Chun-Li




Chun-Li foi a primeira personagem feminina do jogo Street Fighter II. Somente pelo pioneirismo, ela já merece atenção. Somado a isso, tem-se um tipo físico acentuadamente musculoso aliado a uma personalidade extrovertida, inteligente e muito feminina. Seu estilo é inspirado em garotas chinesas do início do século XX, com penteado e vestimentas bem característicos. Ela inunda o cenário masculino de luta e determinação com um sensível, porém, marcante perfume de mulher. Aliás, o seu nome é Mandarim e significa Chun – primavera/ Li – bonita: cheia da beleza da primavera.

Isso me faz pensar nas realidades contraditórias convivendo juntas nos mesmo espaço: uma mulher cheia da beleza da primavera em um campo de lutas, cercada de espinhos. Essa imagem me fez lembrar o profeta Jeremias, que em meio a um povo idólatra, proferindo uma pregação de juízo e morte, apresenta-se como um homem perseverante, em lágrimas, para cumprir o seu propósito verdadeiro de exaltar a Deus e proclamar “Deus é sublime” (Yirmeyahu em Hebraico, ou Hieremias em Latim).

Deus é sublime e faz sublimar toda a dor e lágrima e luta e realidade adversa e angustiante quando reconhecemos que Ele é a nossa força e a nossa Salvação! Assim por mais dura que seja a aparência (os músculos da Chun-Li; a rebeldia e incredulidade de Israel), a essência – o fim das coisas – é cheio de beleza, de cor, de perfume, é simplesmente SUBLIME! Porque é cheio da misericórdia e do perdão de Deus!

Mas reconhecer o Senhor em todos os nossos caminhos não é fácil. O ministério de Jeremias durou quarenta anos. E as lutas da Chun-Li duram até a quarta geração (Street Fighter IV). Há desafios e dificuldades no caminho, mas o principal é estar em cada fase, em cada luta com Deus à frente! É Ele quem nos capacita e quem nos dá a vitória!

Jeremias (12:5) nos exorta: “Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com os cavalos? Se tão-somente numa terra de paz estás confiado, como farás na enchente do Jordão?”. Nós iremos competir com os cavalos. Isso é certo, se nos apropriarmos das técnicas certas. A Chun-Li possui golpes rápidos, em especial o Hyakuretsukyaku, no qual ela disfere uns cem chutes de uma vez. A agilidade dos seus golpes permite que ela seja uma competidora difícil de ser derrotada. Deus quer que sejamos ágeis na luta espiritual que travamos todos os dias, mas a nossa agilidade precisa estar pautada em oração, jejum e leitura diária da Palavra do Senhor. Somente exercitando assim a nossa fé, conseguiremos disferir incontáveis chutes seguidos no pecado, sem nos cansarmos. Porque a nossa luta não é com a carne, por isso não devemos nos fatigar correndo com os homens, mas nossa luta é contra adversários espirituais, que esperam que nos afastemos de Deus para nos derrubar. Não vamos deixar que assim aconteça, mas vamos permitir que o Senhor nos comande e seja Sublime em nossas lutas, fazendo-nos verdadeiros lutadores fortes e cheios de beleza como a Chun-Li.

Cristianismo: guia básico para desfazer equívocos (Parte 6 - o que é pecado?)



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Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. (Gênesis 3:1-5).

O pecado é um assunto muito importante quando falamos do cristianismo, porque é pela compreensão de pecado que toda a fé em Cristo, a ideia de arrependimento e a necessidade de salvação tem sentido. O pecado, de forma mais básica, é a desobediência à vontade de Deus, a quebra da lei divina. Quando Deus criou o homem e o pôs no Éden, estabeleceu apenas uma regra: que não se comesse da árvore que estava no meio do jardim. De todas as árvores se podia comer, mas da árvore do Conhecimento do Bem e do Mal não. Observe que Deus não diz que não se podia tocar na árvore, mas apenas que não se podia comer: "E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gênesis 2:16-17).

Assim, quando Eva diz que não podia tocar, estava, sem dúvida, exagerando a regra, aumentando as coisas; talvez, para evitar que até o toque na árvore a levasse a querer comer. Muitas vezes, fazemos como Eva e aumentamos a lei de Deus por medo de que algumas coisas nos levem a desobedecê-lo. O problema maior é quando queremos impor essa lei exagerada aos outros e queremos que eles façam como nós ou então quando criamos regras de usos e costumes e queremos que elas sejam a lei divina para todos. O que é um grande engano.

