esperança por não só desejar a mudança, mas lutar por ela (em todos os sentidos). Esta esperança, no entanto, não provém de nós mesmos, assim como não provinha do próprio Luke, mas sim da Força e de seu poder. Sobre isso, o apóstolo Paulo nos diz:

"Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo." (Romanos 15. 13 NVI).

É pelo poder do Espírito Santo que o cristão tem e promove (transborda) esta esperança. Esperança que vem da confiança, que por sua vez gera alegria e paz, que por sua vez gera mais esperança e reinicia o ciclo. Este transbordamento de esperança, uma nova esperança que não se baseia nas expectativas deste mundo ou em nosso próprio poder, é fruto da confiança plena em Deus, que atua em nós para que possamos atuar no mundo. Esta atuação, em amor, leva o cristão a praticar a justiça, a não compactuar com a corrupção (em qualquer nível) e a lutar contra todo tipo de mal. O propósito do cristão, como o dos Jedi, é disseminar a harmonia; esta que só provém da Força da Graça de Deus.

Para meus leitores cristãos, ou para os que desejam tomar este Caminho, fica o exemplo de Luke Skywalker, que era fruto de esperança e também transbordava esta esperança. Tanto que, no fim, sua esperança na recuperação de seu pai, Anakin Skywalker, o Darth Vader, foi decisiva para a derrota de Darth Sidious e do Império Galáctico. A esperança de Luke vinha da sintonia com a Força por meio da qual ele podia ver que ainda havia salvação para seu pai. Em Jesus, temos a mesma esperança através da Força do Espírito Santo. Que nós também vivamos esta esperança e a espalhemos (transbordando) por nossa volta. Que acreditemos até o fim na salvação, por meio de Cristo, para qualquer um que acreditar na Força restauradora dele. Amém!

Breve reflexão

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Espero que um dia as pessoas entendam... que é muito mais saudável mudar as palavras ofensivas, duras e vulgares pelo silêncio. E que mais agradável que o silêncio é o falar palavras doces, amáveis e verdadeiras (tão raras hoje em dia).

Não se trata de não ver o mal que nos cerca, mas sim de valorizar muito mais o bem. Não se trata de dizer que coisas ruins não acontecem, mas de tentar fazer apenas as coisas boas.

Conhecer a Deus


Ontem estive conversando com uma pessoa cheia de questionamentos. A maioria de seus questionamentos eram questões gerais, que a maioria das pessoas já fez alguma vez na vida: perguntas sobre a existência de Deus, Seus propósitos, Sua forma, etc. Na verdade, isso que é exposto como questionamento, muitas vezes não passa de alguma certeza que as pessoas têm. Por mais longe da realidade que alguém possa estar, é mais fácil se apegar a seus próprios conceitos do que cogitar a possibilidade de um engano.

A conversa iniciou-se quando ele, baseado na revista Superinteressante, questionou a existência histórica de Jesus. Eu, como crente e, sobretudo, como professor de História, fui mostrar pra ele que Jesus é um personagem histórico real, e que não há razão para duvidar de sua existência.

Enfim, não estou escrevendo aqui para relatar a conversa de ontem, mas compartilhar algo a respeito do tema conhecimento de Deus.

O Deus criador, aquele que está acima de tudo e de todos, é um Deus que se revela. Ele se manifesta na natureza e na vida dos homens e mulheres. Como disse Paulo: "Porque nEle vivemos, nos movemos e existimos"(At 17:28a). Além de toda a natureza testemunhar a grandeza de Deus: "Desde a Antiguidade fundaste a terra, e os céus são obra de tuas mãos"(Sl 102:25). Ele dotou o homem de capacidade intelectiva e cognitiva, de modo que o homem pode conhecer o mundo com a razão, e também conhecer a Deus. A razão, capacidade do homem de pensar, investigar, aprender, julgar com a sua mente, não é contrária à fé. A razão não é inútil do ponto de vista da investigação a respeito da existência de Deus. Isso só seria verdade se Deus não existisse, então a razão afastaria de Deus. Mas não é assim.

