A recompensa da perseverança

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Rock Lee sempre foi um dos meus personagens favoritos em Naruto. Infelizmente, agora, ele mal aparece... Enfim, depois do Shikamaru, é dele que mais gosto (nada de Naruto, Sasuke ou Kakashi! hehehehe! Ah! E nem Itachi, Elsinho! hauhauhauhua). O que eu mais gosto no Rock Lee? A perseverança e a determinação. Rock Lee é um ninja que não pode usar duas das três importantes técnicas ninja: o ninjutsu e o genjutsu. Assim, para realizar seu sonho de se tornar um ninja, mesmo sem utilizar estas duas técnicas ele só tinha uma escolha: dominar e ser extraordinariamente muito bom na terceira técnica, o taijutsu.

Quem conhece o anime Naruto sabe que Rock Lee conseguiu se tornar um ótimo ninja, mesmo dominando apenas uma das três técnicas ninjas. Ele conseguiu se superar e conquistar seu sonho pela crença e perseverança no "trabalho duro". Lee treinava mais que os outros, dedicava-se muito mais para poder superar sua deficiência nas outras habilidades. Como resultado, Rock Lee tornou-se o melhor lutador de taijutsu de sua vila, exceto talvez por seu mestre: Gai Sensei.

Não vou me deter demais na história do Lee. Só quero frisar na perseverança deste personagem. Rock Lee conseguiu se superar por primeiro ter alguém que acreditasse e investisse nele (Gai Sensei) e depois por fazer sua parte: treinar forte e duro para superar suas dificuldades. Esta conquista do sonho é algo maravilhoso que só a perseverança pode nos permitir alcançar. Acredito que devemos ser perseverantes, principalmente, em relação à buscar a realização pessoal, algo que realmente nos faça dá sentido à nossa existência. Rock Lee se tornou realizado ao se tornar ninja e pra isso, precisou perseverar em um duro treinamento, mesmo quando tudo apontava para seu fracasso. A perseverança dele o permitiu ser realizado, pleno.

Para nossas vidas, a conquista de Rock Lee traz um valioso exemplo. Deus deseja que todos os homens admitam e superem suas deficiências para que possam ser transformados por Seu Espírito. Assim, cada um tem sua dificuldade e sempre temos algo em que trabalhar e ser trabalhados: nosso caráter, nossas ações, o abondono de um pecado secreto, etc. Assim como Lee, cada um tem um ponto falho, uma deficiência que nos impede de sermos plenos Filhos de Deus. Teremos de trabalhar duro e deixar que o Espírito Santo trabalhe duro em nós para podermos chegar ao nível que o Senhor espera de nós. Para isso, precisamos ser perseverantes, da mesma forma que Rock Lee. Paulo nos diz que Deus

[...] recompensará cada um segundo as suas obras; a saber: A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção; Mas a indignação e a ira aos que são contenciosos, desobedientes à verdade e obedientes à iniqüidade; Tribulação e angústia sobre toda a alma do homem que faz o mal; primeiramente do judeu e também do grego; Glória, porém, e honra e paz a qualquer que pratica o bem; primeiramente ao judeu e também ao grego; Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas. (Romanos 2. 6-11 ARC)

A conquista da perseverança será a vida eterna com Deus, sendo verdadeiros filhos e filhas dEle. No entanto, para isso, é necessário deixar de lado tudo que é deficiente em nós. Rock Lee não tinha como superar sua dificuldade com ninjutsu e genjutsu, por este motivo, só podia desenvolver e aprimorar o taijutsu. Gai Sensei acreditou e investiu em Rock Lee, auxiliando seu aluno a se superar e a se aperfeiçoar. Foi necessário muita disciplina, perseverança e hard-working para que Rock Lee finalmente superasse sua incapacidade e se tornasse um grande ninja. Da mesma forma, Deus está disposto a ser nosso sensei e nos auxiliar em todo o processo de aperfeiçoamento. Ele nos deixou um roteiro de treinamento (a Bíblia) onde nos explica quais os exercícios e atividades que nos tornarão verdadeiros jounins (ninjas de elite) de Deus.