Voltando para o ponto central: percebemos, no trecho que dá início a essa postagem, que duas coisas podem nos levar a desobedecer a Deus: a primeira, é quando nos permitimos achar que nossa desobediência não terá consequência alguma; a segunda, é quando achamos que sabemos mais que Deus, ou seja, quando achamos que Deus quer nos ludibriar, é um grande enganador e, por isso, não é alguém que devamos obedecer, não devemos seguir o que Ele diz.

Observe que o primeiro argumento da serpente é a de que não seguir as regras não trará qualquer consequência. Esse tipo de argumento é usado até hoje e, por mais velho que seja, tem colado. Muitas pessoas não acreditam na Bíblia enquanto palavra de Deus, mesmo sendo ela o testemunho da veracidade do plano divino para a humanidade. Daí que muitos professam acreditar em Deus, mas não acreditam na Bíblia e, com isso, não querem viver a vida como Deus a dispôs em sua palavra, querem fazer o que acham melhor. É como se as regras fossem bobagens, que de fato não trarão qualquer consequência para quem descumpri-las. Ou ainda, como se o deus delas não tivesse regras, só quer que você seja "bonzinho". No entanto, sabemos, até mesmo pelo comportamento das coisas na natureza, que tudo tem regras, uma lei que os rege. O engano está em acreditar que regras existem para ser quebradas, ou que estamos acima da lei. No entanto, é apenas pelas regras que sabemos o que é bom ou mal. Só faz sentido que exista algo bom e algo ruim, se houver o estabelecimento desses limites por regras. Só sabemos quem ganha e perde um jogo quando conhecermos as regras do jogo. Só sabemos o que é crime quando sabemos a lei. Se ignorarmos a lei em nossa sociedade, ou acharmos que ela não serve para nós, isso não a invalida ou a faz desaparecer: isso nos fará criminosos. Deus não deu vida aos homens e inteligência para que eles fizessem o que bem entendessem: Ele deixou regras e espera que a sigamos. Caso quebremos as regras sofreremos as consequências de nossas escolhas.

A segunda ideia no argumento da serpente está em tentar fazer com que Eva não acredite no que Deus disse, porque, na verdade, Deus não queria que os homens fossem como Ele é, ou seja, Deus estava fazendo uma grande pegadinha. Esse argumento ainda é usado e faz com que as pessoas vejam Deus como um inimigo. Mesmo tendo nos dado a vida e sendo o soberano do universo, esse deus é visto como mal e ruim, alguém que vive nos sabotando e limitando. Muito do argumento ateísta/agnóstico de hoje se funda nesse tipo de ressentimento contra Deus. Acredita-se que o homem é a última coca-cola no deserto e que seguir a regra de Deus é limitar a nós mesmos, é frear nosso potencial humano. A falha desse argumento está em acreditar que o homem se basta e que somos deuses. A Bíblia nos diz que o homem se torna divino ao seguir a lei de Deus, não em quebrá-la, porque até mesmo Deus cumpre com aquilo que diz e segue suas regras. Quando Cristo esteve entre nós, ele fez cumprir com a regra que o próprio Deus tinha criado: que era necessário que sangue fosse derramado para que isso pagasse pelos pecados (a regra era: o salário do pecado é a morte). A lei de Deus é justamente aquilo que potencializará nossa humanidade, que nos tornará semelhantes a Ele em bondade, amor e justiça.

O pecado é aquilo que nos deixa em falta com Deus. Quando quebramos a regra e não seguimos o mínimo aceitável por Deus para o comportamento humano (lei) estamos em falta com Ele e temos de ser punidos por agirmos abaixo do esperado. A punição final, inferno, está dedicada àqueles que decidiram viver abaixo da média de Deus, mesmo Ele passando o bizu da prova. Cristo morreu na cruz para que todos fôssemos aprovados por Deus. É como se Jesus tivesse sido o aluno perfeito que tirou todas as notas 10, mas não assinou as provas e quis perder o ano para que ninguém mais perdesse. Basta escrevermos nosso nome na prova e seremos aprovados com nota máxima. A regra está apenas em continuar indo para a escola e buscar agir como Jesus agiu enquanto esteve aqui. Quem quiser badernar ou praticar o bullying não vai se dar bem! Por isso, siga a regra divina, que prevê consequências ruins para quem não as segue (por ser um caminho para a morte do ser humano) e que nos aperfeiçoa para sermos semelhantes àquele que nos criou.

E qual seria a recompensa para quem segue a palavra de Deus? O que seria o objetivo final do cristão? No próximo post falarei sobre a Vida Eterna e o que ela significa para o cristão.



