O problema é a educação?


Ontem, ao assitir um programa esportivo que debatia sobre o problema das torcidas organizadas no Brasil, ouvi a célebre expressão "o problema é a falta de educação". Com isso, o comentarista resumia, como quem descobriu a roda (ou a pólvora), a causa e a solução desse problema brasileiro. Essa expressão não é nova e tem sido repetida papagaiamente por muita gente, inclusive eruditos e cultos. Mas será que, de fato, esse é o problema (e a solução)?

Não há dúvida que a instrução serve muito para o desenvolvimento social (afinal, é através do ensino que a criança já desenvolve noções do que é considerado socialmente aceitável e o que não é, constrói a reflexão crítica e recebe informações sobre o conhecimento científico vigente). Mas, repetir como papagaios uma sentença como essa, parece mais uma fuga à resolução dos problemas nacionais do que uma busca por solução. Primeiro, e mais importante para mim, é entender qual é a ideia de educação que se tem e se, com o ensino/aprendizagem de algo, certamente iremos nos tornar pessoas melhores. 

Afinal, se ela é a solução e, a falta dela, a causa dos problemas, é importante saber o que se está entendendo por educação e o que se deve ensinar. Se por "educação" pensarmos na noção mais corriqueira de "ir à escola" ou "se formar", então somos idiotas e estúpidos por achar que isso irá resolver alguma coisa. O máximo que se poderá fazer é encher uma criança/adolescente com informações "científicas" e mandá-las para a sociedade esperando que elas "mudem o Brasil". Balela. A informação por si não muda nada. Tá aí a internet para provar isso: nunca se disseminou tanta informação entre os seres humanos como nas duas últimas décadas, no entanto, não podemos dizer que já temos um mundo melhor por conta disso. Pelo contrário, temos adolescentes mais acomodados, a geração "Google", que não reflete mais sobre as coisas, busca as respostas em sites de busca e se acomoda com os resultados encontrados. O "Google" virou a fonte segura de informações. Além disso, descobrimos novas formas de degradação humana: crimes virtuais (acesso a informações bancárias e fraudes), pseudo-relacionamentos via computador (pessoas fingindo ser o que não são) e o acesso fácil a conteúdos inapropriados (pornografia, formas de cometer crimes, disseminação de conteúdos ideológicos reprováveis, etc.). É claro que a internet trouxe muitas vantagens e permitiu o aprimoramento de muitas coisas, mas, como fonte de informação e, consequentemente, como meio "educativo" não tem contribuído de forma ampla para a melhoria da sociedade; continuamos pessoas ruins, apenas desenvolvemos novas formas para praticar a maldade.

Deixando a quantidade de informação de lado, pensemos em outro conceito para educação: educação como reflexão. Seria o pensamento reflexivo a solução para os problemas da sociedade? Analisemos. Bem, se por educação se entende a reflexão crítica sobre as coisas, podemos até ter algum efeito científico, mas não necessariamente moral. Você pode me perguntar por quê estou associando a educação a um efeito moral e dissociando esse efeito do conhecimento científico. Bem, é simples: se com a educação esperamos que as pessoas sejam melhores, ou seja, se comportem melhor, não cometam crimes, façam bem ao próximo e trabalhem pelo bem-estar da sociedade, então, claramente, queremos um efeito moral, não um efeito intelectual. Como vimos no parágrafo anterior, possuir informação sobre as coisas não gera esse efeito também. Pessoas com uma boa reflexão crítica podem até ser boas pessoas, mas, também, podem apenas contribuir para o desenvolvimento tecnológico e econômico e continuar sendo pessoas mesquinhas e/ou moralmente desajustadas; não há garantia. Além disso, não há garantia de que o processo de ensino/aprendizagem irá, necessariamente, gerar pessoas reflexivas. Isso parte de uma decisão subjetiva de cada um: desenvolver um olhar crítico a favor da sociedade e do bem comum. A ideia "subdesenvolvida" de que para sermos um país desenvolvido só nos falta a "educação" dos países desenvolvidos é ilusória. De fato, os países desenvolvidos não tem melhores índices sociais por possuírem melhores escolas, mas por possuírem um sistema jurídico mais eficiente. A criminalidade é menor porque se sabe que as ações serão mesmo julgadas e as penas cumpridas. Não há, de fato, elevação moral, tanto que ainda vemos os crimes mais hediondos sendo cometidos nesses países e com tanta incidência como nos países periféricos.

Mas como, então, poderíamos fazer com que as pessoas inerentemente, fossem melhores? A resposta é muito antiga e simples: precisamos mudar o homem através do ensino de outra coisa. A Bíblia nos diz: 

E, como eles [os homens e mulheres, desde os tempos antigos] não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; Estando cheios de toda a iniqüidade, fornicação, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; Os quais, conhecendo o juízo de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem. (Romanos 1:28-32).