Precisamos, para isso, fazer nossa parte: praticar constantemente, com perseverança, aquilo que nos foi deixado como preparação. Quando somos perseverantes não desistimos. Não importa o quão difícil, improvável ou contrária seja a situação, o perseverante irá seguir em frente porque ele acredita, porque ele tem um propósito, porque ele tem um sonho a realizar. Nosso propósito é nos tornar homens e mulheres tal qual Deus nos planejou: vivendo em intensidade de alegria, paz, mansidão, domínio próprio, bondade, paciência e amor. Principalmente e perseverantemente, em verdadeiro amor.

Os glutões não herdarão o reino de Deus

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Ao longo das épocas, culturas e sociedades, a glutonaria já foi percebida de várias formas: como símbolo de prosperidade e de saúde, mas também de degradação e descontrole. Costumes e interpretações sociais do fenômeno vão e vem, de um tempo ao outro, mas, de um jeito ou de outro, a glutonaria permanece presente entre as ações humanas.

Acredito que hoje exista uma tendência a considerar a glutonaria como uma questão patológica, ou seja, o glutão possui esta atitude por uma disfunção biológica/psíquica e precisa de auxílio médico. Não sou especialista na área, sequer sou da área de saúde, mas não vejo, ao menos a maioria dos casos, desta forma. Acredito que isto é uma questão psicológica, sim, mas não que seja uma patologia. Acredito que se trata mais de uma questão inerente ao ser humano, mas que, por um motivo ou outro, descontrolou-se.

O ser humano tem a necessidade de alimentar-se. Isso é natural e próprio de nossos corpos. No entanto, poderíamos considerar a alimentação excessiva, o comer além do necessário, como uma distorção desta necessidade natural. Sabemos, até mesmo, que nossos corpos não suportam qualquer quantidade de alimento, existe um limite de recepção e que todo o excesso de nutrientes será "estocado" em forma de gordura, o que, em excesso, poderá provocar outros problemas sociais e de saúde. As causas deste desvirtuamento de uma condição natural podem ser variadas, até mesmo patológicas (questões de ordem hormonal, inclusive). O estranho (ou interessante) nisto tudo é que sabemos que sempre hão de existir glutões, seja por patologia ou por questões culturais, mas que o evangelho sempre os condenará nesta prática. Isto pode nos levar à pensar que o evangelho é desatualizado, ou que seja preconceituoso contra os glutões, ou ainda que não leve em consideração as questões próprias de cada época ou cultura.

Hoje, com a "cultura dos magrinhos" e a "alimentação saudável" da geração fitness, é fácil achar que ser glutão é algo ruim e desagradável, além, é claro, de poder causar doenças. Mas deixando de lado a cultura slim de nosso tempo, podemos construir um exemplo para nos ajudar a refletir: um sujeito que é glutão, tem seus 32 anos, trabalha em casa desenvolvendo web sites (ganha muito bem), mora sozinho, não tem, nem quer ter, uma namorada, se sente feliz assim e não tem preocupação sequer em se tornar obeso ou ter problemas cardio-vasculares. Com isso, pergunto: afinal, desde que ele se sinta feliz e não incomode ninguém, qual o problema de comer demais?

O argumento de que ele trará prejuízos ao setor público de saúde é muito fraco e mesquinho. A verdade é que não nos importamos, nem o sistema de saúde se importa, com a vida de cada indivíduo, especialmente se ele for "estranho" à nós. O argumento de que ele não poderá ter uma vida plena e saudável também não, pois, como explicitado no exemplo, ele se sente bem com isso. Tão pouco o argumento de que ele não será aceito socialmente cabe, pois nosso glutão do exemplo não se importa com a vida em sociedade, ele gosta mesmo é de ficar só em casa, ele só quer ser feliz ao lado de seu saquinho de salgados.

Bem, em tempos de cultura pós-moderna, a resposta a essa pergunta seria simplesmente: "Então, deixa o cara!" mas, até esta postura, é mesquinha e não corresponde com a verdade. Seja por causa biológica ou por posturas culturais, nos incomodamos com a glutonaria. Talvez em alguns tempos e sociedades o incômodo seja menor ou restrito (os pobres e famintos, ao longo da história, provavelmente se incomodarão mais com esta prática), mas, sem dúvida, comer além da conta sempre será visto como "além da conta", como passar dos limites. Gostemos ou não, concordemos ou não, o homem é um ser social e o outro sempre terá efeitos em nós, seja de aprovação, seja de desaprovação. O comer demais ou comer de menos sempre causará incômodo por fugir ao padrão (gostemos ou não, concordemos ou não, existem padrões).