Embora a razão ajude a descobrir a Deus, Ele se revelou a nós da forma mais perfeita, através das Escrituras, a Palavra de Deus viva e inspirada, e através da encarnação, quando Ele adquiriu forma humana e esteve entre nós. Estou falando de Jesus. (Jo 1:1, 1:14).

A Bíblia revela que Filipe, um dos discípulos de Jesus, disse a Ele certa vez: Senhor, mostra-nos o pai, o que nos basta. E Jesus respondeu: estou a tanto tempo convosco, e ainda não me conheces? Quem me vê, vê ao Pai. Como dizes tu, mostra-nos o pai? (Jo 14:8,9).

Jesus é a máxima revelação de Deus. NEle se manifesta plenamente o amor de Deus (Jo 3:16), sendo Ele a expressa imagem de Seu ser (Hb 1:3), a imagem do Deus invisível (Cl 1:15), o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1:29). Em Jesus convergem todas as coisas. É nEle que as coisas fazem sentido.

Nosso Deus não é um Deus que se esconde. Conhecer Jesus é conhecer a Deus. A partir dEle todas as coisas fazem sentido. Não há como conhecer a Deus, de fato, sem conhecer Jesus. Pode-se dizer que Ele existe, que há um criador. Mas saber como Ele é, seus planos, seu amor, seus propósitos, sua essência, só é possível através de Jesus Cristo. Ele pode mudar a sua vida.

Graça e Paz!

A sociedade do anel: motivação para todos os fraters!



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      "— Deixem-me pensar! — disse Aragorn. — E, agora, tomara que eu possa fazer a escolha certa e mudar o destino trágico deste dia infeliz! — Ficou em silêncio por um momento. — Vou seguir os orcs — disse ele finalmente. — E eu teria guiado Frodo a Mordor, acompanhando-o até o fim; mas se o procurar agora nestes lugares desertos vou abandonar os prisioneiros ao tormento e à morte. Meu coração fala claramente: o destino do Portador não está mais em minhas mãos. A Comitiva desempenhou seu papel. Mas nós, que permanecemos, não podemos abandonar nossos companheiros enquanto tivermos forças. Venham! Partiremos agora! Deixem para trás tudo o que for possível! Vamos prosseguir de dia e de noite.
     [...]
     Como uma corça ele saltou à frente. Através das árvores, correu. Sempre adiante conduziu os outros, incansável e veloz, agora que finalmente tinha decidido o que fazer.
     A floresta em volta do lago ficou para trás. Escalaram longas encostas, escuras, de arestas duras contra o céu que já se avermelhava com o pôr-do-sol. Chegou o crepúsculo.
     Passaram, sombras cinzentas numa região rochosa."


Neste trecho dO Senhor dos Anéis: As duas torres, de J. R. R. Tolkien, Aragorn, Gimli e Legolas constatam o fim da sociedade do anel e decidem que rumo tomarão após a batalha que travaram em Parth Galen. Gosto especialmente deste trecho porque nele se narra a persistência e determinação destes três, mas especialmente de Aragorn, em de alguma forma manter o propósito que os manteve juntos: lutar contra Sauron (mesmo que isso signifique "apenas" resgatar Pippin e Merry).

A Fraternidade Lambda, esta semana, está passando por um momento assim. Na verdade, desde o início, nem todos os membros da fraternidade moram na mesma cidade. Mas não é isto que nos une, mas um propósito muito maior que esse. Nossas espadas, arcos e escudos, mesmo que lutando batalhas em lugares diferentes, são erguidos contra um mesmo inimigo e por uma mesma causa.

Na existência, muitas vezes, nos separamos de amigos, parentes, pessoas queridas. Alguns se mudam para outra cidade, outros simplesmente desaparecem de nosso convívio, e ainda alguns falecem. É um processo natural. Afinal, cada um deverá seguir um rumo e no percurso da existência muitas coisas acontecem que nos levam para lugares e situações que nunca imaginaríamos.