Por causa de nosso desprezo por Deus fomos relegados a um comportamento inadequado, moralmente inaceitável. Por isso, a educação será diferencial sim, mas não da forma como tem sido divulgada, mas de outra forma:

Porque, falando coisas mui arrogantes de vaidades, engodam com as concupiscências da carne, e com dissoluções, aqueles que se estavam afastando dos que andam em erro, Prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo. Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. (2 Pedro 2:18-20).

É claro, pelo texto, que através do conhecimento de Deus somos libertos da corrupção do mundo, ou seja, a maldade e degradação moral que tanto desprezamos. Esta é a única via de transformação 100% garantida para o homem. Não falo de religiosidade, nem de regras morais, falo de transformação pelo conhecimento (relacionamento) com Deus. Quando conhecemos a Deus não podemos mais simplesmente continuar do mesmo jeito: precisamos mudar radicalmente nossa vida, para o bem ou para o mal. Ou nos deixamos transformar pelo seu Amor ou nos degeneramos de vez e nos afastamos de sua Graça. A única educação  que realmente irá mudar a realidade é essa. O resto é conto de carochinha.

Ajudar não dói?!?!

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/thumb/f/fc/Eek!_The_Cat_%28Personagens%29.jpg/240px-Eek!_The_Cat_%28Personagens%29.jpg

Quem, entre aqueles nascidos na década de 80, não se lembra do desenho "Eek, the cat", que passava nas manhãs dos anos noventa? Sim, Eek fez a alegria de muita gente, inclusive a minha. Na época, era meu desenho favorito. Gostava do Eek, um gato gente boa que tinha um bordão interessante: "Ajudar não dói!". Achava super engraçado!

Eek é um gato tranquilão que tem uma namorada chamada Ana Bella, uma gata rosa e gorda que tem um cão-tubarão chamado Sharky. Toda vez que Eek vai à casa da namorada ele é perseguido por Sharky e tem de fugir das poderosas mandíbulas do cachorro. A namorada de Eek sempre pede favores ao pobre bichano que sempre o envolvem em enrascadas e o metem em apuros. O melhor amigo de Eek é o alce Elmo, que não é bom do juízo e vive abusando da gentileza e amizade do gato. Assim, Eek vive em trapalhadas, sendo mordido, apanhando, sofrendo acidentes e se "dando mal". No entanto, Eek nunca deixa de ajudar os outros e de seguir dizendo: "Ajudar não dói!".

A atitude de Eek sempre me chamou a atenção: mesmo sempre levando a pior, Eek não deixa de seguir com seu princípio de ajudar as pessoas. Em um episódio clássico, por causa do seu excesso de gentileza, Eek quase finda seus dias no inferno, pois faz o favor de "segurar um pouco" o "currículo" de outro gato na fila para o paraíso e termina sendo enviado ao inferno (http://youtu.be/adBxekPeGKY).

Para mim, no começo, Eek representava o típico cristão: alguém sempre preocupado em fazer o bem, doa a quem doer (mas só doía nele, coitado!). Com o tempo, no entanto, fui percebendo que a atitude de Eek não é a atitude que deve haver em um cristão. Eek é prisioneiro de seus "princípios" e termina se metendo em encrencas por causa dos outros de forma desnecessária.

É claro que a ideia de ajudar os outros é cristã. "Amar o próximo como a si mesmo" é o resumo da lei. No entanto, observem que devemos amar o outro da mesma forma que nos amamos. Isso quer dizer que na mesma medida que nos amamos devemos amar os outros, ou seja, não implica em nos anularmos por causa dos outros, mas de amarmos do mesmo jeito. Eek tentar agradar e ser "bom" a qualquer custo, como que preso a uma ideia de que tem de agradar a todos o tempo todo. Isso não termina sendo bom nem pra ele, que passa por enrascadas o tempo inteiro, nem para seus amigos, que não amadurecem e não conseguem lidar com os próprios problemas.

Em Eclesiastes, lemos um trecho que, na primeira vez que li, me causou estranhamento:

Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo?
Não sejas demasiadamente ímpio, nem sejas tolo; por que morrerias antes do teu tempo?
Bom é que retenhas isso, e que também daquilo não retires a tua mão; porque quem teme a Deus escapa de tudo isso.
(Eclesiastes 7:16-18)

A princípio, podemos pensar que existe algum erro na colocação do sábio. Afinal, ser justo não é bom? Como ser justo "excessivamente" pode levar à destruição? Bem, o melhor exemplo é o Eek. Por causa do seu "excesso" de bondade, ele se destrói o tempo todo e termina por contradizer seu slogan: sempre que ajuda, Eek sofre muita dor. A ideia no trecho é a de equilíbrio. Sabemos que não temos como ser justos diante de Deus, nem como seguir a "lei" ao pé da letra. Se buscarmos isso, por nossas forças e a qualquer custo, terminaremos sendo intransigentes, pessoas amargas, que alimentam o ódio dos outros por não tolerarem as falhas alheias em nome da "justiça". Ou, por outro lado, podemos nos tornar pessoas tão estúpidas, como Eek, que toleram tudo de todos, exceto de si mesmo e, com isso, se destroem por não se tolerarem. Qualquer dos extremos levará a autodestruição, mesmo o ser "mau" em excesso.

