EU ACREDITO!

http://clinically-cynical.com/luffymanifesto1.gif


Em um dos episódios de One Piece, um dos melhores animes da atualidade, o pirata Monkey D. Luffy é ridicularizado por acreditar que existe uma "ilha no céu". Na taverna lotada, os piratas começam a mangar dele, caçoar, zombar e, em seguida, começam a esmurrá-lo e agredí-lo fisicamente por também acreditar que existe o "One Piece", lendário tesouro escondido do pirata Gol. D. Roger, e por nutrir o sonho de ser o "Rei dos piratas". Em nenhum momento, Luffy se mostra disposto a revidar, mas permite que os piratas no bar o machuquem e espanquem o quanto quiserem sem ao menos reclamar. Ele também ordena ao seu companheiro espadachim, Zoro, que não revide as agressões, mas se deixe espancar também.

Os piratas espancam os dois por acharem ridículo que piratas ainda acreditem em sonhos como ilhas no céu ou tesouros escondidos. Eles, primeiro, acham ridículo e engraçado, mas como a tripulação dos chapéu de palha se mostra firme em seus sonhos e convicções, eles ficam enraivecidos e começam a bater neles.

A atitude de Luffy, que termina sendo jogado para fora da taverna todo ensanguentado, causa estranhamento em Nami, navegadora do navio de Luffy. Ela sabe que seu capitão é forte e que, se quisesse, poderia ter dado uma surra nos agressores. Ela não entende porque ele simplesmente se deixa espancar e ser escorraçado do bar sem sequer protestar. Um pirata, que está do lado de fora da taverna responde por Luffy as indagações de Nami. Ele diz para Nami que homens sem sonhos não são homens, não são nada. Por fim ele aconselha: "Deixem que eles riam. Se você está em busca do pico, vai passar por batalhas que não se ganham apenas com músculos. Siga em frente!".

Este episódio, particularmente bom para mim, me fez pensar em nossa sociedade, que age da mesma forma que os piratas do bar que espancaram Luffy. Hoje, acreditar em qualquer coisa é motivo de piada e mais: é motivo de raiva e ódio naqueles que não acreditam mais em nada. Se você se mostra crédulo em algo, como por exemplo, em Deus, você vira motivo de piada para essa sociedade dominada pela "lógica" e pela desconfiança. É proibido acreditar em Deus, em conceitos absolutos, no Amor, nas pessoas ou em sonhos.

Desaprendemos a ter sonhos e ter esperança. Estamos sendo condicionados a ter os "pés no chão" da desilusão. Acreditar que "a fé é a substância das coisas esperadas, a prova das coisas não vistas" (Hebreus 11:1) é non-sense, ilógico. O Mundo (sistema maligno que governa a ideologia das pessoas não alcançadas pela Graça de Deus) diz que esse negócio de Jesus, Deus, Amor, etc. é tudo criação nossa e que não deve ser levado em consideração. Que vencer é seguir as regras da competitividade e conseguir realizar nossos desejos.

Em tempos de descrença, cabe-nos seguir a atitude de Luffy e permanecer sonhando. Sonhando com o fim das mazelas e a descida da "Ilha do céu", que traz consigo a instituição definitiva do Reino de Deus entre os homens. Nossa crença não deve, no entanto, servir para que "revidemos na mesma moeda" as agressões sofridas, nem que percamos tempo tentando explicar pela lógica deste mundo a lógica das coisas do "outro mundo". Não se pode discutir com quem não sonha, com quem não enxerga o invisível. Poderemos até ter de aguentar muitas agressões sem revidar. Isso não nos faz piores ou menos capazes mas isso indica que nossos sonhos não podem ser explicados pois não são fruto da lógica e não podem ser incutidos em ninguém, mas surgem, como o profeta Zacarias já disse: "Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos" (Zacarias 4:6b). Não se discute com os loucos que não percebem a insanidade de sua lógica racional em meio a tantas evidências ilógicas para existirmos e vivermos. Basta-nos manter nossa fé e permancer afirmando, mesmo ante aos ataques: EU ACREDITO!

Bárbaros guerreiros!


A palavra bárbaro oriunda do grego antigo βάρβαρο, significa não-grego. Os gregos a usavam para designar os estrangeiros, qualquer um que não fosse grego. Depois, passou a denotar também pessoa não-civilizada e, entre outras coisas, individualmente, bárbaro passou a denotar pessoa mal-educada, muito bruta, sem piedade, insensível. 