Assim, mesmo em nossa época, por mais que se construa essa sociedade individualista e egocêntrica que pulveriza tudo, o glutão causa incômodo (mesmo que não expressemos isso). Em nossos dias, a lei do "cada um por si" nos ensina a não nos importar com o outro desde que ele não interfira no "meu". "Se o cara é feliz assim, deixa o cara!" é uma frase recorrente. No entanto, não conseguimos nos isolar completamente uns dos outros e assim construimos ligações fracas, por interesse ou sintonia momentânea; ligações que podem se romper facilmente, pelo tempo, espaço, ou mudança de interesse. O fato é que, por sua natureza social, a humanidade se autoinfluencia. Cada pessoa interfere na outra e não é possível pensar que cada um pode ficar "na sua" e fazer o que "der na telha". Para os cristãos isso é ainda mais evidente: "Que todos sejam um" ou "Tenham todos uma mesma forma de pensar" não são sugestões, são mandamentos a seguir.

Voltando para a questão da glutonaria, percebemos que para o cristão as possibilidades de interpretação são pequenas. Mesmo que seja uma questão biológica/patológica ou que seja bem aceita em determinadas sociedades a glutonaria é percebida como pecado. Caso seja biológica/patológica, deverá ser tratada; caso seja cultural, deverá ser abandonada. A atitude de glutonaria, de uma forma ou de outra, não está de acordo com a proposta de Deus para o homem. Ser cristão envolve também desenvolver uma disciplina em relação aos desejos e impulsos de nosso corpo. Gostemos ou não, concordemos ou não, tenhamos ou não tenhamos explicações científico-culturais para nossas atitudes, algumas delas deverão ser abandonadas:

Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. (Galátas 5. 19-24 ARA)

Não tenho explicação científica para o porquê de Deus não se agradar de todas estas coisas. O fato é que Ele não gosta. Algumas delas sequer são aceitas socialmente, mas pode ser que em determinada época ou cultura elas sejam bem vistas ou percebidas como "geneticamente inerentes à nossa espécie". Não importa. Como cristão, que busca agradar ao Pai, devo deixar de lado todas as coisas que Deus, em sua palavra, não aprova. Acredito que cada cristão deve se enquadrar em pelo menos uma destas atitudes que Deus não aprova. Sei que meu lado carnal se encaixa em pelo menos duas coisas nesta lista. Talvez de algumas delas Deus nos livrará como num passe de mágica. Talvez de outras tenhamos de exercitar o domínio da carne e segurar as rédeas na força que o Senhor nos der. A questão é que cada um terá de enfrentar alguma "glutonaria" que deverá ser posta de lado por amor a Deus. Cristãos sinceros, que tiveram revelação do amor de Deus, não tem problemas em entender estas coisas. Deixar de atender a meus impulsos e desejos não é sacrifício grande demais, nem é me despersonalizar, deixar de ser quem sou: é apenas agir da forma que Aquele que me fez planejou para mim.

Perelandra

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Há algumas semanas, escrevi uma pequena divulgação de livro cristão-nerd chamado Além do planeta silencioso. Agora, com muita felicidade posso escrever sobre o livro que dá sequência a este: Perelandra. Esta semana, tive a imensa alegria de ver no site da WMF Editora (www.wmfmartinsfontes.com.br) o anúncio de lançamento da tradução em português brasileiro desta obra de Mestre Lewis. O segundo livro da trilogia cósmica de C. S. Lewis é, em minha opinião, o melhor dos três que compõem esta incrível trilogia. Apesar do título estranho, que pode levar muitos a entender que se trata de algo muito psicodélico ou com criaturas muito bizarras, recomendo entusiasmadamente a leitura deste livro.

