Por que os heróis passam por tantos problemas?



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O título também poderia ser "Por que coisas ruins acontecem a pessoas que buscam ser boas?" Esta é uma dúvida muito velha e desgastada, porém sempre retomada quando em momentos de crise. Logo de início, quero deixar claro que este post não vai atender à amplitude que a pergunta demanda. Vou tentar ser conciso e objetivo. Também, como bom nerd, vou tentar dar exemplos com personagens e situações da cultura nerd (senão, deixa de ser uma Fraternidade de Cristãos-Nerd!).

Os grandes heróis sempre passam por diversas situações difíceis, tristes e ruins: Luke Skywalker perdeu os tios assassinados pelo Império Galático e descobriu que seu maior inimigo era seu pai; Neo sofreu com a própria cegueira e com a morte de Trinity durante a guerra contra as máquinas; Frodo perdeu um dedo, ganhou um ferimento que doía constantemente, além do trauma que o contato com o Um Anel lhe deixou; Naruto perdeu os pais, perdeu o amigo e nunca conseguiu conquistar seu grande amor... Se pesquisarmos nas mitologias, todo herói que se preze teve algum grande sofrimento ou perda. Mas, por quê isso?

Não há, de fato, uma resposta simples; a verdade é que coisas ruins acontecem a pessoas boas e a pessoas ruins igualmente. Não, não existe esta correlação causa-efeito que afirma: "coisas boas acontecem a pessoas boas" e "coisas ruins acontecem a pessoas ruins". Qualquer pessoa séria que parar para refletir e analisar o mundo a sua volta verá claramente que esta lógica não existe. Conheço pessoas boas que passaram por momentos de terrível dor. Também conheço pessoas ruins que parecem simplesmente não ter problema algum. Isso faz parte do mundo em que vivemos e temos de aceitá-lo (não nos cabe, nesse sentido, "fazer justiça". "Eu retribuirei", diz o Senhor).

O problema é o sistema (sim, a velha sentença!). Vivemos em um mundo corrompido com pessoas corrompidas (quem tem lido a série "Singularidade" aqui no blog compreende bem o que isso quer dizer). É lógico que a lógica será afetada (Dah!). Quando os elementos do sistema estão corrompidos, ou seja, não respondem como deveriam, todo encadeamento fica comprometido. Daí que até "a natureza geme pela manifestação dos Filhos de Deus", como diz Paulo na carta aos romanos, pois até a natureza foi submetida à corrupção e deseja seu restabelecimento, sua reordenação, sua lógica retomada.

O interessante é que os grandes heróis não são os que buscam vingança ou os que fazem justiça para si. Não, os grandes heróis sempre estão envolvidos em causas maiores que eles e estão dispostos a lutar não pela causa deles mas por "justiça" de uma forma mais ampla e geral: o Império Galático ameaçava toda a galáxia; as máquinas maltratavam todos os seres humanos; o Um Anel era um perigo para toda a Terra Média; Orochimaru e a Akatsuki eram uma ameaça a todo o mundo ninja...

Ué, mas eu não sou nenhum desses heróis (sequer tenho super-poderes ou habilidades especiais!). E aí? Como eu fico com os meus problemas? Bem, independente dos atributos diferenciais dos heróis, eles são arquétipos de nós mesmos, de nossas lutas diárias e problemas. Eles representam nossa luta contra um sistema opressor, contra nossa escravidão (mesmo sem correntes), contra o mal que quer dominar nossas mentes, ou contra princípios e ideologias perversos. Tudo isso só colabora com a corrupção ainda maior do sistema. Estas coisas só contribuem para tornar o sistema ainda mais perverso e fora da lógica, do Logos.

Coisas ruins acontecem a pessoas boas porque acontecem com qualquer um que está dentro deste sistema corrompido. Talvez, para os que veem muita lógica e ordem no sistema atual, as coisas ruins sequer sejam vistas como ruins, pois eles concordam com a atual desordem do mundo. Talvez, para os que percebem a desestruturação e corrupção, tudo pareça sempre pior e que nada de bom ocorra, por tudo caminhar ininterruptamente para a fragmentação.

Como os grandes heróis da cultura nerd, o que podemos fazer é lutar, mesmo que no universo de nossa própria vida, em agir de forma diferente. Compreender que coisas ruins irão acontecer e lidar com elas de forma que elas sejam transformadas em algo de bom, se não para nós, mas para os outros. Pode parecer utópico e surreal, mas é completamente possível, principalmente, para aqueles que já não tem "sua vida por preciosa", para aqueles que sabem que existe uma "Causa Maior" pela qual, se for necessário, devamos morrer. O sofrimento pode gerar duas coisas (pelo menos): a resignação e a desesperança ou o aperfeiçoamento e transformação.

Enquanto estivermos em um mundo corrompido e caótico será comum termos sofrimentos e problemas, enfrentarmos "vilões" e "esquemas do mal". Cabe a nós lidar com as coisas ruins transformando-as: o sofrimento em esperança, a maldade recebida em bondade compartilhada, a dor sofrida em consolo à dor do outro, a injustiça em justiça (ou Graça) ao próximo, a afronta com sujeição e humildade para com todos. Só assim podemos reverter a desordem natural, derrotar o sistema malígno e salvar o dia chamado "Hoje".