Por isso, devemos ser equilibrados, sabendo que somos falhos, imperfeitos, falíveis, capazes de fazer o mau, mas sabendo que existe um meio de sermos perdoados, regenerados, aperfeiçoados e aprimorados: dependendo unicamente da Graça de Deus. Por ela, somos justificados e podemos fazer o bem; por ela, o mal em nós é subjulgado e reduzido, nos permitindo "viver" em Cristo. Assim, nem nos destruímos nem morremos antes do tempo, mas alcançamos o equilíbrio em Deus. Equilíbrio que nos permite, inclusive, ajudar aos outros, com dor ou sem dor, mas fazendo o que nos é possível, dentro de nossas limitações, mas com muita Graça e com muito Amor.


NOTA SOBRE UM CRISTÃO RELOADED III


Pessoal, quero encerrar essa trilogia de notas com um pensamento que deve ser nosso foco e nosso alvo: o amor pelas almas!
Quando Neo se arriscou na sala do Arquiteto e decidiu não se curvar diante do sistema, mas escolheu o desafio de fazer o que era certo - a atitude de um ser livre - ele não fez isso para satisfação pessoal, orgulho, autoafirmação, poder ou para conseguir qualquer coisa em favor próprio. NÃO! O que ele fez foi abrir a porta que o levava ao encontro desesperado e cheio de esperança de salvar Trinity, salvar o outro, alguém que ele amava e que era muito importante para ele.
Pois é, esta é a nossa principal missão: amar as almas e mostrar a elas o caminho para salvação em JESUS CRISTO! Nossa vida, nossas ações, nossos pensamentos, tudo em nós deve ser para a glória de Deus e para testemunho de Seu Poderoso Nome! (“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos. Atos 4:12”)
            Precisamos fazer a escolha certa e amar as almas com sinceridade e ardor. Isso implica colocar em risco nosso conforto, nossas vontades, nossa família, nosso emprego, nossos sonhos, nossas vidas para que “um pecador se arrependa”!
            Lembremo-nos: “já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” Gálatas 2:20

Neo se arriscou para salvar Trinity, devemos nos arriscar para salvar os pecadores em detrimento de nossas próprias vidas, pois já estamos com Deus!

NOTA SOBRE UM CRISTÃO RELOADED II



Quando Neo conversa com o Arquiteto, descobre que está aprisionado a um sistema (MATRIX); e não somente isso, é persuadido a crer que não há saída, que está destinado a se adequar ao sistema. Contraditoriamente a essas descobertas, o Arquiteto aponta para Neo a opção entre duas portas. Ou seja, o prisioneiro destinado a um cativeiro sem saída, passa a ter o direito de escolha, abrir uma porta ou outra. O que desfaz essa contraditoriedade é o jogo manipulativo do Arquiteto, pois oferece as duas portas, Neo pode voluntariamente escolher uma das duas, porém sua escolha, seja ela qual for, não fará diferença, porque de um jeito ou de outro, o sistema dominará Neo.

Ora, esse joguinho é o mesmo usado pelo inimigo de Deus para desviar os cristãos de uma vida santa neste mundo. Ele quer fazer crer que não importa o que façamos, que decisões tomemos, se são boas ou más, sempre estaremos em pecado ou cometendo pecado, porque somos humanos e porque estamos inseridos nesse mundo. Sabemos, no entanto, que isso não é verdade. E que não devemos ceder a essa ilusão. Quando aparentemente nos sentimos encurralados, sem poder de escolha, devemos lembrar que há sempre uma segunda porta, um escape que Deus nos dá para fazermos o que é certo! Isso está dentro de nós, pois o Espírito Santo está em nós, basta que sigamos a sua voz e jamais a do “Arquiteto”. (Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” I Coríntios 10:13)


Não nos deixemos vencer pelas nossas fraquezas e pela nossa falta de coragem de enfrentar as consequências das escolhas certas. Pois não nos enganemos, sempre há uma escolha, e se nos negamos a seguir a Cristo, estamos escolhendo o caminho contrário; não ficaremos imunes, portanto, às consequências dos nossos atos! Visualizemos, então, as recompensas que vêm sobre nossas vidas quando escolhemos fazer a vontade de Deus e a façamos a cada dia!!!!!!!!

