Beligerância constante!

Dias atrás eu estava em minha casa, assistindo tv, e tive a sorte de rever um de meus filmes favoritos: Matrix Reloaded. Em um dado momento, o personagem Morpheus diz para seus pares: "Nós estamos em guerra. Nós somos soldados". Não pude evitar de pensar a respeito desta afirmação, e relacioná-la com a situação vivenciada pelos cristãos, uma situação de guerra espiritual.
O apóstolo Paulo escreve: "Pois não temos que lutar contra carne ou sangue, mas contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais."(Ef 6:12).

Existe muito mais a nossa volta do que aquilo que nossos olhos ou sentidos podem perceber. Não me refiro à vida microscópica, ou a parte da natureza que nós não conseguimos ver, mas sim ao mundo espiritual.
A Bíblia revela que Deus possui um inimigo. Não uma força de igual poder, que possa rivalizar com Ele, mas uma de suas criações, que decidiu se rebelar, e por isso foi banido do monte santo de Deus. Satanás fora no passado o querubim ungido, que quis ser semelhante ao altíssimo, estabelecendo seu trono acima das estrelas de Deus. (Ex 28 e Is 14) No estanto, seu plano fracassou, e ele acabou perdendo nome, lugar e posição, virando o diabo, inimigo de Deus.

Apesar do fracasso, em sua rebelião ele conseguiu atrair após si um terço dos anjos (Ap 12:4a), que constituem o que a Bíblia chama de "potestade das trevas"(Cl 1:13).
Jesus Cristo triunfou sobre o diabo e seus anjos, de uma vez por todas, através da obra redentora da cruz (Cl 1:13-20). Na cruz, Jesus pagou o preço do pecado, anulando todo o seu poder. Através do sangue derramado por Jesus, fomos justificados, e o diabo perde seu poder sobre nós, por que perde a legalidade adquirida com o pecado. De modo que a guerra já está vencida, pelo rei dos reis e senhor dos senhores, Jesus Cristo.
Apesar disso, o diabo tenta agir em nossas vidas de diversas formas. A Bíblia diz que ele anda como leão, buscando alguém a quem possa tragar (1Pd 5:8). Ele atua por sugestão, criando situações onde somos tentados, e também usa pessoas que estão sob seu poder. No filme Matrix, as pessoas que ainda não foram libertadas são inimigos em potencial daquelas que estão livres. É assim que acontece. Por isso, Paulo diz que a luta não é contra as pessoas, mas contra quem está por trás delas. Aqueles que ainda não foram lavados pelo sangue de Jesus, por escolha própria, ainda são escravos do pecado, e permanecem sob a influência direta de Satanás. Como na "matrix", quem conhece a verdade tem a opção de ser livre, mas quem não conhece, permanece preso ao engano.
Por isso, nossa guerra é com armas espirituais. Paulo diz: "Por que as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas" (2Co 10:4).
Como cristãos e súditos do reino de Deus somos todos soldados, nesta guerra espiritual. Nossa principal arma é a Palavra de Deus. Outras armas na nossa luta são a oração, a fé, o perdão. O apóstolo Paulo nos diz como vestir a armadura de Deus para estarmos prontos para a luta (Ef 6:13-18).

Esta guerra é constante. O diabo não descansa, e, como disse Jesus, o diabo é o príncipe deste mundo (Jo 16:11). E também, o mundo jaz no maligno (1Jo 5:19).
Porém em Jesus temos vitória. Aqueles que aceitaram Jesus foram lavados por seu sangue, estão livres da condenação e do poder do diabo e passaram da morte para a vida (Jo 5:24).
É uma guerra na qual somos vencedores, apesar das dificuldades; a Bíblia diz que somos "mais que vencedores" (Ro 8:37).
Nas palavras do Senhor Jesus: "No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo" (Jo 16:33).

Graça e Paz!
Que a Força esteja com todos!

O testemunho da fé

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"Ora a fé é a substância das coisas esperadas, a prova das coisas não vistas. Pois foi por ela que os antigos obtiveram bom testemunho" (Hebreus 11. 1 e 2 SBB)

É interessante notar como a fé tem noções tão diversificadas hoje em dia: vai da crença no absurdo até o pensamento positivo. Muitas dos conceitos hoje veiculados à fé nada têm a ver com a natureza dela. Por isso, nada melhor do quê recorrer a uma síntese tão boa e completa como a de Hebreus 11.

Uma questão importante sobre a fé, que é o que realmente quero refletir neste post, é que ela nada tem a ver com a realização de nossos desejos ou com a ausência de problemas em nossas vidas. Uma pessoa cuja fé está centrada em Deus pode não ter desejos atendidos por Ele ou mesmo passar por problemas e situações terríveis. Calma, não é heresia. Quem diz isso não sou eu, mas este maravilhoso capítulo de Hebreus 11.

Neste tratado sobre a fé, que está nesta carta, vemos dimensões e manifestações tão distintas de fé que é impossível não ficar maravilhado. Vemos que pela fé é que podemos entender os atos de Deus (v. 3), que pela fé sinais miraculosos foram realizados (v. 5, 11, 28, 29, 30), que pessoas realizaram atos memoráveis (v. 4, 7, 8, 9, 17, 23, 27, 33, 34), que gerações foram abençoadas (v. 20, 21, 22, 31)...

Obras maravilhosas foram realizadas e haveria maior prova de fé do que estes sinais? Mas não podemos esquecer também que pela mesma fé muitos desses personagens morreram sem receber o que lhes havia sido prometido (v. 13, 39), que muitos perderam familiares que foram torturados e flagelados (v. 35 e 37), pessoas enfrentaram maus tratos (v. 36), homens e mulheres foram exilados das sociedades humanas (v. 38)...

Essa reflexão não visa a desanimar ninguém no Caminho. Pelo contrário, a intenção é aperfeiçoar a fé em Cristo. Passaremos por diversas situações na vida, algumas boas, outras ruins. Seja uma, seja outra, isso não implica que temos mais ou menos fé em Deus. A fé pode ressucitar mortos, mas a fé também é capaz de se doar para morrer ou ser torturado. A fé pode mover montanhas, mas também é capaz de fazer com que você viva no deserto comendo gafanhotos. A fé não é um apetrecho mágico, como uma lâmpada maravilhosa, em que podemos todos os dias usufruir de três desejos.

Ela é a confiança e a certeza da relação que temos com o Pai, que estará conosco nos dias bons ou ruins da existência. É o que nos permite agradar a Deus, pois fé é fidelidade, que implica em obediência. Fé é estar certo que nada neste mundo é bom o suficiente para nos preencher, que somos peregrinos aqui e que só estaremos completos quando estivermos com o Pai na eternidade. Uma vida de fé, então, não será marcada necessariamente por sinais sobrenaturais, mas por uma convicção tão plena, que é capaz de desprezar qualquer contratempo da existência, pois pessoas com esta certeza vivem de uma forma que "o mundo não é digno" de ser habitado por elas.

Cafecatura, cafeína e muita arte!

Um dos propósitos de se ter um Blog é poder divulgar arte. E hoje temos o privilégio de apresentar a produção artística de um amigo, nerd e cristão, ilustrador talentosíssimo e mundialmente conhecido por suas caricaturas feitas com café. Humberto Freitas, que atualmente reside em Vila Velha-ES, é o cara que faz a combinação perfeita de cafeina e arte que está fazendo sucesso.
Para todos os amantes de desenho e de café, a Fraternidade Lambda faz questão e tem a honra de divulgar seu trabalho.