[Quer aprofundar? Leia o livro O problema do sofrimento, de C. S. Lewis; e as "Bem-aventuranças" no livro de Mateus capítulo 5]

Justiça, Misericórdia ou Graça?



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         "— Mas isso é terrível — gritou Frodo. — Muito pior do que o pior que eu havia imaginado a partir de suas insinuações e advertências. Ó Gandalf, meu melhor amigo, que devo fazer? Pois agora estou realmente com medo. Que devo fazer? É uma pena que Bilbo não tenha apunhalado aquela criatura vil, quando teve a chance!
        — Pena? Foi justamente pena que ele teve. Pena e Misericórdia: não atacar sem necessidade. E foi bem recompensado, Frodo. Tenha certeza de que ele foi tão pouco molestado pelo mal, e no final escapou, porque começou a possuir o Anel desse modo. Com pena.
          — Sinto muito — disse Frodo. — Mas estou com medo; e não sinto nenhuma pena de Gollum.
          — Você não o viu — Gandalf interrompeu.
         — Não vi e não quero ver — disse Frodo. Não consigo entender você. Quer dizer que você e os elfos deixaram-no viver depois de todas as coisas horríveis que fez? Agora, de qualquer modo, ele é tão mau quanto um orc, e um inimigo. Merece a morte.
        — Merece! Ouso dizer que sim. Muitos que vivem merecem a morte. E alguns que morrem merecem viver. Você pode dar-lhes vida? Então não seja tão ávido para julgar e condenar alguém à morte. Pois mesmo os muito sábios não conseguem ver os dois lados. Não tenho muita esperança de que Gollum possa se curar antes de morrer, mas existe uma chance. E ele está ligado ao destino do Anel. Meu coração me diz que ele tem ainda algum tipo de função a desempenhar, para o bem ou para o mal, antes do fim; e quando a hora chegar, a pena de Bilbo pode governar o destino de muitos — e o seu também." ("A sombra do passado", O Senhor dos Anéis: A sociedade do anel, J. R. R. Tolkien).

Este trecho de O Senhor dos Anéis é maravilhoso! E serve de inspiração, ou epílogo, para a reflexão abaixo.

Este ano (infelizmente esqueci-me os dias exatos, mas, se não me engano foi no mês de abril) participei do Seminário "A oração que Deus sempre responde" com o Rev. Ricardo Barbosa, da Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília (já citado em outro post). Um dos momentos mais interessantes para mim foi a distinção entre Justiça, Misericórdia e Graça de que ele se utilizou. O exemplo dado foi da parábola do filho pródigo, de que me utilizarei também para ilustrar as diferenças.

Imaginemos que, ao decidir retornar para casa, o filho mais novo ouvisse a seguinte resposta do pai (talvez até da janela de casa): "Você me pediu a herança antecipada, eu te dei. Agora, siga a sua vida como você quis. Não farei mais nada por você". Esta resposta seria um exemplo claro de justiça: você recebe o que você merece. O filho pediu a herança antecipada o que significava o corte de relações com o pai e a família, nada mais justo que o pai não o recebesse de volta.

Agora, visualizemos outra resposta (desta vez o pai vem receber o filho na porta de casa): "Bem, você me pediu sua herança antecipada, e eu te dei. Mas agora, posso perceber que você está mal das pernas... vou fazer o seguinte: vou aceitar seu pedido para contratá-lo como meu empregado". Esta outra resposta seria um exemplo claro de misericórdia: você não recebe o que você merece como punição. O filho pediu a herança antecipada e gastou tudo, o pai poderia negar qualquer auxílio ao filho (que merecia o desprezo do pai), mas, ao invés disso, o pai decide agir com misericórdia e não retribui com justiça, mas com misericórida.

Por fim, vejamos mais uma vez a resposta dada (com o pai saíndo correndo ao encontro do filho perdido): "Mesmo tendo pedido sua herança antecipada, o que eu te dei, e a tendo gastado e chegado à miséria, darei a você todos os privilégios de filho de volta, até mesmo uma nova parte na herança que te deixarei". Esta resposta é o exemplo claro de graça: você recebe o que não merece como dádiva. O filho pediu a herança, a esbanjou e voltou sem nada, o pai o recebe de volta e restitui todos os direitos de filho.

Além de maravilhoso, o exemplo é muito claro sobre as diferenças. Mas algo que Ricardo Barbosa nos chamou atenção (aos que estavam no seminário) é que normalmente pedimos que o senhor seja gracioso conosco e justo com o nosso próximo. Gostamos quando Deus age com Graça em nossas vidas, mas esperamos que Ele seja bem justo com "aquela pessoa que não deve ser nomeada" (não é uma menção à Voldemort! LOL). Aqueles que nos irritaram, decepcionaram ou feriram, merecem, aos nossos olhos, a justiça de Deus, mas nós, sempre coitadinhos, devemos receber da Sua Graça.