NOTA SOBRE UM CRISTÃO RELOADED


Revendo à cena de Matrix Reloaded em que Neo conversa com o Arquiteto, fui levada a pensar também nas escolhas que fazemos diariamente em nossa vida cristã. Temos que fazer escolhas muito difíceis e às vezes nem nos damos conta disso. Não nos apercebemos de que simples decisões são na verdade uma demonstração de nossa fé e fidelidade a Deus ou da falta delas! Incorremos no erro de não estar vigilantes nem focados no Senhor enquanto nos distraímos com as coisas deste mundo, que são apenas aparências de bondade, felicidade, prosperidade. A essência mesmo de tudo isso só visualizamos verdadeiramente em Deus!

Por isso, precisamos ser tão perspicazes como Neo, ou como Jó. Sim, como Jó, homem íntegro e fiel a Deus. Ele provou que seu amor por Deus não estava nas coisas terrenas - família, dinheiro, saúde física – que são somente aparências e ilusões, mas que seu amor por Deus era algo sincero e profundo, que permanecia firme mesmo na perda de tudo isso! Jó escolheu amar e servir a Deus em todos os momentos, todos os dias de alegria e de dor, de saúde e de doença, de pobreza e de prosperidade, com ou sem amigos, sozinho, mas sempre com Deus!!!

Ele fez escolhas certas, ainda que cansado, abatido, revoltado – embora sem em nada pecar contra Deus – para ser recarregado de esperança, vida, saúde, família, propriedades, de tudo o que havia sido tirado dele. Porque ele podia ver tudo isso além da visão humana, ele via a tudo isso com os olhos da fé: os olhos da fé, através dos quais pode realmente ver a Deus! “Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos.” Jó 42:5

Era Jesus um revolucionário? Reflexões sobre o papel da igreja no que se refere a manifestações políticas

Olá pessoal, tudo legal? Depois de muito tempo resolvi escrever algo aqui no blog da Fraternidade. Minha motivação, como vocês lerão a seguir, vem do clima da onda de manifestações populares que tem acontecido no Brasil nas últimas semanas. Tenho algumas reflexões sobre o papel da Igreja de Jesus e espero que essas reflexões possam ser úteis pra alguém, em algum  lugar.

A pergunta, título da postagem, é provocativa. Jesus era um revolucionário? Já ouvi, ao longo dos anos, muita gente chamar Jesus de revolucionário, de hippie, de rebelde, ativista político, e por aí vai... Considerando o que a Bíblia diz sobre Ele, como podemos responder a esta pergunta? E como Jesus é nosso referencial e nosso Senhor, a resposta a esta pergunta nos dará base para entendermos qual o papel da igreja nas manifestações políticas e como o cristão deve se posicionar frente a elas.

A palavra revolução, tão comum na Política, na Filosofia, na Sociologia, começou a ser usada na verdade nas ciências naturais. No século XVI, foi publicada a obra do astrônomo polonês Nicolau Copérnico, intitulada: "Das revoluções das esferas celestes"(1543). Neste livro, ele apresenta a teoria heliocêntrica, que diz que a terra gira em torno do sol, além de discorrer sobre os movimentos dos astros. A teoria copernicana foi altamente radical na época, contrariando as ideias de Aristóteles e Ptolomeu, defendidas pela Igreja Católica, que afirmava que a terra estava estática no centro do universo e os demais corpos celestes se moviam em volta dela. Assim, revolução é um tipo de movimento executado pelas esferas celestes. Esse foi o uso inicial do termo na astronomia.

Séculos depois, a palavra revolução começou a ser usada na política. O primeiro uso aconteceu em 1789, no início da Revolução Francesa. Conta-se que, quando o povo francês tomou as ruas de Paris, o rei Luiz XVI perguntou no palácio: o que é isso? Uma revolta? um motim? E o conde La Rochefoucault respondeu: "meu rei, isso é uma revolução!" A partir daí, revolução começou a ser usada com conotação política e passou a ser vista mais nas ciências humanas e sociais, do que nas naturais, de onde é originária. 

Fala-se em revolução pra designar grandes movimentos que geram grandes mudanças, sociais, políticas e econômicas. São eventos radicais, geralmente com participação popular e confrontos. A revolução tem, desde o planejamento, um projeto radical de transformação social, mudança nas estruturas sociais e econômicas. E é sempre um processo vitorioso. Não se pode chamar de revolução um processo que falhou.  Podem ser levantes, revoltas, motins, mas não revoluções. Também não pode se chamar de revolução movimentos que não passaram da fase conspiratória, como a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana. Como a revolução visa mudanças estruturais na sociedade, uma mera mudança de governo não se encaixa no perfil da revolução, tampouco um golpe militar. Assim, as palavras que tem a ver com revolução são movimento, transformação, luta, radicalismo...