Quer ver mais? Visite o Blog: http://cafecatura.blogspot.com/


A Família de nossa escolha


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"Família não se escolhe", diz o ditado popular. No entanto, conheço ao menos duas formas de escolher a família que podemos ter, três enlaces de amor verdadeiramente familiar.

A primeira forma, e mais óbvia de se escolher uma família, é decidindo seu cônjuge. É engraçado (ou esquisito) como, devivo à nossa forma descartável de nos relacionarmos hoje em dia, essa ideia se perdeu. Parece que o/a companheiro/a não se constitui mais em família; está mais como um acessório, que pode ser substituído a qualquer momento. A Bíblia nos diz que "deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne" (Gn 2.24 ARA). Deixar pai e mãe, implica em uma "ruptura" com o sistema familiar antecedente, mas isso não significa em destruição, mas em aperfeiçoamento. Necessário é que meninos e meninas se tornem homens e mulheres e deixem a família dos pais para constituir suas próprias famílias. Seu pai e sua mãe não deixarão de ser seus pais, mas você terá uma nova família, sua com sua mulher ou seu marido. Isso é maravilhoso porque outro tipo de relacionamento entre pais e filhos pode ser gerado: o de amizade. Antes, devido à submissão da hierarquia familiar (indispensável para uma boa formação de qualquer sujeito), não era possível desenvolver completamente a amizade íntima com os pais. Mas, com a equidade de posições (Pai e Mãe reconhecem nos filhos suas posições de Pai e Mãe em outra família) a amizade e a intimidade pode ser aprofundada em um nível que a sujeição e a inexperiência da posição familiar não permitia. Tornar-se um com seu cônjuge é fazer-se família de alguém com quem você não tinha laços sanguíneos. Daí que serão "uma só carne" (que não se limita ao símbolo de união carnal pelo coito). Ser uma só carne é estabelecer um vínculo profundo, em que o outro é parte integrante de mim e eu dele.

A segunda forma, mais conhecida, porém pouco usada, é através de amizades íntimas. Hoje, embora as pessoas se afirmem amigas umas das outras, a palavra "amigo" não condiz com a relação que se estabelece: afeição. As pessoas gostam umas das outras e, a partir desta sensação, dizem que são amigas umas das outras. A amizade nada tem a ver com boas sensações, risadas ou "resenhas". C. S. Lewis já especificou muito bem a diferença em seu livro "Os quatro amores" (Meu Deus! Como as pessoas seriam mais inteligentes e espertas se lessem mais C. S. Lewis!!). A amizade tem mais a ver com afinidade de princípios, valores e objetivos do quê com companhias "animadas" para festas. A amizade é mais racional que emotiva: nela você será capaz de conhecer mais a si mesmo pelo outro, do quê sentir-se de "bem com a vida". Um bom amigo é aquele capaz de fazer você se sentir profundamente triste por reconhecer em você mesmo aquilo que não queria ver. E nesse momento ele se tornará ainda mais seu amigo. A bíblia nos aconselha: "O amigo ama em todo o tempo; e para a angústia nasce o irmão" (Pv 17.17 ARA). Este princípio nos mostra que amigos, verdadeiros e amados, podem se tornar verdadeiros irmãos quando do tempo de angústia. Em nossos dias, os amigos são os da balada (do pistoleiro??) ou da "resenha", aqueles que nos fazem nos sentir bem, nos colocam "pra cima". Quem tem irmãos de sangue sabe como, muitas vezes, eles jogam verdades (as vezes, exageradas) na nossa cara, que nos fazem nos sentir pior do que estávamos. Mesmo assim, a Bíblia usa essa imagem de amigos se tornando irmãos (tendo narrado no início a história de Jacó e Esaú!!). Irmãos nos conhecem profundamente, conhecem quando estamos mentindo, fazendo manha, ou sabotando a nós mesmos. Não há fingimentos na intimidade do lar. Quando nossos "amigos" não frequentam nossa casa é fácil enganá-los ou usá-los apenas para nos distrair de nossas angústias e problemas. O chamado cristão para a amizade é o da intimidade de irmãos: sem máscaras.

O terceiro laço familiar é o de nossas famílias de sangue. Sim, parece idiota dizer isso, mas a verdade é que as "famílias" deixaram de ser família. Os laços de sangue não unem mais, apenas em uma ou outra família vemos esta preocupação de estar juntos, de estarem unidos, principalmente ante as dificuldades da existência. Pais e filhos são estranhos. Irmãos e irmãs são inimigos. O que poderia e deveria ser o modo mais simples de união, pela convivência, torna-se um verdadeiro pesadelo de existência conjunta forçada. Isto é uma desgraça e Deus não quer isso. A Bíblia nos mostra um ótimo exemplo de como famílias podem se constituir (independentemente até de laços sanguíneos): "Ora, Jesus, vendo ali sua mãe, e ao lado dela o discípulo a quem ele amava, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Então disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa" (Jo 19.26 e 27 ARA). Se pessoas de ascendências diferentes, laços sanguíneos distintos, sem convivência íntima e histórias de vida distantes podem se tornar mãe e filho uns dos outros, o que dizer daqueles que convivem juntos desde o nascimento? Como Jesus demonstra, não é uma questão de obrigação, mas de escolha.

Seu marido ou sua mulher podem ser sua família, ou não. Seus amigos ou irmãos, podem ser sua família, ou não. Sua família de sangue ou pessoas próximas a você podem ser sua família, ou não. O conceito é amplo, mas depende unicamente de sua escolha. Você irá tratá-los como seus pais, mães, irmãos, irmãs, marido ou mulher? Só depende de você deixar ser trabalhado pelo amor de Deus para construir esses laços. Seu companheiro ou companheira nunca será sua família (mesmo vivendo debaixo do mesmo teto) se você não desenvolver intimidade, confiança e laço com ele/ela. Seus amigos ou amigas nunca serão seus irmãos ou irmãs (mesmo saindo juntos quase todos os dias) se você não desenvolver afeto e compromisso fraternal com eles/elas. Sua família não será sua família se você não agir de acordo com isso. Nomear as pessoas de "pai", "mãe", "irmão", "irmã", "marido" ou "mulher" não os transformará nestas categorias. Relacionamentos são fruto de ações, não apenas de palavras. Como você age com as pessoas vai definir o que elas serão pra você. Isso não é algo que surge de fora, mas de dentro. Que laços familiares você irá decidir formar em seu interior?

O valor do relacionamento

Quero compartilhar um momento, dentre vários, em que foi arrancado de minhas mãos um controle de vídeo game e posto uma bíblia no lugar.

Antes, é necessário contextualizá-lo no mundo em que a história se desenrola. Como visto nas imagens, o mundo é o do Mega Man, do qual me limitarei a duas fazes: a faze inicial e a X.

Mega Man


Mega Man era um robô doméstico, o primeiro com a capacidade de tomar decisões por conta própria, criado pelo cientista Thomas Light, o qual, conjuntamente com o cientista Albert Willy, desenvolvia projetos com robótica para o auxílio da humanidade. O contexto é muito simples: o doutor Willy ficou obcecado com o poder que os robôs representavam e tentou usá-los para o controle mundial. Vendo tal situação, Mega Man ofereceu-se para ser convertido em um robô combatente, e assim desenrolou-se a série inicial.