Paremos um pouco e vamos refletir sobre nossas ações, como Gandalf, o cinzento, reflete em relação à Gollum. Será que nossa ação de Graça, com os outros, não poderá refletir (mesmo que egoisticamente) em Graça para nós? Será que, como representantes do Rei da Graça neste mundo, temos agido com Graça em relação às pessoas próximas de nós? Será que "aquela pessoa" (sim, esta que você sequer consegue pensar nela!) não deve também ser, através de nossas vidas, alvo da Graça de Deus? Não merecemos nada, da parte de Deus. Estamos sempre em falta, em débito, no pendura e no SPC celestial. Por quê, então, não contribuir para diminuir o débito alheio? Caso não possa agir com Graça, ao menos, aja com misericórdia, mas não ouse agir com justiça... pois "a medida que usarmos, será usada para nos medir" e, por isso, é bom deixar a medida bem generosa em dádiva, para que não sejamos encontrados em falta.

Lembranças

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Todos lembramos de coisas agradáveis e desagradáveis em nossa vida: conquistas, decepções, alegrias e sofrimentos. Mas o que fazer com estas coisas?  Podemos relembrar com prazer algo bom que nos ocorreu ou reviver a dor de alguma tristeza, mas em quê ambas seriam úteis? É isto que tentarei refletir brevemente neste post.

Um dos trechos mais interessantes e instigadores para mim em Além do planeta silencioso, de C. S. Lewis (primeiro livro da trilogia espacial de Ransom), é o excerto em que Ransom e Hyoi conversam sobre o prazer estético (o da obra de arte) e o estendem ao nível da lembrança de qualquer prazer. Ransom não consegue entender como os Hrossa (raça de Hyoi) conseguem se contentar em lembrar de algo prazeroso e pergunta:


"– E ele se contenta de apenas se lembrar do prazer?
– Isto é o mesmo que dizer 'eu me contento de apenas comer minha comida'.
– Não entendo.
– Um prazer só atinge sua plenitude quando ele é lembrado. Você está falando, Hme [homem], como se o prazer fosse uma coisa e a lembrança outra. Mas não é assim, eles são a mesma coisa. Os 'séroni' poderiam dizê-lo melhor do que eu o estou fazendo, mas não melhor do que se eu o dissesse num poema. O que você chama de recordar é a última fase do prazer, como o 'crah' é a última parte de um poema. Quando você e eu nos encontramos, tudo se passou num instante, não foi nada. Agora, à medida que nós nos lembramos do encontro, ele vai se transformando em alguma coisa. Mas ainda sabemos muito pouco a respeito deste encontro. O que ele será quando eu recordá-lo ao me deitar para morrer, o que ele significa para mim todos estes dias até lá, isto, sim, é o verdadeiro encontro. O outro é só o começo dele. Você me disse que vocês têm poetas no seu mundo: eles não ensinam isto?" (Além do planeta silencioso, C. S. Lewis).

No trecho, Hyoi tenta mostrar a Ransom que a lembrança faz parte do prazer como algo intrínseco a ele e não externo, ao mesmo tempo, que é um processo que tem um início, mas que provavelmente não terá um fim determinado. O fim não pode ser determinado porque a lembrança poderá se prolongar e desenvolver este prazer muito além do que se espera dele.

Provavelmente, coisas mais marcantes e profundas como a amizade, o amor Eros, uma obra de arte de alto nível, momentos preciosos com familiares ou um acontecimento excepcional em nossas vidas se prolongarão em nossa memória como prazer por mais tempo do que algo mais corriqueiro. Ainda assim, é difícil não perceber que, algumas vezes, pequenos prazeres banais nos retornam à mente como lembrança prazerosa, por mais bobos que sejam. O importante, que quero deixar pontuado aqui, é que a recordação pode prolongar algo prazeroso que nos aconteceu nos trazendo de volta a sensação de alegria que tivemos, ao mesmo tempo que nos traz uma alegria nova, modificada, transformada em outra alegria que não a primeira, mas ainda assim fonte de prazer.

Do mesmo modo, as tristezas tem esse poder. C. S. Lewis não aborda isto no trecho, mas em outro livro sim. Em A anatomia de uma dor, o mestre desnuda seus questionamentos e sofrimentos pela perda de sua amada, Joy. Em um trecho particularmente triste, ele nos informa de sua incapacidade de lembrar com exatidão do rosto dela, mesmo através dos retratos, que para ele não conseguiam transmitir com exatidão a face da amada. Ao mesmo tempo, a voz de Joy ainda era uma lembrança viva e forte e sempre que lembrava dela as lágrimas lhe corriam a face...

Mas o que fazer com essas recordações? Acho que sobre o prazer, não há qualquer problema de entendimento: lembrar algo prazeroso sempre é bom (a menos que a ideia de prazer e de bem sejam corrompidas, mas não lidarei com isto aqui). Agora, em relação ao sofrimento, normalmente, temos duas reações: evitar a todo custo lembrar-se; ou relembrar com muita frequência o ocorrido. Em consequência da primeira, temos a perda de experiência (no sentido de sabedoria de vida); e em consequência da segunda, temos a amargura e descrença.