Jesus trouxe, inegavelmente, conceitos altamente radicias; pregou a transformação e foi responsável pelo maior, mais duradouro e mais forte movimento já visto no planeta. Seus seguidores desafiaram a morte, a perseguição, as torturas e todo tipo de oposição para cumprirem a Sua vontade. Neste sentido, pode-se falar em revolução, mas revolução no homem. Os conceitos de Jesus são altamente elevados e difíceis de serem assimilados, mesmo no século XXI. Por exemplo, dar a outra face ao agressor é um conceito radical. Assim como o "negue-se a si mesmo". Jesus trouxe a libertação do homem da escravidão do pecado (Jo 8:32), pregou uma mudança de atitude transformadora, com potencial para transformação social. Pregou a humildade, a integridade, a verdade, e sobretudo o amor (Jo 13:35). Sua mensagem é espiritual, mesmo que com implicações práticas: "De que vale ganhar o mundo e perder a sua alma?". O grande feito de Jesus não foi desafiar o império romano, ou os sacerdotes de Jerusalém, mas propor ao homem a revolução de si mesmo, o arrependimento das obras mortas (Mt 3:17) e o novo nascimento. Ele morreu a morte de cada um de nós (2Co 5:14), que estávamos mortos em nossos pecados e afastados de Deus, satisfez a justiça de Deus e nos elevou à categoria de filhos de Deus, assim como Ele (Jo 1:12). Jesus pode ser sim, considerado o maior revolucionário que já existiu, levando em conta sua mensagem transformadora altamente radical e as mudanças que ele operou e continua operando dia após dia na vida de todos os que crêem nEle. 

No entanto, é forçoso e equivocado colocar Jesus como ativista político ou como revolucionário, no sentido tradicional. Jesus, como rei de Israel (Mt 2:1-2), era o líder político do povo, mas não chegou a exercer esta função. Ele nasceu em belém, Cidade de Davi, porém veio a terra em uma família simples. Cresceu em Nazaré da Galileia, norte de Israel, região pobre e discriminada do país. Jesus não incitou uma revolta popular, não apoiou o partido dos zelotes que buscava restaurar a soberania nacional dos judeus combatendo os romanos, nem pregou nenhuma revolução política. Suas palavras e ações eram dirigidas ao ser humano enquanto indivíduo e buscavam resgatar este indivíduo. A salvação do homem, ato individual, dependente apenas da fé de cada pessoa e da graça de Deus (Ef 2:8), que transforma o sujeito, mesmo que com implicações coletivas. 

Jesus não pregou contra os privilégios da classe farisaica, mas contra a sua hipocrisia. Não pregou contra a corrupção política, mas contra a corrupção presente em cada pessoa. Ele sabia que não há um justo, nenhum sequer (Ro 3:10) porque todos pecaram (Ro 3:23). Jesus sabia que a plenitude e realização do homem estavam muito além das condições de vida na terra, não desvalorizando a vida material, mas consciente que, antes de tudo, era preciso satisfazer a justiça de Deus e resolver o problema do pecado. Com sua morte sacrificial Ele nos resgatou, nos redimiu e nos salvou (Ro 10:9-13). Essa era a sua missão, e a missão que Ele passou para a igreja não foi de enfrentamento do Estado ou das autoridades, nem uma subversão armada. A missão da igreja é pregar o evangelho, glorificar a Deus com suas ações, dar testemunho dEle, não se corromper com o mundo e o pecado (Ro 12;2), chorar com os que choram, se alegrar com os que se alegram, acolher o órfão e a viúva.
Quando Jesus expulsou os mercadores do templo Ele não estava se colocando contra o comércio e afrontando a classe dominante de Israel, num ato político. Ele estava expulsando aqueles que profanavam o templo (Mt 21:12). O objetivo era preservar o lugar sagrado. Estava sendo zeloso com as coisas de Deus (Jo 2:16-17). Quando perguntaram sobre o tributo pago aos romanos, Ele disse: "a César o que é de César, a Deus o que é de Deus" (Lc 20:25). Não propôs a rebelião contra Roma. Ele também disse pra virar a face ao agressor, não para revidar. Disse para não resistir ao malvado (Mt 5:39). Quando Pedro sacou a espada para evitar que Ele fosse preso, Jesus disse: "Pedro, largue a espada"(Mt 26:52). Quando os judeus entregaram Jesus a Pilatos, representante do poder político romano, ele relutou em matá-lo, pois não achou nEle crime nenhum (Lc 23:4). Isso é óbvio, já que Jesus não era um agitador político, nem o líder de nenhuma revolta popular.  

Após a morte, ressurreição e assunção de Jesus aos céus, seus discípulos não pegaram em armas para conquistar o poder político de Israel. pregaram a despeito das perseguições e foram mortos, durante séculos, seja pelas autoridades judaicas, seja pelos romanos. Quando Roma invadiu Judá, em 70 d.C., a igreja se afastou das batalhas e não tomou parte na guerra contra o império. Os cristãos, originalmente, buscavam cumprir seu chamado, agradar a Deus e resistir ao mundo. Não havia o desejo de obter poder político ou econômico, ou se "embaraçar com os negócios desta vida".  