Mega Man X

Devido a algum acontecimento ainda não revelado, o status quo modificou-se, todos os personagens morreram e, tecnologicamente, a humanidade teve que recomeçar. Um cientista chamado Cain descobriu os escombros do que havia sido o laboratório do doutor Light e localizou uma câmara de suspensão contendo algo que só deveria ser reanimado 30 anos a frente daquela data. Após o tempo proposto a câmara foi aberta e Mega Man foi reanimado, agora chamado de Mega Man X. Sem lembranças do seu passado, com liberdade para tomar suas próprias decisões, e com um único imperativo interior: não deveria machucar humanos( veja o post “As três leis”, do frater Mazkir, para melhor entendimento deste imperativo).

A partir do Mega Man X, o doutor Cain produziu outros robôs para ajudar a humanidade em seu desenvolvimento, exceto o robô conhecido como “zero”, que também foi encontrado numa cápsula de suspensão, mas do qual não se sabia nada, a não ser possuir o mesmo imperativo que o Maga Man X guiando suas decisões.

O conflito aqui se deu devido a um vírus, de origem desconhecida, que infectou um robô cientista chamado Sigma, o qual iniciou uma revolução dos robôs contra os humanos pelo controle da humanidade. Estes rebeldes ficaram conhecidos como “Mavericks” e os fieis a humanidade “Reploids”. A história desenrola-se de tal modo a gerar duas sérias consecutivas a esta, as quais não comentarei, pois seu entendimento não é necessário para a compreensão do que desejo compartilhar.

O Diálogo

O que gerou este post foi o seguinte diálogo, que ocorre no jogo Mega Man X2, entre três Mavericks, enquanto observavam um holograma exibindo o Mega Man X:

Serges: Este é o líder deles. Seu nome é Mega Man X.
Violen:
Aqueles que o subestimaram, agora não passam de ferro-velho.

Agile:
Nós não cometeremos o mesmo erro. Ele é poderoso, mas ele é cego em relação ao que ocorre ao seu redor.

Após ver isso, o seguinte versículo ecoou em minha mente: “Errais em não conhecer as escrituras nem o poder de Deus” Mt 22:29 A partir de agora compartilho o fruto de minha meditação na bíblia, unido ao conhecimento que tenho da história do Mega Man.

Mega Man: um ser em harmonia com seu criador

Se você acompanhar a séria Mega Man, verá que, no primeiro, este é um robô muito simples, escasso em recursos, mas que nos últimos da série, está bem complexo, aprimorado. Este aprimoramento dá-se do choque entre as dificuldades apresentadas pelos planos do Dr Willy e a reflexão conjunta entre Mega Man e seu criador sobre como resolver a situação. Dr Light conhece sua criatura, suas potencialidades e limitações; seu tempo de desenvolvimento, seu estado interior.

Quando o Mega planeja alguma ação arriscada, ele pode perguntar a opinião de seu criador, que sabe se sua estrutura suportará tal ação ou não. Esse relacionamento criou um ser otimista, alegre, bem humorado, sem crises existenciais, pois ele sabe quem o criou, porque existe, o que deve fazer, qual a razão deste imperativo que influencia na sua tomada de decisões. Ele tem vários amigos, e, embora enfrente grandes dificuldades, seu estado interior final é sempre melhor que o inicial.


Mega Man X: um ser em desarmonia com seu criador

É importante salientar que a diferença entre os desenhos do Mega Man nas diferentes séries não se dá pelo aprimoramento da técnica, ou porque um é mais velho, ou mais “maduro”, do que o outro, mas, creio eu, pelas causas que apresentarei agora.

Mega Man X é um ser que, embora possa tomar suas próprias decisões, age movido pelo seu imperativo interior, do qual não sabe a origem ou porque deve obedecê-lo. O Dr Cain é uma ajuda essencial, mas como não conhece a profundidade da estrutura do X, tem deficiência em ajudá-lo na utilização de seu pleno potencial, e, o que é mais importante, na compreensão das características que formam o seu ser. Tem como único amigo o Reploid Zero, que também tem um passado desconhecido e sofre de crises existenciais tão fortes como as do X, pois este não tem a menor pista das origens da sua existências.

Ao final de cada jogo, o X surge levantando questões como: Valeu apena esta luta?Valeu apena tanta destruição? Esta guerra tem uma causa justa?
Qual será o meu real papel neste contexto? Conseguirei descobrir até o fim desta jornada? Ele é sempre sério, pensamentos centrados na batalha, a qual não sabe bem porque luta, e, o que para mim é o mais grave, seu estado interior é sempre pior depois de cada batalha do que era quando iniciou-a, mais dúvidas, incertezas e tristezas.

Que tipo de relacionamento é o proposto por Jesus?

- Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo. Fp 1:6 Jesus quer que você cresça mais a cada dia e quer participar deste crescimento;

- Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó. Sl 103:14 Ele te conhece extremamente bem, pode lhe ajudar a desenvolver suas potencialidades e a minimizar suas dificuldades;

- Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará. Sl 1: 3 Ele conhece o seu tempo de desenvolvimento. Os homens podem exigir de você de um modo sufocante, mas ele nunca exige além do necessário para a manutenção de um crescimento firme e saudável;

- Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas. Ec 7:8 Jesus deseja que o teu final sempre seja melhor que o teu começo;

- O coração do homem considera o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos. Pv 16:9 Jesus está sempre disposto a discutir com você se sua estrutura suporta ou não determinado caminho;

- Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem. Ec 3:11 Há um imperativo dentro do ser humano: o desejo pela a eternidade. E só um relacionamento com que lhe criou pode lhe fazer entender o porquê deste imperativo;

- Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer. Jo 15:15 Se você buscar um relacionamento com Jesus não terá remorso pelas coisas que faz, ou incerteza sobre se é legítimo fazer o que você faz, pois ele esta disposto a lhe ajudar a compreender os benefícios de segui-lo. Com o relacionamento você não é mais servo, mas amigo.

- Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Rm 8:32 Ele ama você intensamente, e está disposto a viver uma profunda intimidade com você.

Não vou me alongar neste tópico por serem imensas as propostas de relacionamento que Jesus nos dá, mas te aconselho a buscá-las na escritura sagrada, pois este relacionamento é o motivo da alegria que há em mim.


Antes de fazer um comentário, agradeça a esse pai tão fantástico o privilégio que ele lhe dá, ao propor esse relacionamento, e se você não possui tal relacionamento, incline sua cabeça e peça, ai mesmo na frente deste computador, em casa, na faculdade, trabalho, ou seja lá onde você estiver, e peça a Jesus que entre em seu coração e inicie esse relacionamento com você. É maravilho meu irmão, podes crer. Jesus me conhece tão bem que até quando me divirto (jogo videogame) ele sabe como chamar minha atenção.

Jesus te abençoe
.

A Convicção Cristã em tempos de Cultura da Dúvida (2)




Na parte 1 deste post, inserida a cerca de três semanas atrás, terminei afirmando que o mais importante ao ter dúvidas é buscar respostas, pois questionar por questionar não leva alguém a lugar algum. Pelo contrário, a descrença em tudo faz com que se gire ininterruptamente no espaço sideral sem qualquer possibilidade de ir a algum lugar.

Pois bem, como disse também, o cristão é diferente, pois possui certezas. Isso não quer dizer que ele não tem dúvidas, mas ele busca respostas através de diretrizes que o ajudam. Mas, então, que certezas seriam essas? É disso que trataremos neste tópico.