Ora, a escolha parece entre o ruim e o pior, não haveria outra opção? Aponto a escolha que um profeta fez, alguém que entendia bem de sofrimento e dor. No livro de "Lamentações de Jeremias", no capítulo 3, o profeta lista uma série de mazelas que lhe ocorreram e de como ainda estavam vivas em sua lembrança. Entretanto, ele nem tenta esquecê-las, nem se prende à mera lembrança da dor. Ele oferece uma terceira via: "Torno a trazer isso a mente, portanto tenho esperança." (Lamentações de Jeremias 3.21). Contra toda a lógica, ele propõe que todo o sofrimento seja trazido à mente não para alimentar a amargura, mas a esperança. Nos versículos seguintes, temos uma das mais fabulosas "profissões de fé" da Bíblia. Claramente, podemos perceber a fé, fruto de amor incondicional por Deus, no texto do profeta.

Este é o nosso desafio: nos utilizarmos do sofrimento vivido para termos esperança em Deus. Talvez, uma esperança apenas no prazer do porvir, mas de qualquer forma a certeza de que "[...] os sofrimentos da vida presente não têm valor em comparação com a glória que há de ser revelada em nós." (Romanos 8.18 SBB). As recordações prazerosas nos ajudam a perceber que tivemos alegrias e contentamentos nesta existência. As lembranças de dor podem nos remeter à ignorância e inexperiência, à amargura e descrença... ou à esperança no porvir, que de certa forma gera um prazer, como nos recomenda Paulo: "Alegrai-vos na esperança" (Romanos 12.12a ARC). Que nossa alegria e prazer advenham sempre da confiança que, independente dos sofrimentos e problemas presentes, nosso Deus nos conforta e fortalece com a esperança de sua glória. Amém!

Falta de absurdo


Ao acordar de manhã, deixei-me observar a chuva seca que caía sobre a terra molhada, e, no âmago de minhas reflexões constatei: é por isso que quando o povo avança é que ele anda para trás, pois o progresso sempre vai atrás do que está na frente do que está do lado. Então exclamei: “Mas o que vale é o que importa, pois eu sei que isso é um negócio que é porque é, pois se não fosse não era”. 

Um pouco aflito fui esquentar o juízo refrescando-me ao sol, fugindo de toda sombra quente debaixo do pé de alface. Até que resolvi contemplar o céu, e nele ver o fundo do mar. Nossa, que visão fantástica! Ver os peixes a voar na sua ação predatória natural contra as aves que enchem o oceano. Muito saudoso recordei-me: “Se eu fosse e não tivesse ido, teria ficado sem estar lá, mas nestas horas fica muito claro a razão do nada sempre ter todas as coisas”. Então retornei-me a mim mesmo para casa, entrei pela porta da frente, que na verdade fica do lado da casa, atrás da porta dos fundos. Lancei-me no cabide e deixei cair a roupa na cama e desejei que no dia seguinte o mar pegasse fogo e que eu pudesse comer peixe frito e camarão acebolado.

Seis bilhões de sós no mundo

"Quando eu era pequeno
Gostava de pisar folhas secas
E ninguém me entendia.
Eu explicava,
Ninguém entendia.

Eu ficava meio triste,
Meio chateado,
Mas continuava pisando as folhas.
Mesmo sem saber se elas sofriam
(folhas secas estão mortas ou vivas?
E, se estão mortas, merecem ser pisadas?)

Entendi cedo demais
Que ninguém me entendia
Os cheiros e as imagens que eu sentia

Estou só no mundo
Com meus cheiros, minhas imagens e meus dias..."

Tirinha: Calvin e Haroldo (2)

Após o dia dos namorados, nada como uma pequena reflexão sobre os sinais do amor...



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Retirado de: http://depositodocalvin.blogspot.com

Fé, Futebol e Dia dos Namorados???


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O Dia dos Namorados está chegando! Sim, neste domingo, dia 12/6/2011 se comemora o dia dos namorados (agora diga uma novidade, não é?)! Deixo aqui registrado meus parabéns a todos os casais de namorados. Mas este post não se destina unicamente a parabenizar os casais de namorados. Não, pretendo falar também de duas outras coisas que estão relacionadas com isto: fé e futebol. Ahn? Não viu a relação? Então espero deixá-la clara até o fim deste tópico.

Como este blog é composto por cristãos-malucos-nerds nada mais natural do quê falar de Fé. Estou lendo o livro O caminho do coração, de Ricardo Barbosa, Reverendo na Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília. O primeiro artigo do livro, chamado de "Jó: Paradigma da espiritualidade cristã", trata da fé enquanto relação com Deus desprovida de "segundas intenções", ou seja, que devemos nos relacionar com Deus sem esperar nenhum benefício pessoal desta relação a não ser o mero prazer de nos relacionarmos com nosso Criador. Ricardo Barbosa não nega a voluntariedade de Deus em nos abençoar e nos prover com sua Graça, mas ele nos indica que nossa intenção em relação a Deus não deve ser motivada por estas coisas. A fé, então, seria fundamentada em uma relação desinteressada e fiel, que não se abala mesmo quando não recebemos o que esperamos de Deus ou quando nos vemos "abandonados" por Ele nos momentos mais difíceis (assim como Jesus diz na cruz).