Apesar de se constituir em uma narrativa curta, as discussões realizadas no livro são de uma profundidade incrível. Neste livro, podemos entender alegoricamente o que significou o sacrifício de Cristo na cruz, como se dá a luta contra a tentação ao pecado, que papel podemos (ou não) ter em influenciar as pessoas ao nosso redor a não se deixarem levar pelo mal, qual o sentido e prazer que há na obediência e submissão, etc. É uma narrativa rica em imagens, metáforas e alegorias sobre a luta constante entre carne e espírito no interior do cristão.

Sou suspeitíssimo para escrever sobre Perelandra (acho que meu entusiasmo já transpareceu nas linhas anteriores). Li a edição portuguesa há uns dois ou três anos e confesso que o livro mexeu com minhas vísceras (não estou sendo literal! hahahaha). O ponto que mais me chamou a atenção na estória foi a inquietude de Ransom, personagem principal, sobre o papel que ele deveria ter na salvação ou perdição de Perelandra. Não se preocupem, não farei spoiler, mas a dúvida sobre o que deveria fazer ou qual era a ação mais razoável a desempenhar é algo que rumina na mente de Ransom na maior parte da narrativa. Para dificultar ainda mais a situação dele, ele não havia sido instruído objetivamente sobre que papel teria neste misterioso planeta.

A estória inicia com os preparativos de Ransom para viajar para Perelandra. Desta vez, não se trata de uma viagem acidental, não planejada, mas há um propósito em ação que leva Ransom até lá. No entanto, o que ele deveria realizar no remoto planeta não lhe é revelado, apenas lhe é imputada a tarefa de ir e lhe é informado que sua presença no planeta será crucial para o futuro. Assim, Ransom parte e encara mais uma vez um planeta misterioso e desconhecido, envolve-se em uma verdadeira conspiração cósmica e descobre mais de si mesmo e das forças que regem o universo...

Leitura imperdível para qualquer amante de ficção científica. Leitura obrigatória para qualquer cristão-nerd. Perelandra é uma mistura de literatura maravilhosa com um thriller de suspense capaz de suspender nossa respiração enquanto viramos cada página. Fantásticas descrições de ambientes fora do senso comum que permeia a literatura do gênero. Diálogos carregados de discussões filosóficas sobre a humanidade e seu papel. Composição de leitura simples e sintaxe objetiva. Enfim, leia Perelandra e confronte-se, entre outras coisas, com a luta que domina nosso corpo: carne versus espírito.


A essência da paternidade


Durante muito tempo a humanidade viveu debaixo do intermédio de sacerdotes como único meio de conectar-se a Deus. Para resolver o problema, Deus se faz homem e paga a dívida da humanidade, de modo que pelo sangue de Jesus temos livre acesso ao Pai.  

“Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou...” Hb 10:19 

No entanto, nos dias atuais, o Espírito Santo tem revelado a sua igreja a existência de um outro intermediário para se alcançar uma genuína intimidade com o Pai: “A figura paterna terrena”. (Não estou me referindo a outro intermediário para a salvação, o sacrifício de Jesus é mais do que suficiente para que você possa ter acesso a Deus, falo de relacionamento íntimo: você pode viver 20 anos com uma pessoa – não falo de cônjuge, embora as vezes possa se aplicar também - , gozar de todos os benefícios que ela tem para te oferecer, mas nunca conhecê-la na intimidade.)


E agora? Como resolver esse problema? Temos livre acesso a Deus, mas precisamos de uma boa referência paterna para usufruir de uma verdadeira intimidade com esse Deus. Como podemos ter uma geração que de fato conhece a Deus em meio a uma humanidade corrompida pelo pecado – onde diversos filhos crescem sem Pais, ou os Pais não tem a estrutura necessária(porque os seus Pais não tinham, nem os Pais dos seus Pais) para dar aos filhos o referencial necessário para se ter um bom relacionamento com Deus?


Eis a resposta(Glóooooooria a Deus, por sua soberana criatividade e misericórdia) 


“E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem? Mt 6:9-11 



Deus usa exemplos humanos para nos ensinar o que realmente significa paternidade. Ele não usa pessoas perfeitas, mas pessoas que, conscientes disto ou não, em algum momento, expressam traços de seu caráter, traços de sua essência. Veja que Jesus afirma que o homem do exemplo era mau, mas nesta situação específica agiu expressando a essência de Deus, o que Deus faria.