Em primeiro lugar, o cristão tem certeza de que sua existência não é fruto do acaso, mas de um propósito. Isso é importante porque se acreditássemos que nossa existência é fruto do acaso ou do não caso, nossa conduta de vida deveria seguir um curso aleatório, em coerência com nossa origem e "motor" de vida. Você pode perguntar: "Acreditar nisso realmente faz diferença para um cristão?" E a resposta é: "Sim! E muita!". Se acreditamos que nossa vida é fruto de um acaso, logo nosso modo de viver (ou seja, conduzir a vida) pode ser manejada da forma que quisermos. Mas se sabemos que somos frutos do propósito do Criador, bem, iremos ao menos tentar entender como Ele, que nos deu vida, espera que vivamos. Assim, o cristão sabe que sua existência não é fruto do acaso, mas do propósito de Deus e por isso busca corresponder a este propósito. (Sobre esse assunto, aconselho o livro "Uma vida com propósitos", de Rick Warren, que aborda com bom fundamento bíblico estas questões).

Em segundo lugar, o cristão tem certeza de que Cristo é o exemplo vivo, a forma e o meio de vivermos a vida da forma que o Criador espera de nós. Como um bom Criador, que Deus é, não deixou sua "invenção" sem assistência técnica: Ele enviou Jesus para que soubéssemos como a criatura deveria viver de forma que agradasse ao seu Criador. O modo de viver de Jesus nos mostra como devemos viver e usufruir a vida que Deus nos deu. Além disso, Cristo é a forma de agradarmos a Deus porque sem o sacrifício dEle não teríamos como pagar pela "manutenção do invento". Por causa do mau uso, a invenção foi prejudicada e o pior: não tínhamos como pagar pelo conserto, pois tudo era importado de outra dimensão (a espiritual). Mas Cristo, por seu sacrifício na cruz, pagou pelo conserto de quem deseja funcionar no modo adequado (de acordo com o fabricante). Assim, o cristão sabe que o modo em que ele deve operar é o modo de Deus, seu Criador, e não o modo que achar mais conveniente. (Sobre esse assunto, aconselho a leitura aqui no blog do post "As três leis", do frater Mazkir, básico para qualquer um que queira entender as diretrizes básicas para o funcionamento em "modo de segurança").

Em terceiro lugar, o cristão tem certeza de que ele pode encontrar as respostas para suas dúvidas nas diretrizes que Deus deixou em sua palavra: a Bíblia. Como Cristo veio em uma época historicamente determinada e no contexto específico do Oriente Médio, como podemos ter certeza de que as instruções por ele deixadas não estão desatualizadas? Ora, as instruções não estão desatualizadas porque se constituem em diretrizes, isto é, o modo de viver. Em literatura isto seria chamado de mimésis. A mimésis, palavra grega, consiste em "imitação" ou "representação" e é a palavra usada por Paulo quando diz "sede meus imitadores como eu sou de Cristo". A mimésis não consiste em uma forma específica de se escrever literatura (não é escrever sonetos, tragédias, romances, ou nenhum desses gêneros), mas a um princípio, uma diretriz. A mimésis está presente em qualquer gênero literário, mesmo o que ainda não existe, mas virá a existir. Do mesmo modo, Cristo nos deixou diretrizes sobre o modo de viver. Além de seu exemplo de vida, ele confirmou as palavras das Sagradas Escrituras, pois cumpriu em sua vida o que estava determinado pela Lei judaica. Nesse sentido, a Bíblia contém princípios de ação para o cristão. Isso quer dizer que o cristão se utiliza dos exemplos bíblicos para retirar diretrizes de conduta para sua vida. Isso não significa praticar antigos rituais judaicos ou seguir ao pé da letra o que foi escrito. A palavra foi "divinamente inspirada", e esta inspiração implica em reconhecer princípios e diretrizes e não leis inexoráveis - excluídas, é claro, as ordenanças que Cristo nos deixou. (Sobre esse assunto de diretrizes, recomendo a leitura de "Cristianismo Puro e Simples", de C. S. Lewis, uma verdadeira aula da exploração dos princípios que regem o cristianismo).

Em quarto lugar, o cristão tem certeza de que se tudo o mais falhar ele pode contar com Assistência Técnica Direta 24h por dia. Muitos podem se perguntar: "Mas e se ainda assim eu tiver dúvidas?" A resposta é: "Sem problemas, Deus pensou nisso, por isso Ele nos deixou a orientação do Espírito Santo". É através do discernimento do Espírito Santo que podemos encontrar meios de responder a qualquer outra dúvida que não seja sanada pelos meios anteriores (isso não quer dizer que esta sequência de certezas seguem uma linha hierárquica). Mas como eu posso ter certeza de que é o Espírito Santo que está me orientando e não minha cabeça? Simples! Primeiro, Ele nunca irá contrariar outras diretrizes já bem definidas. Segundo, Ele irá te pacificar quanto a forma de agir ou de buscar respostas. E por fim, Ele poderá confirmar isto através de outras pessoas ou situações. O cristão sabe que Deus quer que ele aja da forma certa e, se for buscado de coração, Ele dará os meios de encontrar as respostas. Deus nunca nos deixará confundidos.

Assim, em meio a dilemas e ansiedades existenciais, o cristão tem diretrizes de como viver. "Poxa! Mas eu esperava que você me dissesse com quem eu vou casar, qual será a melhor profissão pra mim, ou se devo ou não mudar de igreja!". Essas perguntas, como a maioria de nossas perguntas a Deus, não vão receber respostas diretas, mas receberão diretrizes. Você quer saber com quem casar? Pois bem, leia na Bíblia os trechos sobre relacionamento e tire as diretrizes para saber escolher um bom par e desenvolver um bom relacionamento. Você quer saber que profissão seguir? Primeiro, veja quais são suas habilidades, do que gosta de fazer ou ao menos perceba que oportunidades lhe aparece e coloque seu empenho nisso, sempre seguindo as diretrizes do "bom servo". Você quer saber em que tipo de igreja deve congregar? Observe as características da igreja de Cristo no novo testamento e se as igrejas que lhe interessam ou em que você participa seguem as diretrizes. Além disso, você pode simplesmente apelar para o gosto pessoal (a igreja de seus amigos ou parentes), desde que a congregação escolhida não fira aos princípios expostos por Cristo.

"No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo: Eu venci o mundo", disse Nosso Senhor. Com isso, Ele nos afirmou que em nada a vida do cristão será diferente do das outras pessoas, exceto por alguns detalhes: a certeza de que pela vitória dEle, seremos vitoriosos; pelo exemplo dEle, temos rumo e propósito; pelo sacrifício dEle, temos garantida a possibilidade de correção de nossas ações, mesmo que tenhamos incorrido nas respostas erradas.

O século XXI e o pensamento cristão


























Caros leitores, vocês com certeza já ouviram a frase: "Ah, isso é relativo!". Ou algo do tipo: "Essa é a sua verdade, não tente impor isso pra mim!" Se alguém aí já ouviu, então já teve contato com as tendências atuais do pensamento humano.


Estamos em uma época de incertezas. No mundo contemporâneo "tudo é relativo". O relativismo é um dos pilares do ideário popular mundial. A partir daí não existe verdade absoluta, apenas verdades provisórias, e não existe certo nem errado, não é possível fazer juízos de valor, uma vez que não se pode ter certeza de nada. Isso é o relativismo.