Mas será possível ter tal relação na prática? Será que alguém consegue se relacionar sem esperar absolutamente nada em troca? E a resposta é: Yes, we can! Como exemplo, proponho que observemos como torcedores se relacionam com seus clubes de futebol favoritos! Quem conhece o torcedor realmente fanático, sabe como este "amor" ou "paixão" é incondicional e não interesseira. Não se ganha nada quando o clube ganha um título, não se perde nada quando ele é rebaixado, mas o fato é que não se muda ou troca de clube seja na alegria ou na tristeza, no título ou no rebaixamento (alguém lembrou daquelas frases de casamento?). Normalmente, a esmagadora maioria dos torcedores não "vira casaca" quando o clube perde para o maior rival ou quando ele "vai mal das pernas" nos campeonatos. Não, o amor ao clube é incondicional, irrestrito e independente de qualquer benefício que se poderia ter com ele. Ama-se o clube por amar.

O estranho (e agora voltamos para o tema do Dia dos Namorados) é que dificilmente se vê tal amor em relação a pessoas (não digo a todas as pessoas, acredito que as mães são as pessoas mais amadas do mundo, de forma geral, por pior que seja o ser humano, na maioria dos casos, ele ou ela consegue amar incondicionalmente a mãe). Bem, mas por quê este amor devotado que se nutre por um clube de futebol dificilmente se aplica à namorada ou esposa? Pra mim, é algo extremamente esquisito. Consegue-se amar algo, em parte, abstrato, como um clube de futebol, mas quando a namorada ou esposa não "corresponde" ao que se espera dela, logo é "posta pra escanteio"! O clube pode cair e ser rebaixado, mas nunca é "mandado pro banco", enquanto namoradas e esposas não podem "pisar na bola" que já levam "um cartão vermelho" ou são "substituídas". Muitos conseguem amar outras "coisas" desta mesma forma: a nossa denominação religiosa, o nosso modelo de carro, nossa empresa, nossas ideias, nossa profissão, nossa ficção favorita ou nossa marca de computador, mas, dificilmente, se consegue amar alguém, uma pessoa, um ser humano, o cônjuge "por nada". Estendo isto a Deus. Está claro que se não conseguimos amar desta forma "nosso próximo, a quem vemos" como poderemos amar assim a Deus, que não vemos? 

Neste Dia dos Namorados, momento de "temporada de caça" para alguns (de fato, as garotas solteiras ficam mais sensíveis e fragilizadas neste período), instigo meus leitores e leitoras a refletir sobre o amor sem interesses, o amor incondicional. Caso seu namorado ou namorada ame incondicionalmente um time de futebol, mas tenha muitas condições ao amor por você, cabe refletir sobre este relacionamento e tentar, em amor (com demonstrações profundas e sinceras de amor desinteressado) tratar este relacionamento para que ele possa se aperfeiçoar. Caso não tenha namorada ou namorado, cabe refletir em que tipo de relacionamento você espera estar e desenvolver no futuro. Pois, assim como no futebol, quem é "torcedor mesmo" está junto até morrer, seja comemorando alegremente a conquista do casamento ou namoro, ou lutando e sofrendo junto contra o rebaixamento da relação.

Singularidade 4- O sinal da serpente


"e eu, quando for levantado, atrairei todos a mim" Jo. 12:32

AVISO. Antes de ler este post saiba: Aqui revelo opiniões que não ousam se impor como absolutas, mas creio que são boas percepções da Verdade revelada nas Sagradas Letras. Para compreender melhor este post recomendo a leitura de Singularidade-Prólogo, Singularidade 1- Anomalia, Singularidade 2- Um minúsculo ser e Singularidade 3- Uma ponte entre dois mundos.

A semente de Adão também se corrompeu. A "antiga serpente" dera mais uma mordida nas raízes da criação e mesmo os homens mais piedosos guardavam dentro de si a peçonha do maligno. Ela vislumbrou uma aparente vitória, mas houve um pronunciamento do Eterno que ela não esperava: da semente de Eva seria levantado Um que esmagaria o governo da serpente.

O misterioso propósito do Criador para o ser humano envolvia o destino de toda a criação, que precisava novamente ser aproximada de sua fonte vital. O Eterno, por sua pré-ciência, já sabia que nossa espécie também sucumbiria (uma queda necessária), mas de antemão preparou um plano para sua salvação.

A velha serpente enroscada em uma árvore. Um símbolo muito antigo, cujo significado foi corrompido em algumas culturas mas permaneceu vivo. identificado como Nebushtan, Kundalini, o bastão de Asclépio... um símbolo de cura. Assim como o veneno da serpente é usado para se produzir a cura para o mesmo, Aquele que vive para Sempre planejou uma cura para a "anomalia" .

É necessário entender o significado desse símbolo, a serpente presa em uma haste, para se entender plenamente o grande evento, ao qual chamo "singularidade".

A maldição que imperava sobre a criação precisava ser quebrada. Uma antiga lei universal dizia: A pena para o pecado é a Morte. E a morte reinou sobre todos os filhos de Adão. Contudo havia também outra lei: A morte voluntária de um inocente em lugar do pecador cobriria o pecado.

Por milênios, culturas de todo o mundo ofereceram sacrifícios de sangue aos seus deuses na intenção de aplacar-lhes a ira. Elas criam em versões da antiga lei distorcidas com o passar dos séculos. Por isso ofereciam animais e até seres humanos como sacrifícios as suas divindades, mas isso não poderia cobrir os seus pecados. As vítimas não serviam e as divindades falsas nada poderiam fazer.