Isto não quer dizer, absolutamente, que os cristãos devem ser alienados politicamente. Eles devem conhecer política e serem ativos na medida que um cidadão consciente precisa ser. O cristão pode se engajar enquanto cidadão e individualmente, em questões políticas, sejam manifestos, protestos, discussões, eleições, etc. O limite desta atuação deve ser pautado pelos princípios bíblicos. O crente deve agir dentro da lei, dentro da moral e da ética, respeitando e se dando ao respeito. Não é a igreja enquanto instituição. Não vejo Jesus delegando esta tarefa para seu povo, enquanto coletividade. Mas sim as pessoas, como cidadãos pensantes e conscientes. O crente pode e deve lutar contra as injustiças, mas dentro dos princípios que baseiam nossa conduta. Não deve fazer alianças escusas nem levantar a bandeira de movimentos anticristãos. E, principalmente, saber qual nosso objetivo, quem somos e qual nossa real função, enquanto embaixadores do reino de Deus. Nosso foco é nosso serviço ao reino de deus, do qual somos súditos. 

Dito isto, penso que Jesus não estaria nas manifestações, lutando contra o governo ou defendendo uma revolução comunista. Penso que Ele estaria mostrando ao homem como se libertar, não do jugo capitalista, mas da escravidão do pecado. Penso que estaria ensinando como conhecer a Deus e como alcançar a plenitude enquanto seus filhos. estaria curando, ressuscitando, servindo, amando. Isso não seria numa passeata, mas nos lugares onde as pessoas se reconhecessem como necessitadas de Deus. 

Respondo a pergunta inicial da seguinte forma: Jesus não foi um revolucionário como Robespierre, Chê, Lênin, Trotsky ou Mao Tsé Tung. Não propôs uma revolução política, social, ou um levante armado e a subversão do poder dominante. Mas propôs a rebeldia do homem contra si mesmo, contra o pecado e a corrupção inerentes ao gênero humano, e nos trouxe a maior e mais perene libertação de todas, levando o homem à plenitude, reconciliando-o com Deus. Neste sentido, Jesus foi sim o maior dos revolucionários, não podendo nem mesmo ser comparado a qualquer um dos homens acima citados ou qualquer outro.

Graça e Paz!


Fogo na Babilônia: os protestos e os protestantes!

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Ultimamente, temos visto uma série de protestos em todo o país. Nem sempre os atos são pacíficos, nem sempre são organizados e nem sempre dão em alguma coisa. No entanto, como cristãos, temos de saber qual deve ser nossa postura ante esses acontecimentos. Não acho que a Igreja deva se silenciar ou ignorar esses eventos, mesmo que tenhamos como bandeira revolucionária constante a transformação espiritual do ser humano.

Não podemos nos silenciar por dois motivos simples: 1) nós temos uma resposta aos anseios da sociedade: o fim da corrupção interior no ser humano, o fim de todo mal que fez com que a criação inteira ficasse aguardando com esperança que ela "há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus" (Romanos 8:21); e 2) a mudança interior reflete em uma mudança exterior, sabendo que, enquanto estamos no mundo, vivemos em sociedade e devido à transformação por que passamos ansiamos também por ver transformada a sociedade em que vivemos. Temos possibilidade de atuar em nossa sociedade para o bem dela, assim como Zaqueu, coletor de impostos, deixou de defraudar como resultado imediato do encontro com Jesus (Lucas 19:8).

É claro que nosso propósito final não é estabelecer um governo teocrático no mundo, liderado por pessoas cristãs, como alguns hoje pensam. Não. O Reino de Deus é o reinado de Deus na vida das pessoas, ou seja, a presença de Deus nas pessoas agindo nelas e as livrando da corrupção maligna, permitindo que elas possam viver de acordo com a vontade dEle. Assim, a atuação cristã no mundo não é a transformação em leis dos usos e costumes dos cristãos. Não vamos tomar os mandamentos bíblicos e torná-los leis. Essa não é a reivindicação dos cristãos. Isso já aconteceu lá para o povo judeu antes da vinda do Messias. Cristo já veio e já instituiu o modo de viver para o cristão (que é independente - e sempre será - de qualquer constituição, lei, medida, regime, ideologia, partido, sistema, ciência e o escambau), já instituiu o Reino de Deus na terra, reino que não tem fronteiras, cor, etnia ou denominação religiosa. Tem leis, mas estas estão escritas no coração de cada cidadão desse reino e não podem ser impostas por força ou violência, só podem ser tomadas voluntariamente como fruto da transformação interior de cada um pelo Espírito santo. Não podemos confundir as coisas. Podemos reivindicar muitas coisas, mas não podemos impor o evangelho por lei.