Você ainda não entendeu? Deixe-me ser mais claro:

Alguém, alguma vez, já lhe convidou para ver as constelações no céu?; para soprar e ver os pára-quedas de um dente de leão voando e relaxar com isso?; lhe fez companhia quando você pensou que seria mais um dia solitário?; disse que você é importante quando nem você mesmo acredita muito nisso?; não se afastou de você, mesmo você fazendo algo que sabe que essa pessoa não gosta ou desaprova?; brigou para corrigi-lo mesmo sabendo que teria que aturar a sua raiva e desgosto por um bom tempo?; compartilhou com você algo que lhe custou muito tempo, ou muita dor, para aprender?; leu ,assistiu, ouviu, ou jogou com você seu desenho, música, filme, seriado, revistinha, jogo de vídeo game, jogo de tabuleiro, quando você pensava que era o único que gostava disso, ou único que acreditava que não há idade certa para gostar disso? lhe deu um exemplo que até hoje você se recorda como se tivesse acontecido ontem?

TODAS ESSA COISAS FAZEM PARTE DA ESSÊNCIA DE DEUS, DO SEU MODO DE AGIR.


 Ainda que você não tenha tido um Pai, ou até teve, mas ele não lhe ajudou a entender esses traços da manifestação de Deus na terra, pare para pensar se de outra maneira Jesus não lhe proveu com outros “pais”.  Se ainda é difícil para você enxergar o que quero dizer, eu te desafio a, onde você estiver, iniciar um papo com Deus da seguinte forma: “Senhor, se eu sou incapaz de ver a tua paternidade agindo em minha vida(Senhor eu não vejo NADA!!!, ou: Senhor eu vejo muuuito pouco), me ajude a ver. Eu te entrego a minha vida, reconheço o sacrifício de Jesus como real e essencial para mim, e te reconheço como meu único Senhor e salvador”. Acredite meu irmão, e lute para conhecer Jesus a cada dia, e teus olhos serão abertos para o amor que Jesus tem por você. 

“Porque, quando meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me recolherá.” Sl 27:10


O Verdadeiro Hadouken


Hadouken (波動拳). Uma manifestação voluntária de energia termocinética luminosa. Os kanjis significam: onda + movimento + punho (o que nos lembra da inesquecível cena de Ryu Hoshi em frente às ondas do mar movimentando suas mãos em círculos): o clássico golpe meia-lua+soco. A criança, ou melhor, o nerd que nunca tentou soltar um hadouken que atire a primeira pedra (já que não consegue atirar fireballs). 

Desconheceço um nerd que não seja facinado por esse golpe, e como não seria? Imagine você conseguir liberar uma bola de luz e energia pelas palmas das mãos que faz a rajada óptica do Ciclops parecer um apontador laser!!! O hadouken é tão venerado pelos nerds quanto o Force Lightning (não é por acaso que, no segundo cinematic do game Old Republic, nós vemos uma jedi liberando nada mais nada menos do que uma bola de energia azul, claramente inspirada no HADOUKEN!).

Eu, como todo crente deve fazer, leio a bíblia com bastante frequência e, como um bom nerd, não posso deixar de reconhecer os elementos da cultura nerd em qualquer lugar, inclusive, nas Sagrada Letras. Um belo dia, estava eu lendo o livro do profeta Habacuque quando me deparei com isto:

"E o resplendor se fez como a luz, raios brilhantes saíam da sua mão, e
ali estava o esconderijo da sua força" Habacuque 3:4

A primeira coisa que eu fiz depois de ler isso foi gritar: HADOOOUKEN! O contexto revela uma visão que o profeta habacuque teve do próprio Deus.

Obs.: A partir de agora não me levem tão a sério.

A única inferência lógica foi: Deus criou o Hadouken! Continuei viajando: Uau! Um Hadouken de Deus deve fazer o raio da Deathstar parecer um LED! Hum... a Bíblia diz no primeiro capítulo do evangelho de João que todo aquele que crê em Jesus Cristo recebe o poder de ser feito Filho de Deus... eu creio... Jesus disse também que aqueles que nele cressem poderiam fazer coisas maiores do que ele... hum... Hadouken... Raios brilhantes saindo da mão... filiação divina... herança... e a viagem continuou... algumas horas depois na frente da piscina...