Apenas a morte de um inocente voluntário, livre de culpa, que não tivesse dentro de si a peçonha da serpente serviria como propiciação pelos pecados. E qual humano poderia ser escolhido? Todos pecaram e destituídos foram da Glória de Deus. Não havia justo, um sequer. Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis. A terra estava entregue ao principado negro.

Com uma humanidade degenerada, o pronunciamento dO que está assentado sobre o Trono não poderia se cumprir. O maligno corrompia a todos para eliminar qualquer possibilidade da manifestação do santo. Mas os séculos se passaram e chegou a plenitude dos tempos. Os astros estavam em sincronia, e uma estrela procedeu de Jacó (RS Ophiuchi ?). Magos orientais descobriam um novo sinal astrológico que cumpria uma profecia bíblica, sobre o surgimento de um rei ungido procedente de Israel. É possível que esse sinal seja Ophiuchus. Um homem segurando uma serpente, identificado na mitologia grega como Asclépio, o filho do Sol que ressucitava os mortos.

Os magos orientais que esperavam o advento da Criança, buscaram por anos e a encontraram. Ofereceram a ela seus tesouros: Ouro, incenso e mirra.

A "antiga serpente" através do rei Herodes ordenou a matança das crianças de dois anos para baixo na tentativa de eliminar aquela prometida criança. Raquel chorou seus filhos mortos e não houve quem a consolasse, pois já não mais viviam.

A criança foi levada para longe, mas anos mais tarde voltou. Ela cresceu e tornou-se homem. Certo dia esse homem disse: "Assim como importou que a serpente fosse levantada no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado". Ele se referia a antiga nebushtan, a serpente de bronze enrolada em uma haste, que Moisés fez sobre direção divina para a cura do povo que havia sido ferido por serpentes ardentes. E quando falou "Filho do Homem", ele referia a si mesmo.

Continua...

"Dingue-dongue dilo!"


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Um de meus personagens favoritos na trilogia dO Senhor dos Anéis é Tom Bombadil. Não, ele não aparece em nenhum dos filmes que serviram de adaptação à obra do Mestre Tolkien. Só o conhece quem leu os livros ou ouviu falar por quem leu. Mas ele é simplesmente uma figuraça! Um homem (?) simplório e um tanto abobalhado, mas de tal poder e importância, que merece uma visita de Gandalf logo após a derrota de Sauron e o retorno dos hobbits ao Condado. Tom Bombadil não é qualquer um, ele é o senhor da Floresta Velha!

Ei boneca! feliz neneca! dingue-dongue dilo
Dingue-dongue! Não delongue! Largue logo aquilo!
Tom Bom, jovial Tom, Tom Bombadillo.

Não, ele também não é um daqueles senhores de Gondor: austero, sisudo, rígido... Tom é um senhor bondoso, sorridente, espalhafatoso, galhofeiro, risonho e serelepe! Ele salta pela perigosa Floresta Velha e canta impropérios! Ele vê Frodo mesmo quando este usa o Um Anel e chega a colocar o Um Anel no dedo e nada lhe acontece. Gandalf chega a afirmar que ele sequer se importaria com algo como o anel de Sauron, que provavelmente ele se esqueceria dele ou o jogaria fora como quem joga lixo ou uma tranqueira velha de casa! Sim, Tom Bombadil tem preocupações mais importantes na vida: colher os últimos nenúfares do verão para sua senhora! Sim, a bela Fruta d'Ouro! E haveria algo melhor a se fazer?

[...]
Vem, linda boneca, bela neneca! feliz e bela,
Fruta d'Ouro, Fruta d'Ouro, linda amora amarela!
Pobre e velho salgueiro, esconde tuas raízes!
Tom tem pressa agora. Há noites e dias felizes.
Tom de volta de novo, nenúfares carregando.
Vem, linda boneca, bela neneca! Podes ouvir-me cantando?

Para muitos ele é um ser obtuso e ridículo. Um velho gordo e um tanto baixo que se veste de jaqueta azul e uma bota amarela, que sai pulando e cantando pela floresta para recolher plantas aquáticas apenas para colocá-las em uma bacia d'água em que sua mulher (de nome esquisito) colocará os pés. Eu, no entanto, vejo de outro modo: alguém que representa a satisfação nas pequenas coisas da vida. Ele é alguém que está realizado e satisfeito: mora com sua amada em uma floresta perigosa, em uma casa simples, mas que não deseja ou sente falta de qualquer outra coisa. Ele está tão em harmonia que é Senhor da Floresta! Árvores e criaturas da floresta lhe obedecem! E tudo isso sem qualquer prepotência, arrogância ou mesmo gravidade!

Ei, amigos! Vamos logo! Onde se meteram?
Em cima, embaixo, perto ou longe, os pôneis se perderam?
Fuça-fuça, Espanador; e Trombadinha!
Meia-branca, Bolo-fofo e Orelhinha!

Desde que conheci Tom Bombadil, desejei esta mesma alegria e felicidade singela: viver com minha amada  (levando-lhe nenúfares ao fim de todo verão!), em tal harmonia que mesmo cercados de perigos, podemos cantar e saltitar alegremente! (Acho que o abobamento do Tom eu já tenho! hauhauhauhauhau).