DIVERGENTE


No último sábado (10/05/2014), o Pr. Thiago José pregou no Canal, uma mensagem desafiadora sobre um aspecto essencial à vida de todo cristão: a mudança de mentalidade! Ele nos levou a refletir sobre isso a partir da atitude do profeta Elias, quando no auge do seu ministério, decide amedrontar-se diante de uma ameaça de Jezabel que não poderia lhe causar mal algum, pois Deus estava com Ele (I Reis 19:1-2)! Mas ao invés de confiar na presença constante do Senhor ao seu lado, ele prefere pedir a Deus a morte (I Reis 19:3-14). Sejam quais forem os motivos do profeta para se sentir assim, Deus tinha tanto carinho por este homem que concedeu a ele o seu desejo e o arrebatou! (II Reis 2:10)  Antes disso, porém, incumbiu Elias de ungir Eliseu para que continuasse o seu ministério (I Reis 19:16). Eliseu, por sua vez, demonstrou uma atitude contrária a de Elias, tendo a ousadia de pedir porção dobrada do espírito de Elias. Deus também amava Eliseu e concedeu o seu desejo, dando-lhe a porção dobrada e um ministério duplamente abençoado e abençoador! (II Reis 2:10 em diante)
Essa palavra forte e inspiradora me remeteu ao filme que assisti recentemente chamado Divergente. Ele é o primeiro filme de uma trilogia que traz entre outras lições, uma reflexão muito boa sobre o poder e a importância da nossa mente! No filme, a protagonista é submetida a um teste mental para saber se ela se encaixa na “facção” a qual escolheu viver. O teste consiste em beber um líquido que a faz enfrentar alguns delírios. Ela precisa enfrentar a situação delirante como se fosse real, a fim de mostrar como ela pensa. O incrível é que tudo o que se passa na mente dela, todo o delírio e suas ações e emoções são assistidas em um telão. Já imaginou se todos pudessem ver o que se passa em sua mente? Bom, Deus vê exatamente tudo o que se passa em nossas mentes. E é a Ele que devemos prestar contas. Mas Ele não está nos observando para nos pegar em alguma falha, como no filme. Não, Ele nos vê por completo, porque Ele nos criou e espiritualmente nos gerou, somos seus, Ele nos conhece e nos ama. Por isso, Ele sabe tudo o que há em nós! No filme, a jovem não pensava conforme o padrão exigido por sua casta. Ela tinha a capacidade de pensar de várias maneiras diferentes. Naquela sociedade isso era visto com maus olhos, pois havia uma forma de governo que queria controlar as pessoas, de modo que todos tinham de pensar do mesmo jeito. Aqueles, então que pensavam diferente, eram chamados de Divergente e mereciam a morte. O que acontecia na mente da garota era que o medo não a fechava, mas a abria para enxergar melhor e para agir de maneira a solucionar os problemas e vencer os desafios. É isso que Deus deseja de nós, que não sejamos marionetes, nem que nos amedrontemos diante do conhecimento dEle sobre nós. Ele quer que isso nos abra para que tenhamos a mente de Cristo.
Os divergentes precisam lutar para conservar suas mentes livres. Assim também o cristão! Pois a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas é uma luta espiritual, contra principados e potestades (Efésios 6:12), é uma luta para conservar as nossas mentes livres do inimigo e cativas a Cristo!! Esse tema é imprescindível, tanto que Paulo nos adverte “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. (Romanos 12:2)
Pensando mais profundamente, o pastor Charles Swindoll escreveu um livro chamado Como viver acima da mediocridade, onde ele reflete com bastante seriedade sobre a necessidade de os cristãos entenderem que a mente é o alvo do inimigo (“A guerra se desenrola nas esferas invisíveis, intangíveis, da mente” Swindoll, p. 16, 2007), e que, portanto, precisamos investir nossos esforços e armas para proteger as nossas mentes das estratégias de Satanás.
“Pois embora andando na carne, não militamos segundo a carne. As armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus, para destruição das fortalezas. Derrubamos raciocínios e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo o pensamento à obediência de Cristo.” (II Coríntios 10:3-5)

Não deixemos o inimigo minar as nossas mentes nos fazendo desistir da vida e do ministério para os quais Deus nos chamou, como fez Elias (embora ele tenha cumprido sua missão e tenha sido um grande homem temente a Deus, sofreu algum abalo, como já vimos, desejando a morte), “pois como imaginou em sua alma, assim é.” (Provérbios 23:7). Façamos diferente, sejamos divergentes, como Eliseu e tenhamos uma mente forte, decidida e convicta na vitória em Cristo Jesus!! (“Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.” I Coríntios 15:57)