O século XX foi um período de certezas. Do ponto de vista ideológico, o mundo estava dividido em dois grandes blocos: o capitalista, capitaneado pelos EUA, e o socialista, liderado pela antiga União Soviética. Era a época da Guerra fria. Os dois blocos tinham visões de mundo distintas, modos de vida diferenciados, e eram guiados por doutrinas filosóficas que explicavam o mundo e buscavam trazer uma solução para os problemas do mundo. No entanto, em 1989 o muro de Berlim caiu, e junto com ele a Guerra Fria. Em 1991 a União Soviética foi desmembrada, ruindo com todo o bloco socialista. O grande sistema marxista mostrou-se frágil, o projeto socialista falhara. Mas não foi só isso. O mundo que se erguia no pós guerra fria não era melhor que o anterior. O capitalismo e a ideologia liberal não forneciam as respostas necessárias para a compreensão do mundo. As pessoas ainda viviam tristes, solitárias, em um mundo cheio de pobreza, violência, injustiça e desigualdade. Era como se os grandes sistemas filosóficos fossem incapazes de explicar o mundo. Como se as verdades nas quais todos haviam acreditado no século XX se mostrassem falsas.


O século XXI começa marcado por esse contexto. As pessoas não querem mais acreditar em verdades eternas, elas se desiludiram com as promessas da modernidade, que não se concretizaram, e mergulharam em um mundo de incertezas, onde não há certo ou errado, moral ou imoral.


Outra característica importante no mundo de hoje é o subjetivismo. A valorização do sujeito, em detrimento do grupo, o individualismo, o egoísmo. Neste sentido, a verdade é uma verdade do sujeito. Cada um crê no que quer e ningfuém tem nada a ver com isso. Assim, existem as verdades pessoais de cada um, não uma verdade absoluta, que deve ser crida e conhecida por todos.


As raízes do subjetivismo são milenares, mas é no século XVIII, com o desenvolvimento do capitalismo e o advento da doutrina liberal que ele vai ganhar força. A doutrina liberal prega o individualismo, a busca pela satisfação das necessidades pessoais, por que é centrada na figura do sujeito. Tudo, no liberalismo, gira em torno do sujeito, e do seu bem estar. Então o indivíduo cresce em relação ao grupo, e tudo passa a ser subjetivo.


Tanto o relativismo quanto o subjetivismo são conflitantes com o pensamento cristão. Enquanto o relativismo diz não existir verdade, Jesus se declara a Verdade (Jo 14:6). Ele também diz: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" (Jo 8:32). Enquanto o subjetisimo valoriza o ego, e faz o indivíduo se agarrar com força em seu mundo, seus sentimentos e suas ideias, jesus ensina: "Quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo" (Mt 16:24a).


Os prejuízos da ideologia contemporânea são inúmeros, uma vez que ela é diametralmente oposta ao que a Bíblia ensina. A fé é requisito básico para quem quiser conhecer a agradar a Deus (Hb 11:6).


O diabo tem colocado suas ideias, na presente época, ideias perigosas, ideias antibíblicas, de modo a dificultar a pregação do evangelho e manter as pessoas presas ao engano. O mundo está corrompido com valores e princípios antibíblicos. Esta é, na verdade, a razão de um mundo cheio de sofrimento e dor. No entanto, a Palavra de Deus nos mostra uma forma de nos mantermos livres e limpos da corrupção: "Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis a boa, perfeita e agradável vontade de Deus" (Ro 12:2).


Assim usando a Palavra de Deus como critério, é possível entender a realidade e conhecer a Deus, e escapar das aflições e angústias do presente século.

Truque mental jedi



imagem extraída do site geekcat.com


Estava me lembrando de um certo acontecimento que se deu em uma das reuniões da monitoria de metodologia científica com o quase Sith Lord professor Aldemar. Um certo amigo meu (não vou dizer quem Wés) foi persuadido a comer um biscoito que de início recusara, enquanto aquele que oferecia o petisco usava um truque mental jedi (ou seria sith?). Ele relutou, relutou, mas, por fim, cedeu e comeu o biscoito. Sua relutância mostrou que o mesmo não era mais um koochu de mente fraca, mas afinal de contas, ele comeu.
Essa história serve para ilustrar algo que desejo compartilhar. Mestre Obi-Wan Kenobi nos ensinou que o truque mental jedi "funciona apenas em mentes fracas", mas penso que exitem diversas formas de convencer pessoas a fazerem as mais diversas coisas, por mais fortes que pareçam as suas mentes.
No boxe, há um tipo de golpe cuja principal finalidade é minar as forças do adversário. Trata-se do "jab", socos rápidos e contínuos feitos com a mão menos potente do lutador, que visa abrir a guarda do oponente para um golpe mais poderoso. Estou citando isso porque muitas vezes recusamos coisas que nos são oferecidas, muitas vezes "tentações", mas as provocações e os estímulos ininterruptos podem nos fazer abrir a guarda e logo estaremos vulneráveis e talvez aceitando aquilo que de início recusamos.
Por mais fortes que nossas mentes possam parecer para nós, elas são alvos de constantes ataques. Ninguém vira Sith do dia para a noite. Talvez um koochu de mente fraca seja facilmente induzido a aceitar uma sugestão proposta, mas isso não nega o fato de que os fortes de mente também podem ser persuadidos. Foi exatamente isso que aconteceu com Anakin Skywalker.
Portanto, mesmos que aparentemente não sejamos sujeitos a truques mentais jedi (mais uma vez, ou seriam sith?), estejamos todo o tempo renovando nossas mentes, limpando-nos de todo acúmulo de malícia, e prontos para o dia mau, aquele dia em que tudo parece dar errado e quando estamos sujeitos a tomar as decisões mais precipitadas.
Que a Alegria do Senhor esteja com vocês, porque ela é a nossa Força.

A força, a devoção, a sabedoria e o Lado Sombrio

Estava, mais uma vez, refletindo sobre questões profundas de nossa existência, quando me lembrei de pensamentos que me ocorreram "a long time ago" e que podem ser proveitosos para todos nós.

Há um versículo interessantíssimo das Sagradas Letras e que usarei como base para minha linha de pensamento: "Aquele, pois, que cuida estar de pé, olhe não caia" I Co 10:12

Certa vez, prevendo que uma ação de um amigo meu o levaria a sofrer consequências penosas, o adverti que não tomasse tal atitude. Ele por sua vez respondeu que não temia, pois, sentia-se firme e forte. Temi por ele, mas conhecendo sua teimosia só pude esperar o pior. Dito e feito. Após o desastre, o mesmo me procurou para lamentar sua desventura. Então me lembrei do versículo supracitado.

Há três personagens bíblicos, cujas histórias de seus feitos são impressionantes. Sansão, Davi e Salomão, seu filho. Sansão era conhecido por manifestar uma força sobrehumana quando possuído pelo Espírito do Deus. Davi era conhecido por sua devoção e por ter um coração semelhante ao de Deus (uau). Salomão por sua vez recebeu de Deus tamanha sabedoria que ninguém, nem antes, nem depois, se igualou a ele.

O mais forte, o mais devoto e o mais sábio. Todos realizaram proezas incríveis. E todos também tiveram suas vidas marcadas por grandes quedas. Sansão, em um segundo casamento desastroso, teve sua confiança traída por sua esposa, teve seus cabelos rapados (os quais eram o símbolo de seu pacto com Deus, que fornecia pra ele seus "super poderes"), foi capturado por seus inimigos, cego e posto para rodar a pedra de um moinho. Davi, após deixar de ir para uma guerra onde deveria estar, encantou-se por uma mulher casada, cometeu um adultério, e para encobrir o adultério, um homicídio. Salomão violou as leis de seus antepassados e casou-se com mulheres estrangeiras que em sua velhice o induziram à idolatria.