Mas quando estamos em Cristo e quando nossos amigos, parentes e pessoas queridas também estão é como participar da Sociedade do Anel: podemos até nos dirigir a locais distintos, podemos lutar batalhas diferentes, e sem dúvida desempenharemos papéis diferentes, mas no fim, estaremos lutando do mesmo lado.

Fraters, amigos e visitantes deste blog: mantenham suas espadas afiadas, seus arcos retesados, suas flechas na aljava, seus escudos erguidos! Lutem a luta que lhes aparecer (seja resgatar seus amigos hobbits, seja seguir para Mordor, seja convencer Ents a entrar na briga ou trazer de volta à sanidade velhos reis, enfim... Lute!) "Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma."  (Eclesiastes 9: 10 ARC). Assim, mantenhamos o ânimo e a determinação maior que nos une: viver com toda a intensidade o Amor divino em nossas vidas, lutando contra todo tipo de mal e anunciando a Graça de Deus.

EU TE AMO



Eu te amo gravemente
Como onda sem paciência em pedra aguda,
Como quem invadido por luzes e cores,
Como quem engole o dia.

Eu te amo dolorosamente
Como quem sonha e acorda triste,
Como quem come e não engorda,
Como quem chora de alegria.

Eu te amo violentamente
Como medo de não ter,
Como brinquedo de corda,
Como bola de cristal que não pressente.

Eu te amo simplesmente.

O legado Sayajin




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Pode-se dizer que Dragon Ball não é um dos "Top 10" animes cristãos (hauahuahua! Como se houvesse algo assim). Talvez ele esteja no topo da lista contrária... enfim! A questão é que decidi refletir sobre um ponto importante para o cristianismo a partir deste anime. Quem sabe não conseguimos transformar algo "impuro" em algo "puro", como bons filhos da luz?

Um ponto muito interesante em Dragon Ball é a raça dos Sayajins. Esta raça de guerreiros está entre os mais fortes do universo e seu poder pode se aperfeiçoar e evoluir quase que indefinidamente. Goku (ou Kakaroto! huahuahua) é um sayajin que foi enviado à Terra para dominá-la, mas, como era apenas um bebê, um dia levou um tombo e bateu a cabeça, esquecendo-se da missão de dominação que o trouxe ao nosso planeta. Ainda assim, Son Goku cresceu e tornou-se um forte guerreiro, mas ao invés de subjulgar a Terra ele passou a defendê-la. Goku, que a princípio precisava treinar muito pra ficar mais forte, passou, ao longo da série, a se destacar com muito mais facilidade que seus amigos no aperfeiçoamento de seus poderes e habilidades como guerreiro. Ele chegou em um nível intransponível para seus companheiros (Mestre Kame, Yamcha, Kuririn, Piccolo, etc.), de modo que só ele conseguia defender a Terra contra guerreiros poderosos que queriam destruí-la ou dominá-la.

Faço esta introdução para mostrar duas coisas: a primeira é que Goku, por ser da raça sayajin, se aperfeiçoava em um nível muito mais profundo que outros guerreiros; e a segunda é que se ele não tivesse se aperfeiçoado a Terra já era! Brincadeiras a parte, quero trazer isto para nós cristãos, para nossa atitude em relação ao evangelho que vivemos. O mundo precisa de nós, somos como os guerreiros da raça sayajin (não na sede de sangue e domínio, não) na possibilidade de nos aperfeiçoarmos a níveis inimagináveis. E mais, se não fizermos isso nosso inimigo terá total controle sobre nosso planeta.

Como faremos isso? A verdade é que muitas coisas precisam ser aperfeiçoadas: nosso relacionamento com Deus, o amor em nossas vidas, nossa prática de justiça social, nosso comportamento ético, nossa doação de habilidades para aperfeiçoamento do próximo, nossa prática de espiritualidade, etc. Uma delas, para exemplificar melhor, pode ser extremamente corriqueira: a Lei de uma sociedade determina o comportamento mínimo aceitável para aquela sociedade enquanto o comportamento mais elevado seria a vida moral. Bem, digamos que eu seja um empresário e tenha muitos empregados, digamos ainda que eu tenha um lucro absurdo com minha empresa e que meus empregados sejam pagos com o salário mínimo: eu estou cumprindo com a lei (que determina o mínimo que um empregado pode receber), mas estou falhando com a moral, que determina que eu deva pagar o que é adequado aos meus funcionários. Um verdadeiro cristão não pode nunca se contentar em cumprir a lei (em todos os sentidos), ele se aperfeiçoará a ponto de superar a lei e chegar ao máximo possível, a vida moral. Isso também vale para nossa vida espiritual, para nossos valores, para nossas práticas cotidianas. Um cristão nunca poderá ser medíocre (que quer dizer mediano, ou que está na média).