Devemos, sim, participar com consciência da mudança na sociedade em que vivemos, mostrando a mudança em nosso modo de viver e agir (ou seja, não participando da corrupção, do "jeitinho brasileiro", respeitando todas as leis de nossa sociedade - que não sejam contrárias aos nossos princípios cristãos, sendo referência moral para as pessoas à nossa volta, efetivando a justiça social independente de governos e autoridades - ou seja, "repartindo o pão", etc.). Tanto faz se você é contra ou a favor dos protestos, de como eles tem ocorrido ou de determinadas posições políticas. Nesse sentido, cabe a cada um a consciência a respeito de que posicionamento tomar. Devemos sim, participar, mesmo que seja através de outra perspectiva, mesmo que não vá às ruas, mesmo que não "saia do Face". Não podemos é fingir que nada está acontecendo, que já estamos no "outro plano" e nada temos a ver com o que acontece ou deixa de acontecer à nossa volta: seja o aumento na passagem ou o preço do tomate. Acredito que é importante se posicionar, mesmo que seja apenas para ser contra o que tem ocorrido.

No entanto, antes de tudo, temos é de por "fogo na Babilônia": símbolo máximo da corrupção humana, do auto-endeusamento, de toda maldade, malícia, frivolidade e injustiça. "Babilônia" que foi erigida em nossas almas e que precisa passar pelo fogo do Espírito e ser, de fato, desolada.

É certo que virão dias em que, mesmo os que lado a lado conosco hoje lutam por uma sociedade melhor, irão empunhar tochas, bombas de gás lacrimogênio, spray de pimenta e cartazes contra os cristãos. Isso é óbvio e esperado. Seremos o alvo da vez e seremos tachados como o "impedimento ao progresso" e os culpados pelo ser humano não ser, enfim, adorado como Deus, todo-poderoso como Deus, onisciente como Deus e auto-suficiente como Deus. Seremos o "mal" que impede a humanidade de divinizar-se e, por isso, os protestos serão contra nós. Até lá, porém, podemos sim atuar da melhor forma possível. Jerusalém foi destruída pelo Império Romano, mas nem por isso, Jesus deixou de multiplicar pães e peixes, curar cegos e paralíticos e de anunciar o arrependimento e vinda do Reino de Deus, esperança de regeneração para toda a humanidade. Enquanto protestamos, levamos a mensagem. Enquanto levamos a mensagem, protestamos. De qualquer forma, até o fim, devemos ser a diferença neste mundo.

OBLIVION


“ESQUECENDO-ME DAS COISAS QUE ATRÁS FICAM, E AVANÇANDO PARA AS QUE ESTÃO DIANTE DE MIM, PROSSIGO PARA O ALVO, PELO PRÊMIO DA SOBERANA VOCAÇÃO DE DEUS EM CRISTO JESUS.” FELIPENSES 3:14

O célebre narrador machadiano, Brás Cubas, depois de morto, resolve escrever suas memórias. Ao refletir sobre os seus cinquenta anos de idade, intitula o capítulo “OBLIVION” para tratar justamente sobre o ESQUECIMENTO. Brás Cubas que é muito dado à filosofia, faz elucubrações acerca do amor e da vida. Para ele, o amor acende a memória e empolga o leitor, mas o fim do amor, leva ao desinteresse pela continuação da sua história, pois aos cinquenta anos, sozinho, que coisas há de lembrar que faça também ao leitor não esquecê-lo? Entretanto, tudo isso é apenas artimanha desse narrador sagaz, pois ao fazer o leitor pensar que nada mais vale a pena lembrar a essa altura da vida, na verdade, incentiva o leitor a lembrar do que deveria, supostamente, esquecer. Que sutileza, não? É o que se denomina ironia, a figura de linguagem que diz uma coisa querendo dizer outra, instaurando a ambiguidade e a pluralidade de sentidos.
            Diante disso, o leitor chega a um impasse - lembrar ou esquecer? Mais ainda, do que lembrar e do que esquecer? Brás estava recordando uma vida vazia, da qual nenhum fruto colheu, nem profissão nem casamento, não deixou nenhum legado à humanidade (outra ambiguidade: não legou filhos, mas escreveu um romance). Entretanto, ao invés de esquecer, ele preferiu rememorar tudo. Então, será que ele quer mesmo que o leitor interrompa a narrativa neste capítulo e esqueça tudo? Acho que não. Ele tinha um propósito bem definido, mas cabe ao leitor encontrar também o seu propósito na leitura, assim como em tudo na vida.
            Outros grandes personagens da literatura se encontraram nesse impasse. Podemos citar Ulisses. Em sua viagem de volta à Ítaca enfrentou pelo menos por três vezes o impasse lembrar ou esquecer. Logo no início de sua história, ancora em uma costa desconhecida, envia tripulantes para investigar a ilha. Estes demoram a retornar, então ele mesmo vai buscá-los e os encontra embriagados de esquecimento, saboreando o fruto de lótus. Noutro episódio, ele chega ao palácio de Circe, onde seus homens são transformados em porcos e perdem a memória da pátria. Ao sair para ajudá-los, Hermes, mensageiro dos deuses, alerta Ulisses e concede-lhe um antídoto, com o qual Ulisses salva seus homens e a si mesmo. Por fim, a deusa Calipso tenta fazê-lo esquecer da esposa Penélope, através do amor. Outra vez o amor. Entretanto, após sete anos nesse engodo, Zeus novamente envia Hermes, que fala a Calipso para liberar Ulisses.
            Do mesmo modo que Ulisses, vivemos a “odisseia” diária de lutar contra o esquecimento. Mas de qual esquecimento? Do esquecimento de Deus! O mundo está cheio de artimanhas, como a narrativa de Brás Cubas, que parecendo nos levar por um caminho, em verdade, nos está desviando para outro. As coisas do mundo às vezes nos iludem. Pensamos que são boas, vamos achando todo tipo de pecado normal, nos acomodamos ao ritmo alienado da maioria, e esquecemos que somos diferentes, que não somos deste mundo. Ao esquecer isto, estamos nos esquecendo do nosso Deus e do compromisso de vida santa que devemos buscar aqui na Terra. Além disso, ficamos a saborear o fruto de lótus, que pode ser riquezas, comodidade, vida fácil. Ou até mesmo o amor, o amor por essas coisas, o amor impuro, o amor doentio, como o de Calipso, ou o amor vazio, como o de Brás Cubas, que nos prendem numa vida farta de ausências, sem sentido.