Fico a pensar: O mais forte caiu. O mais devoto caiu. O mais sábio caiu. O que será de mim?
Consola-me saber que "o Senhor conhece nossa estrutura, lembra-se que somos pó". Porque quem sou eu, senão um homem cheio de falhas e com tão poucas virtudes. Todos somos traídos pelo lado sombrio da natureza humana, essa nossa tendência ao mal, ao pecado, que nos afasta de Deus e das pessoas que mais amamos.

Resta-nos lembrar que se pensamos que estamos de pé, devemos ter cuidado para não cair. Anakin Skywalker caiu, Luke Skywalker também caiu e até mesmo Cade Skywalker caiu, eu, pobre padawan, devo multiplicar meus esforço para permanecer de pé. Reconhecer a própria fraqueza é o primeiro sinal de força.

Vida Longa e próspera a todos, e que o Senhor livre nossos pés da queda.

Paciência, Jovem Padawan... Paciência...


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Estou um pouco impaciente hoje. Estresse, angústia, ansiedade. Às vezes, na jornada, temos dias assim. Dias em que parece que estamos em Dagobah, treinando no caminho da Força, mas com a cabeça lá em Bespin (pra não dizer que estamos "com a cabeça nas nuvens"). Dias em que o que mais queríamos era resolver outros problemas e não treinar meditação Jedi com Mestre Yoda. Dias de querer enfrentar Lord Vader com toda raiva que temos! Mas aí vem o velho Mestre Jedi e nos diz: "Enfrentar Lord Vader você não deve. Pronto você não está, jovem padawan!".

Como a X-Wing, parecemos atolados em um pântano (E toda Dagobah não é um grande atoleiro?) e, ao mesmo tempo, tendo de esperar pra sair desta situação ruim. Estou assim hoje. Queria ação, mas hoje tenho de treinar Meditação de Batalha Jedi. Queria sair deste planeta-mangue e ir para a Cloud City resolver todos os problemas de vez.

O que me consola e me faz relembrar a importância da paciência é o texto bíblico abaixo:

"Esperei com paciência pelo Senhor, e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor. Tirou-me de um lago horrível, dum charco de lodo; pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos" (Salmo 40. 1 e 2 ARC)

É nisso que tenho confiado e esperado. Continuarei treinando, pedindo ao meu Mestre, nosso Grão-Mestre, que me ensine cada vez mais no Caminho da Força e me ajude a superar as ansiedades da juventude. Pois, no fim das contas, ainda sou um mero padawan...

Se a ausência de medo é prova de maturidade (será?) por que tanta superstição?



Quero compartilhar algo que escrevi já faz algum tempo, mas que foi uma descoberta muito útil pra mim.

"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." Platão


“E ele disse: Não temas; porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles. E orou Eliseu e disse: Senhor, peço-te que lhe abras os olhos para que veja”. 2 Rs 6:16

Pode parecer maluquice, mas eu seria hipócrita se me chamasse de cristão, e, no entanto, não cresse na influência de anjos e demônios (uma vez que Jesus fala disso abertamente). Muitos negam a existência destes seres, todavia, ao entrar nas mais diversas residências, vemos todas as evidências contrárias: santinhos, velas, vasos com sal e alho, figas, ferraduras, incenso, pimentas, e toda sorte de artifícios para afugentar os mais variados males.
Não quero zombar das superstições, apenas apresentar um caminho diferente:


“No amor não há medo, porque o medo pressupõe que haja culpa, e se é culpado há castigo; mas o perfeito amor afugenta todo o medo. O que teme não é perfeito no amor.” 1Jo 4:18


Um mundo de medos assola os homens, vários já cauterizados por meio de fortes traumas emocionais, mas observe o seguinte: quando uma criança teme o escuro e corre para o quarto dos pais é porque crê que os pais sejam muito mais fortes e poderosos do que qualquer ser que possa lhe ameaçar no escuro. Não é isso? Porque seus pais, apesar de suas falhas, estão dispostos a lhe proteger. E o olhar de aprovação e proteção de quem é maior e mais poderoso do que nós é tudo que precisamos para seguir confiantes em frente sem temer nenhuma ameaça (seja física ou sobrenatural).


Se algo lhe causa temor e paralisação; se existe alguma ameaça pairando sobre sua vida, acredite no que vou te dizer: Deus se importa com você e é poderoso para lhe guardar de qualquer mal. Para gozar disso você não precisa passar por nenhum ritual; não precisa pagar nenhuma taxa; não precisa se humilhar para ninguém, apenas abrir o coração com Deus (onde você estiver e dá forma que puder). Se você tem dificuldade em crer nisto, procure alguém que lhe possa mostrar as maravilhas do amor de Deus; possa orar por você; estudar a bíblia com você, ir a igreja com você, possa formar uma fraternidade com você e juntos viverem o pleno significado da manifestação do reino de Deus aqui na terra.


Não digo isso como alguém que nunca temeu nada (porque o medo era tão constante que para mim era normal ser apunhalado por ele constantemente), ou que não tema mais (porque os temores ainda tentam me dominar), mas como alguém que sabe o que é sentir uma segurança e amor que nem família, nem amigos, nem relacionamentos, nem o governo (esse eu nem deveria citar) podem dar.


“Aquele que nem mesmo o seu próprio filho poupou, antes, o entregou por todos nós. Como nos não dará também com ele todas as coisas?” Rm 8: 32

Lista de super poderes de Jesus Cristo

Antes de começar a lista que criei com os super poderes de Jesus que a Bíblia nos mostra, quero dizer que eu não penso que Jesus era um mutante (embora não negue sua origem extra-terrestre!!!). Acredito no que a Bíblia nos revela de sua natureza. Jesus é imagem de Deus no universo, o Brilho de sua Glória, a expressão exata do seu Ser Eterno, o Próprio Criador no universo, a encarnação da Divindade. Embora nada que tenha feito antes da sua própria ressureição tenha sido como Deus, mas como o "filho do homem" (expressão comumente usada por ele para referir a si próprio), Ele nunca negou sua natureza divina, mas esvaziou-se dela para viver a plenitude da sua humanidade. O que vocês lerão abaixo é apenas para a absorção mais divertida de Jesus em mentes nerds.