Em certo sentido, pra mim, Tom Bombadil representa uma vida plena na Graça de Deus. Acho que não há perigo em interpretá-lo assim. Quando estamos tão mergulhados na Graça, tudo vira um "dingue-dongue dilo!". Existem problemas? claro! O velho salgueiro-homem vez ou outra apronta, mas conhecemos a "canção certa para ele", como diria o velho Tom. Não é que devamos ser alienados em relação ao curso da Terra Média em que vivemos; não, de modo algum, todos nós deveremos ir até a Montanha da Perdição e lançar o Um Anel (a maior das tentações). Mas acredito piamente que quanto mais próximos da atitude "abobalhada" de Tom estivermos mais tranquilo será o "jogar fora o Anel do Poder". Tom Bombadil tem a ver com a manutenção da ternura e com a alegria dos pequenos prazeres. Tom Bombadil tem a ver com experimentar o "tudo é vosso!" como algo prático, a ponto de sermos "senhores" e "senhoras" de velhas florestas (velhos cotidianos) com seus "salgueiros-homens-de-riachos-de-desilusão" ou seus "mortos-da-colina-do-passado-que-nos-atormentam".

Caso tenham oportunidade, leiam O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel e tentem ver, como eu vi, alguém plenamente realizado com as coisas simples da vida e que representa, de certa forma, a harmonia de quem vive na Graça de Deus: Tom Bombadil.

O velho Tom Bombadil é mesmo bom camarada;
Azul-claro é sua jaqueta, a bota é amarelada.


Singularidade 3- Uma ponte entre dois mundos


"e eu, quando for levantado, atrairei todos a mim" Jo. 12:32

AVISO. Antes de ler este post saiba: Aqui revelo opiniões que não ousam se impor como absolutas, mas creio que são boas percepções da Verdade revelada nas Sagradas Letras. Para compreender melhor este post recomendo a leitura de Singularidade-Prólogo,Singularidade 1- Anomalia e Singularidade 2- Um minúsculo ser.

Aquele que habita na luz inascessível, O Criador de todas as coisas, olhou para um pequeno mundo, que estava sem forma e vazio. Seu Espírito eterno pairou sobre seu oceano primordial. O Princípio de Razão e Beleza começou a agir. Em um processo de seis fases o mundo foi reconstruído. Primeiro, houve Luz e por fim o Homem. Um minúsculo ser criado das entranhas da própria terra recebeu o fôlego de vida do próprio Criador. Possuindo uma natureza animal, terrena, e uma essência vinda da própria luz inacessível, criado inocente e colocado em um paraíso, desconhecia a "anomalia" que havia corrompido tantos seres criados antes dele. Macho e fêmea, deleitavam-se em seu paraíso, na presença de seu criador na viração do dia. E isso foi muito bom.

O Eterno deu-lhe toda a liberdade que precisava e apenas uma lei. Ele foi advertido quanto a violação dessa lei necessária para seu aperfeiçoamento como um ser livre. Recebeu também a recomendação de guardar o seu jardim. Havia um perigo a espreita.

Sob uma forma reptiliana, o antigo querubin guardião, penetrou os limites do Jardim paradisíaco, jurisdição do homem, e apresentou uma alternativa, uma "possibilidade". A "anomalia" penetrou na mente humana e por fim este sucumbiu. Ele quis experimentar a possibilidade, mesmo diante de severas advertências. O coração do homem questionou a veracidade das palavras de seu criador e seduzido, violou a única lei.

O julgamento do Criador foi rápido. Apesar do amor pela criatura humana, Ele emitiu sua sentença. Mortalidade. Estabeleceu-se também a inimizade entre os descendentes dos homens e os descendentes da "antiga serpente". Mas junto com as sentenças divinas houve um pronunciamento. Viria um descendente humano que esmagaria a cabeça, o governo do maligno reptiliano.

Gerações de homens padeceram sua mortalidade, juntamente com toda criação, que foi sujeita a inutilidade e corrupção, por causa dos efeitos da "anomalia". O antigo querubin usurpou a autoridade do homem por meio de sutilezas e estabeleceu-se como príncipe sobre o sistema de governo humano. E por séculos debilitou as nações. Seu arquétipo está presente nas mais distintas culturas do mundo e seus descendentes espalharam seu domínio sobre a terra.

Massas humanas conduzidas por uma sombra maligna que pairava sobre o planeta. Confinado aqui, o maligno estendeu sua garra sobre os homens e perseguiu todos os descendentes de Adão. Um deles, dizia o pronunciamento divino, deveria destruir seu governo. Portanto, todos os descendentes de Eva poderiam ser candidatos a "O Escolhido".

O Antigo reptiliano eliminou Abel pelas mãos de Caim, tentou destruir José, assassinou bebês hebreus no Egito na tentativa de eliminar Moisés. Incitou Saul contra Davi para o matar. Todos eles eram ótimos candidatos.

O Maligno sabia a importância do minúsculo homem, e desconfiava do porquê de tanto poder ter sido colocado nas mãos de um ser aparentemente tão insignificante. A sua dupla natureza o tornava especial, singular, como uma ponte entre dois mundos. Ele tentou eliminar toda a espécie corrompendo seus corações, mas sempre houve quem mantivesse o desejo de ter de volta o contato com A Fonte, A Origem. Mas apesar de alguns alimentarem o desejo pela santidade, todos pecaram. Todos se desviaram e juntamente se extraviaram. Um ser corrompido, desligado da fonte da vida, não poderia servir como elo entre o mundo de Deus e o restante da criação.

continua...