Etimologias à parte, no RPG “Champions of Norrath”- aliás, muito bom! Recomendo! -, há cinco categorias de guerreiros: elfo negro, elfo da floresta, clérigo, mago, e o bárbaro. Nesse caso, o guerreiro é um bárbaro, e essa característica distintiva (bárbaro), mais que nacionalidade, descreve o caráter forte, destemido, instintivo desse guerreiro. Além disso, ele é mais frio na batalha, porque o bárbaro quer matar o inimigo e para isso se mete com tudo na frente de batalha ao invés de preparar estratégias e agir com cautela. E aqui poderíamos até confundir ser bárbaro e agir de modo bárbaro. De fato, enquanto guerreiro “of Norrath”, ser bárbaro implica em ser mais forte, consequentemente, lutar com mais brutalidade e impiedade. Mas, ser impulsivo e digamos “demolidor” nesse caso não é algo negativo porque o guerreiro sabe bem quem ele é – Bárbaro! -, e contra quem ele luta. Desse modo, os atos bárbaros são realmente válidos. Com isso, enfatizo que primeiro ele é guerreiro e depois bárbaro. Pois o contrário disso, um bárbaro, alguém mal, bruto, que não mede as consequências de sua brutalidade, pode lutar lutas erradas e cometer suicídio ao invés de bravura.

Bom, comecei a pensar sobre essas coisas quando reli as seguintes palavras de Tiago:

Ninguém, sendo tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência” Tiago 1:13-14

Vejamos, Tiago é bem claro ao mostrar que somos tentados pelos nossos próprios pecados, pelo que há dentro de nós, pela nossa velha natureza. Alusivamente, poderíamos dizer que nossa velha natureza é bárbara: mal, pecaminosa, desenfreada. Mas, ao receber o perdão e a salvação de Cristo Jesus, nos tornamos então guerreiros de Cristo. Passamos a guerrear contra esse pecado, essa concupiscência que nos constitui como homens falhos e caídos. A boa notícia é que assim como no RPG, nos tornamos guerreiros bárbaros, ou seja, agora nosso ponto primeiro é ser guerreiro e, como guerreiros, podemos usar nossa característica bárbara para guerrear com toda força e coragem contra o mal, o verdadeiro mal que há em nós. Mas precisamos estar atentos para que não lutemos em vão, para que não nos voltemos contra Deus, culpando a Ele com palavras e ações bárbaras (não é Deus quem nos tenta, contudo nossa própria maldade). Portanto, precisamos ser bárbaros, sim, contra o pecado e todo mal que ele causa. Pois uma coisa é certa, já somos “Champions of Christ”

Entrando pelo cano!




“Entrar pelo cano”. A expressão é antiga e comumente significa não ter bons resultados numa determinada situação, se dar mal, situação desastrosa e suja (porque se refere ao cano de esgoto). Além disso, não é somente entrar pelo cano que é difícil e desagradável, mas também sair dele – o que talvez seja até pior.

Mas há algum tempo venho pensando em um outro significado para esta expressão, um significado positivo, oposto ao comum. E claro, fui buscar esse novo significado em outro mundo, num mundo onde isto pareceu possível – não, não foi no mundo das ideias -, foi no Super Mario World! Este jogo de videogame também antigo, além de garantir muita diversão, sempre, me fez refletir sobre essa atitude subsequente do Mario de entrar em diversos canos para conseguir pontos e vidas extras. Sim, ao entrar pelo cano, ele não depara com uma situação terrível (como enfrentar o desafio, por exemplo), mas se encontra em situação de bônus – um lugar especialmente separado de tudo para que ele faça pontos e ganhe vidas. Isso não quer dizer, contudo, que ele ganha essas coisas totalmente de graça. Há algumas regras e formas de conseguir esses objetivos positivos no cano. Às vezes ele tem que pular e acertar alguns tijolinhos com a cabeça, outras, é preciso acertar um jogo da velha, ou ainda correr contra o tempo atravessando pontes entre nuvens. Entretanto esses obstáculos são encarados com alegria e disposição, porque ele sabe (o jogador que controla ele sabe kkkkkk) que tais obstáculos não são para derrubá-lo e fazê-lo perder nada – ele pode deixar de ganhar, mas não perderá nada! E por fim, ele consegue ver o que vai ganhar, visualiza os prêmios e isso dá mais encorajamento.

Diante disso, veja como fica bem mais legal ler as seguintes palavras de Tiago:

“Meus irmãos, tende por motivo de grande alegria o passardes por várias provações, sabendo que a aprovação da vossa fé produz a perseverança; e a perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma.” (Tiago 1: 2-4)

Muito mais legal, porque ao invés de pensarmos: Chiii, entrei pelo cano! Estou em meio a provações muito difíceis e perseverar é algo quase impossível diante do que estou passando... Podemos pensar, pelo contrário: Eba, entrei pelo cano! Provações estou passando, mas não para me derrubarem e sim para me fortalecerem na fé e me tornarem ainda mais perseverante e ativo na vida cristã! Estou em fase de ganhar bônus!

A verdade é que nada é fácil, apesar de parecer tudo tão simples depois que passa. No momento da dificuldade só conseguimos enxergar um cano velho, sujo e fedorento que está prestes a desembocar num córrego imundo. Mas assim como no mundo de Mario Bros, a palavra do Senhor nos mostra que este cano é um purificador, que vai nos limpar e nos levar a uma saída plena e feliz, onde avistaremos uma paisagem aberta e fresca, com aroma suave e muita luz do sol!

Portanto, Marios e Luigis de plantão, não nos deixemos levar pelas expressões deste mundo, mas observemos as verdades das expressões celestiais!