Lista de super poderes de Jesus Cristo

Cura e Imortalidade
  • Cura- capacidade de curar a si mesmo ou aos outros: ver evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João.
  • Ressureição- Capacidade de reviver seres que morreram: ver Jo 11, Mc 5:41, Lc 7:14.
Imunidade e sobrevivência
  • Evolução reativa- capacidade de se adequar a qualquer ambiente ou condição adversa (isso inclui passar meses sem beber ou comer): Mt 4
  • Intangibilidade- Capacidade de atravessar matéria sólida sem se machucar: Jo 20:19
Manipulação da Matéria e dos elementos
  • Alquimia -conversão de um elemento ou substância em outra: ver Jo 2:1-11
  • Atmocinese -controle climático: ver Mc 4:34-41
  • Multiplicação da matéria -capacidade de criar e multiplicar matéria: Mt 14:15-20
Habilidades Psíquicas
  • Leitura de pensamentos- capacidade de ler pensamentos alheios: ver Lc 5:22
  • Camuflagem telepática- capacidade de alterar a sua aparência física alterando a percepção dos outros: ver Lc 4:16-30 e Jo 20 e 21.
  • Clarividência- capacidade de obter informações sobre objetos, pessoas, localização física ou eventos que estão acontecendo, aconteceram ou vão acontecer: ver Jo 1:41-49 e Mt 26
Detectar condições
  • Detectar presenças- Detectar a aproximação de outros seres: ver Jo 14:30
  • Detectar intenções- Detectar as intenções dos outros: ver Mt 22:18
Alteração corporal
  • Transmorfismo Físico- capacidade de mudar as própria formas e propriedades físicas: ver Lc 9:29
Manipulação de Espaço-Tempo e dimensões
  • Andar sobre a água-Mt 14:25
  • Vôo- At 1:9
  • Controle de probabilidade- capacidade de alterar a probabilidade provocando acontecimentos estranhos ou impedindo acontecimentos normais: ver Mt 27:17
Interferência em outros poderes
  • Despertar Habilidades- capacidade de despertar ou conceder habilidades a outros: ver Ef 4:8
Outros
  • Olhar de penitência- capacidade de julgar uma pessoa apenas com um olhar, se bom ou mau, e pode queimar sua alma sem chance de reparação: ver Mt 8:29

As 7 Virtudes do Tao-Lambda


1º Virtude: Curiosidade Investigativa- O frater reconhece sua pobreza espiritual e intelectual, e busca incansavelmente a verdadeira Sabedoria e o Conhecimento.
2º Virtude: Sensibilidade- O frater é capaz de sentir junto, tanto a dor quanto a alegria alheia. Ele demonstra empatia por seu próximo .
3º Virtude: Mansidão- O frater nunca é passivo, mas encara com serenidade e força os desafios propostos e sempre determina quando e contra quem deve combater.
4º Virtude: Justiça- O frater busca mais ser justo do que busca ao alimento e a bebida. É honrado e leal.
5º Virtude: Misericórdia- O frater demonstra sua força e honra no poder do perdão.
6º Virtude: Pureza- O frater purifica-se a si mesmo e a sua consciência para poder enxergar a Verdade.
7º Virtude: Pacificação- O frater , no que depender dele, trará paz a todo o ambiente em que estiver, nunca deixando de combater o mal real.

Unidade




Fraternidade é um termo que por si só já é carregado de significado. Ele denota irmandade, amizade, coerência e unidade. Qual o sentido dessas palavras e sua real importância na vida daqueles que têm uma aliança?


A irmandade se refere ao parentesco, se não literalmente, mas no sentido dos laços duradouros. Se amigos podem se afastar, por algum motivo, e perder seu vínculo, irmãos nascem irmãos e morrem irmãos.

A amizade vem do termo grego philia, que designa amor. No entanto, o amor philos é aquele que advem, por exemplo, do bem estar proporcionado pela companhia, um amor de amigo. Não estou aqui desvalorizando o termo amigo, afinal, a própria Bíblia diz que há amigo mais chegado que um irmão (Pv 18:24b).

A coerência e a unidade estão relacionados. Se referem a ter um mesmo propósito, falar a mesma língua, pensar do mesmo jeito. A unidade é um dos pilares mais importantes a uma comunidade, ou a uma fraternidade. A Bíblia descorre sobre isso em diversas passagens, no Antigo e no Novo Testamento, e no capítulo 11 de Gênesis Deus fala que quando se tem um propósito e todos falam a mesma língua (estão em unidade) tudo que se pretende fazer pode ser alcançado (verso 6).



Por isso irmãos, busquemos a unidade, no falar, no pensar e no agir, ajamos com coerência, vivamos como amigo e seremos irmãos!



Graça e Paz!

As Três Surpresas do Céu

(Apenas para descontrair...)

Diz-se, não sei se as boas ou as más línguas, que quando estivermos no Paraíso, na eternidade com Deus, teremos três grandes surpresas:

1) "Eu estou aqui?!"

2) "Fulano está aqui?!?!"

3) "Sicrano não está aqui?!?!?!"

http://2.bp.blogspot.com/_33aGyEE68hw/R4JShtEPbbI/AAAAAAAABB4/GlQ2BVagKes/s400/surprise.jpg
Um momento para diversão e reflexão. Quero ver quantos temas conseguimos retirar utilizando a imagem acima.Deixo minha sugestão: não adianta que a beleza exista se a percepção é limitada.
Sei que podemos retirar muito mais daí =)

As Três Leis


Sempre, pelo menos desde que me dei conta de minha própria existência, tive interesse por robôs. Os desenhava durante as aulas, imaginando como poderiam ser. Cada novidade relacionada me despertava o interesse. Quando descobri as três leis da robótica criadas pelo ficionista e visionário Isaac Asimov e apresentadas em seu livro Eu, Robô, fiquei bastante reflexivo. Para mim fez sentido que os homens, como criadores, devessem estabelecer leis para suas criaturas. São elas:

1ª lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.

2ª lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei.

3ª lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou a Segunda Lei.

Não gastarei tempo comentando os debates que se fazem em torno das questões da validade dessas leis no mundo real ou da ética robótica. Tenho outros pensamentos que gostaria de compartilhar.
Nosso Criador também estabeleceu leis para nós, suas criaturas. Não como as leis de Asimov que revelavam como motivação o medo da humanidade criadora de ser atacada pela sua criatura máquina, mas leis que visavam principalmente o bem-estar do próprio ser humano.
Muitas e muitas leis são descritas nas Sagradas Letras, mas também não quero me focar nas leis do Antigo Pacto, mas nas que nos são apresentadas no Novo Pacto. Que, curiosamente, também são três.
Jesus Cristo, O Um, quando questionado por um de seus opositores nos revelou as duas primeiras leis, as quais já existiam na Antiga Lei e nos escritos dos profetas:

(...)Um deles, perito na lei, o pôs à prova com esta pergunta:

"Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? "

Respondeu Jesus: " ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’.

Este é o primeiro e maior mandamento.

E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’.

Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas"(...) Mt 22:35-40 NVI

Como já mostrei essas leis permaneceram do Antigo para o Novo Pacto. Mas em um íntimo diálogo com seus discípulos ele nos apresenta uma nova lei:

(...)Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros(...) Jo 13:34 NVI

Sem querer ser repetitivo, mas já sendo, ficam então estabelecidas nossas (para nós, os discípulos) três leis:

1ª lei: Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento.

2ª lei: Ame o seu próximo como a si mesmo.

3ª lei: Como Jesus vos amou, vocês devem amar-se uns aos outros (referindo-se ao círculo íntimo dos discípulos).

Lendo o texto se percebe que guardando-se as duas primeiras regras, cumpre-se toda a lei do Antigo Pacto. Mas isso não é o suficiente. Ao discípulo é apresentado um novo e fantástico mandamento. Diferente da segunda lei, cujo alvo do amor é qualquer ser humano e cujo referencial é si próprio, a terceira lei trás consigo um novo alvo e um novo referencial. O alvo do amor torna mais fácil o gesto, por tratar-se de pessoas que compartilham muitas características em comum, mas o referencial é que torna a lei não tão fácil de ser cumprida, apesar de possível.

(...)Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores(...) Rm 5:8 NVI

É nesse ponto que chegamos ao Agape , aquele amor sacrificial, que só pode ser alcançado quando o a fraternidade chega a sua plenitude. E acabamos voltando para o tema da postagem Fraternidade, o último degrau para o amor.