Em Dragon Ball, Goku se aperfeiçoa para salvar seus amigos e a Terra, o planeta em que vive. Nós também temos essa obrigação! Pela salvação em Cristo, fomos transformados em filhos de Deus (algo como nos tornar guerreiros sayajins) capazes de alcançar níveis absurdos de poder. Mas este poder não é para que dominemos ninguém, não, é para salvar nossos companheiros e amigos, bem como todo o planeta. Nosso dever é nos superar de tal modo em todas as áreas a ponto de que as pessoas ao nosso redor também queiram se tornar esta raça de guerreiros! Nossa guerra, no entanto, não será contra as pessoas de nosso mundo, mas contra o invasor alienígena, o inimigo de nossas almas que usa seu poder malígno para tentar nos dominar. Devemos nos aperfeiçoar e superar para que o Reino de Deus seja estabelecido de fato em nosso planeta. Entretanto, não conseguiremos isto apenas com palavras, mas com uma mudança na prática de vida, mesmo nas coisas simples: sermos educados, ajudarmos o próximo quando o vermos em dificuldade, dando amor a quem nos despreza, ouvindo e compreendendo os que precisam, não apenas seguindo a lei da sociedade, mas ultrapassando-a, vivendo em verdadeira amizade e fraternidade com nossos irmãos de fé...

Jesus nos aconselhou, tomando como comparação os fariseus, grupo religioso mais rígido na época dele: "Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus."  (Mateus 5: 20 ARA). Caso fiquemos acomodados e tenhamos uma prática mediana de vida cristã, não seremos capazes de nos defender ou de salvar os que ainda precisam ser salvos. Devemos ultrapassar todos os níveis, em amor a Deus e ao próximo como a nós mesmos.

Um momento a sós com Jesus



“É preciso ter um tempo longe daqui, tempo de ficar só” Rodolfo Abrantes" 

"E, enviando logo o rei o executor, mandou que lhe trouxessem ali a cabeça de João Batista. E os apóstolos ajuntaram-se a Jesus e contaram-lhe tudo. E logo obrigou os seus discípulos a subir para o barco e passar adiante, para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. E, tendo-os despedido, foi ao monte para orar.” Mc6:14-46. 

Hoje em dia temos muitos conselheiros: revistas, livros, jornais, filmes, séries, e até desenhos. Alguns têm o privilégio de ter conselheiros no sentido mais pleno da palavra: alguém para desabafar e receber compaixão, correção e direcionamento. Mas creio que é importante seguir o exemplo de Jesus: permitir, de vez em quando, a nós mesmos um tempo a sós, longe da influência de qualquer um destes conselheiros, um tempo para ouvir a voz de Deus, o conselheiro maior.

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Príncipe da Paz." Is 9:6

Ele sabe coisas sobre você que, ainda que você tente, outros terão dificuldades em compreender, por não terem acompanhado toda a sua trajetória. Quando falo em ouvir a voz de Deus, nisso incluo a leitura de sua palavra, a Bíblia, que é um meio magnífico de receber Seu direcionamento. 

Deus te perdoará num nível que nenhum homem conseguirá compreender; ele te amará com um carinho que nenhum ser poderá te dar; e ele te corrigirá com uma intensidade e equilíbrio que a ninguém poderá se igualar, porque não teme o confronto com o homem mais poderoso da terra e não pode ser enganado por falsa santidade ou humildade; nem faz coro com a punição do inocente. 

“E buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo vosso coração.” Is29:13