HADOUKEN!


O poder da amizade!

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One Piece é um desenho animado (anime) originado de um gibi (mangá) de muito sucesso no Japão. Como todo e qualquer anime, por fazer parte de uma cultura diferente e tipicamente não-cristã, ele possui algumas referências estranhas para nosso legado cristão ocidental (como a "Fruta do Diabo", Akuma no mi, que dá poderes especiais a quem a come). Tirando essa parte estranha, para nós cristãos, acho que podemos usufruir de muita coisa proveitosa desse anime, especialmente, no que diz respeito à amizade.

Vamos ambientar a trama: One Piece se passa em um mundo fantasioso, dominado por piratas, e trata da história de um rapaz chamado Monkey D. Luffy que quer se tornar o "Rei dos Piratas". Parece estranho, a princípio, que o herói seja "o vilão". Mas, como fica claro na animação, o que torna alguém bom ou mal não é o nome que se dá (marinheiro ou pirata), mas o que se faz, como se age. Embora Luffy seja um pirata, ele não rouba ou saqueia nada ou ninguém, ele simplesmente deseja navegar pelo mundo em busca do tesouro perdido de um famoso pirata chamado Gol D. Roger.

Em sua jornada, ele vai recrutando companheiros para formar sua tripulação. O que me chamou a atenção desde o princípio da saga foi a importância da relação para a formação da tripulação de Luffy. Ele não se preocupa muito em escolher os companheiros mais fortes, ou mais inteligentes, ou aqueles que tem mais "poder" para ajudá-lo a conquistar seu sonho. Não, ele escolhe seus companheiros pela ligação que cria com eles, pela simpatia, pelo relacionamento que se constrói. Alguns de seus companheiros são extremamente fortes e são capazes de ajudá-lo a alcançar seu objetivo: como Zoro, Sanji, Franky e Nico Robin. Mas outros são mais fracos em combate e não tão habilidosos: como Usopp, Nami, Chopper e Brooke. (No estágio atual da saga, pelo mangá, todos estão muito mais fortes, mas no início essa divisão era muito clara).

É interessante notar que, embora uns sejam mais "poderosos" que outros, todos são extremamente unidos e se consideram em igual nível (exceto talvez, pela divertida richa entre o Baka-Marimo, Zoro, e o Ero-Cooker, Sanji). Essa união depende muito de Luffy, que desde o início não faz separação entre companheiros fortes e fracos, todos são seus nakama (companheiros) e ele se dispõe a proteger e se relacionar igualmente com todos. No anime, existem cenas marcantes da união e determinação do grupo em se manter unido e de se proteger (como as memoráveis cenas da partida de Alabasta, do resgate de Robin em Enies Lobby ou do perdão de Usopp em Water-7).

Trazendo para a vida cristã, acho que temos muito que aprender com esta tripulação. O ponto principal neste vínculo é o amor sem interesses que é nutrido por eles. Sim, amor. Chamo de amor porque o amor faz o bem, se alegra e chora junto, é capaz de dar sua vida para proteger o outro, o amor se indigna com a injustiça e o amor aceita o outro com sua particularidade e especificidade (e tudo isso vemos claramente no anime). Isso não quer dizer que eles não briguem ou discutam ou que um não recrimine o outro por alguma falha. Não, isso também faz parte do amor. Acho admirável a determinação de criar estes laços e nutrí-los, a doação de um com os outros (exceto a Nami que não doa nada! hauhauhahau), de sofrer junto e lutar a para proteger uns aos outros.

O intuito desta fraternidade também é este. O propósito do evangelho é este. O cristão deve ser conhecido pelo amor: primeiro para com os seus irmãos em Cristo, depois (mas não menos importante) para com todas as pessoas. Tenho refletido e lido muito sobre a necessidade de relacionar-se com Deus e com as pessoas de forma mais próxima. Acho que este é o caminho do Amor, o caminho da compreensão e da transformação (minha e do outro). Espero ser verdadeiro nakama em Cristo para meus brothers e para todos a minha volta, não só de palavra, mas de ação, intenção e coração.