Deus, como nosso Criador, tem todo o direito de estabelecer leis para nós. E apesar de alguns dizerem que "leis foram feitas para serem quebradas", eu penso como o Salmista:

(...)A lei do Senhor é perfeita, e revigora a alma. Os testemunhos do Senhor são dignos de confiança, e tornam sábios os inexperientes(...) Sl 19:07 NVI

"Nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia..." Será?

http://www.gracecompasschurch.org/blog/?p=91


"Não tenho arrependimentos", diz a mocinha do reality show, recém formada em estrela, após um mês de (con)finamento. "Tudo que fiz e vivi, foi o que me trouxe até aqui", sai outra pérola da conchinha oca. "Só sou o que sou por causa de tudo o que passei", fecha com chave de ouro seu velho baú de asneiras, a aprendiz de Emília.

Ora, essas sentenças não são privilégio de personalidades importantes, como nossa mocinha do exemplo. De fato, muita gente recebe, mastiga e engole ideias como essas sem qualquer reflexão ou crítica. Será que não ter arrependimentos é bom? Tudo o que fizemos e nos trouxe até aqui é bom? (Onde estamos é bom?) Ser o que somos, por causa do que fizemos, é bom?

A jornada desse texto vai tentar refletir um pouco sobre essa ideia de que não devemos nos arrepender de nada (seja acerto, seja erro) o que importa é que chegamos onde chegamos e somos o que somos por causa de tudo isso que nos ocorreu.

Para os cristãos (sim, este texto é direcionado a cristãos comprometidos com Cristo e com o evangelho, assim...), o arrependimento é uma ideia central para a transformação. No entanto, parece lógico que tudo o que fizemos (seja bom, seja ruim), nos ajudou a chegar onde estamos e ser quem somos. Além disso, é fácil para o cristão acreditar que se Cristo é nosso Senhor, Ele não dirigiu nossos passos até onde estamos? Se Deus está no controle de nossas vidas, como acreditamos, tanto as coisas boas como as ruins não "contribuem juntamente para nosso bem"?

Aí é que, a meu ver, reside todo o perigo dessa "sabedoria de feira livre" (que me perdoem os verdadeiros sábios de feira!). Até mesmo um cristão pode se deixar levar por essa ideia (exceto pela primeira sentença, "Não tenho arrependimentos!", que claramente, por conter a palavra adequada, não será usada por um cristão). Ora, devemos verificar atentamente o que essas ideias nos passam sobre arrependimento, transformação e caminhada cristã.

Primeiro, arrependimento. Esse é aparentemente o mais simples de se resolver. É claro que, para todo bom cristão, arrepender-se é essencial. Mas o que de fato significa arrepender-se? A palavra arrependimento, no novo testamento, corresponde, nos originais, à palavra grega "metanoia", normalmente traduzida por "mudança de mente". O sentido de metanoia é que a mente atravessa, passa além de algo e muda, dando a entender um aperfeiçoamento, ou crescimento, ou transformação no modo de pensar. Assim, arrepender-se pode ser visto como passar além de uma situação, superá-la gerando uma mudança de pensamento. Em Mateus 3.8, João já anunciava: "Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento". Esse trecho é fundamental para o que se segue: transformação, pois o arrependimento é visto como algo que, além da nova forma de pensar, gera uma nova atitude.

Falar em transformação não é o mesmo que falar em "passar por várias situações"; esse seria um erro Crasso. Existem pessoas que passaram por muitos momentos e não tem, de fato, nenhuma experiência para compartilhar. É como se fossem meros espectadores ante o "circo da vida"; veem em tudo uma encenação, que serve apenas para o entretenimento delas. A metanoia não nos deixa sentados vendo a banda passar. Ela nos faz mudar nosso modo de pensar e ver a vida de um novo patamar. Acreditar que a soma de tudo que vivemos nos transformou de algum modo é como acreditar que para caminhar basta ter duas pernas. Ora, se você, estando de pé, não lançar alternadamente os pés a frente do corpo, não sairá do lugar, mesmo tendo pernas. Por isso, do mesmo modo que é necessário um trabalho mental para fazer com quê o corpo se desloque, mesmo tendo membros, é necessário refletir sobre o vivido, através da metanoia, para transformar o modo de andar na vida.

Isso nos leva direto à caminhada cristã. É incrível a quantidade de versículos em que a vida cristã é comparada a um caminho. Desde os salmos até as cartas do novo testamento a ideia de percurso é presente. E toda jornada se dá pela passagem de um lugar para outro, pelo caminhar, pelo deslocar-se, pela mudança, pelo processo. Sem caminhada não há deslocamento e assim, não adianta ter pernas. Da mesma forma, não adianta passar por vários momentos e situações e não realizar uma crítica sobre eles. Nada mudará. É o reconhecimento daquilo pelo que passamos que nos fará ver para onde nossos pés estão indo (na verdade, podemos até perceber as situações como passos). Se, ao observarmos as situações por que passamos, conseguimos distinguir onde nossos passos vacilaram, estaremos em transformação, vivenciaremos metanoia.

Arrepender-se é reconhecer o descompasso: seja para um lado da trilha, seja para o outro. Para o cristão, "ser" é, primeiramente, imitar (mimetizar) Cristo. Não no sentindo ruim de imitar (como atuação artística, por exemplo), mas no sentido de deixar Cristo se realizar em nós (mimese como execução). E isso se dá no Caminho; Ele disse: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." (Jo. 14.6). A trilha do cristão é em direção ao Pai e pra chegar no Pai precisamos andar pelo Filho.

Deste modo, o cristão olha para trás e vê seus acertos e erros. Reconhece, com tristeza, os passos que saíram da trilha; vê, com alegria, as pegadas no Caminho. Admite que poderia estar muito mais adiante na jornada, mas não desiste dela, antes pede ao Pai novas forças para caminhar com mais segurança. O cristão vê em suas experiências a mão de Deus, não para aplaudí-lo em qualquer ação, mas ora incentivando, levantando do chão ou puxando a orelha. O discípulo de Cristo só "é" por estar no Caminho e saber de onde veio e para onde está indo.

Quem caminha no mato sem direção, não sabe por onde passou ou para onde vai e, assim, não pode dizer a ninguém que jornada trilhou ou como chegou onde está. Está prestes a cair em um buraco ou atolar na lama. Está perdido e não sabe. Achar que somos o que somos, sem refletir o que isso de fato quer dizer, não nos ajuda a saber no que estamos nos transformando. Acreditar que tudo nos ajudou de alguma forma é achar normal, de alguém que sabe andar, levar tombos em terreno firme e plano. Deus nos dá uma certeza: estará conosco durante toda a jornada, seja debaixo de sol ou chuva, descida ou subida, terreno plano ou acidentado, mas Ele nunca vai sair da trilha porque desistimos dela ou vai nos seguir por dentro do mato, sem direção.

Com isso, a metanoia, o arrependimento, é o motor que nos permite avançar no caminho. Cada vez que nossa mente é "lançada à frente" pelo arrependimento do estado anterior, damos mais um passo em frente na direção de Cristo. Essa caminhada é transformação contínua: reconhece tanto os deslizes como os pés firmes, para que cada passo seja mais seguro que o anterior. Assim como os bebês precisam aperfeiçoar o controle dos músculos para melhor caminharem, os cristãos precisam se arrepender para firmar seus passos e, deste modo, chegarem-se ao Pai: cada passada mais segura e clara que a outra.

"Mas o caminho dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito". (Pv 4.18 ARC)