Remédio lírico para sentimento homérico!

"Hoje levantei com dor de poesia,
Pressionei com dedos algumas partes de mim
Como quem procura pontos vitais e quer a todo custo "acupunturar" a letra
E, desassociar daquela dor as inevitáveis lágrimas furtivas
Mas, não era dor de corpo.

Sinto tanto, sinto muito.
Ah, se houvesse remédio pra dor...
Dor de escrever...
Dor de "escrevidão".

Ah, se houvesse opção de acordar, às vezes, sem dor de ser,
De não ter vontade de contar o que quer quer seja a senhor ninguém.

Tenho medo da tamanha dor que geme a mão,
Treme a alma e percebe-se envolto em lírica agonia;
Tenho medo de tentar calar todas as minhas vozes,
Ensurdecer, e morrer de tanta poesia engasgada."

O "Grande Manual"


Saudações, caros leitores, seguidores deste blog! Venho por meio deste singelo texto, tratar de um de meus temas favoritos: a Bíblia

Certo homem de Deus disse certa vez: "se a vida é um jogo, a Bíblia é o manual". E de fato.
Deus, o criador, criou o mundo e os seres humanos. O ser humano, obra prima da criação, foi criado à imagem e semelhança de Deus, com a finalidade de dominar a terra, em nome de seu criador, e ter comunhão com Ele. Ao longo dos séculos e dos milênios, Deus se revelou à humanidade de diversas formas, e a mais clássica delas e uma das mais perfeitas é a coletânea de textos sagrados, inspirados pelo Espírito de Deus, chamada Bíblia.
A palavra Bíblia tem origem em Biblos, cidade da Fenícia, famosa pela confecção de papel, base material para produção de livros. Daí surgiu o termo biblion, significando conjunto de livros, e a partir de biblion, bíblia.

A Bíblia possui 66 livros, 39 deles escritos em hebraico, que formam o Antigo testamento, e 27 que formam o Novo Testamento, escritos em grego. Estes livros foram escritos em um período de mais de 1500 anos, em três continentes diferentes, por mais de 40 autores diferentes, sem nunca entrar em contradição em momento algum.
Ela apresenta a mente de Deus, seu propósito para a humanidade, e seu plano de salvação para uma raça caída (o homem pecador). Jesus é seu centro, Aquele que faz convergir em si todas as coisas (Ef 1:10). Ele é a expressa imagem do Deus vivo, o resplendor do Seu ser, para ser mais claro, o próprio Deus.
A Palavra de Deus, Bíblia, Escrituras, apresenta ao homem sua identidade, seu propósito, e o caminho para a completa realização pessoal e comunhão com o criador. Fora da vontade dEle não há plenitude, paz ou harmonia.
Andando conforme a Bíblia, as coisas fazem sentido. Ela apresenta lições para toda a vida, em todas as situações. Traz paz ao aflito, ânimo ao cansado, alimento ao faminto, luz para o cego, cura para o enfermo. Apresenta solução para todos os enigmas, desde os mais teóricos aos mais práticos. A partir dela as crise existenciais perdem sentido, e é possível conhecer de verdade a Deus.

"Escondi no meu coração à Tua Palavra, para eu não pecar contra ti" (Sl 119:11).
"Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, e Luz para os meus caminhos" (Sl 119:105)

Abraços a todos!
Graça e PAZ!!!

Alguns pequenos prazeres


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Ler; observar o céu; sentar após um bom tempo em pé; receber um vento refrescante em um dia de muito calor; ganhar um abraço apertado; ser elogiado por algo que fiz; beber água; gargalhar com algo idiota que eu mesmo fiz; correr para pegar o ônibus e conseguir; sentir a luz do sol em uma manhã fria; comer quando estou com fome;  conversar com os amigos; ouvir metal e bater cabeça; ouvir os pássaros cantando; sentir a areia entrando nas frestas entre os dedos dos pés; conseguir marcar um gol; passar por alguém e sentir um perfume maravilhoso; deitar na cama depois de um dia supercansativo; dá um cheiro na mamãe; zerar aquele jogo difícil; comprar livros novos que tanto queria comprar; tomar banho e vestir roupas limpas; "encrencar" com meu irmão; ver aquela pessoa que eu não via faz tempo e tava afim de ver; conversar sobre "vãs filosofias"; comer para degustar uma boa comida; sentir a paz de Deus no coração; acordar no meio da noite com uma ideia maluca que veio na cabeça e não conseguir dormir por ficar pensando nela; assitir pela milésima vez meus filmes prediletos; trabalhar duro em algo e me sentir útil por isso; reler meus livros prediletos; descobrir uma forma melhor, mais prática e eficiente de fazer algo; surpreender alguém; ser surpreendido; tomar banho de chuva; sentir-me querido; tomar uma xícara de um bom café; não fazer nada; ter minha ideia superada por outra muito melhor; assitir anime; "balançar-me" na igreja com as músicas animadas; ler C. S. Lewis; escrever no blog da Fraternidade...