            Portanto, precisamos lembrar e esquecer: lembrar de Deus e esquecer do pecado. E, lembrar do pecado para não esquecer de Deus!

A tragédia de Macbeth

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Estou finalizando a leitura da peça Macbeth, de William Shakespeare. É uma tragédia fantástica, que merece ser lida. Conheci a história primeiro por meio de um filme de 1971, dirigido por Roman Polanski (ótima adaptação) e, desde então, estive procurando uma oportunidade para ler o texto. Agora, já no fim da leitura, o que mais me chama atenção em Macbeth, é a ambição sem limites que gera a derrocada da personagem principal.

Imagine isso: um lorde com terras, bens, vitorioso em batalhas, com bons amigos e primo do rei. Bem, imagine, então, que além das terras de herança, este lorde receba também terras de outro lorde, considerado traidor e, por isso, destituído de suas terras. Imagine que, como bônus, você conta com a amizade do rei, que o tem em alta conta e todos os seus amigos também o estimam bastante. Poxa, massa, né? Não dá pra querer nada além disso, não é mesmo? Pois é, só que não! Representando a ambição sem limites do ser humano, Macbeth se corrompe por causa de uma "profecia" dita por três bruxas.

As bruxas haviam dito a Macbeth que ele se tornaria lorde de outras terras, que não as suas, e depois viria a ser rei. Após a comprovação de que se tornara lorde de outras terras, a obsessão pelo cumprimento da profecia que o faria rei o dominou e ele, então, "fez" com que a profecia se cumprisse matando o primo, seu rei. Por causa disso e pela desconfiança constante, ele passa a buscar a morte de qualquer um que possa representar um perigo ao seu reinado e se apoia em novas profecias das bruxas para se garantir no trono.

O fim de Macbeth é trágico e me fez pensar em o quanto o ser humano pode ser idiota. Por mais que tenhamos, sempre queremos mais e vamos nos enfiando na lama da ambição sem necessidade. Macbeth não precisava cometer crimes para se tornar bem sucedido: ela já tinha alcançado muitas coisas! Quantas vezes não conseguimos enxergar o quanto já somos "ricos" na Graça de Deus? Quantas vezes não reclamamos de barriga cheia? Quantas vezes não vemos que temos tudo o que precisamos e ainda mais? Mas o ser humano é sempre insatisfeito e deseja mais e mais e mais...

Não levamos em consideração os conselhos de Paulo a Timóteo:

Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. (1 Timóteo 6:7-10)

Algumas vezes, nos iludimos com desejos sem sentido, correndo atrás de coisas de que não precisamos. Queremos um PC melhor, um console de video-game melhor, um notebook melhor, um smartphone melhor, um tablet, um carro... ou então, queremos trocar nossas "coisas" em um sentido pior: uma namorada "melhor", pais "melhores" ou amigos "melhores". Parece a síndrome de Adão e Eva, que no paraíso, no meio de tudo de melhor, no meio das melhores possibilidades, quiseram a única coisa proibida. Se tivessem parado para observar tudo que já tinham e onde estavam, talvez não tivessem caído na besteira de jogar tudo para o alto, principalmente a intimidade com Deus, por causa de uma ideia vaga de futuro.

Meu desejo é que eu possa estar contente com o que tenho e se for para estar insatisfeito com algo que seja com meu relacionamento com Deus. Que minha ambição seja de buscá-lo cada vez mais e de estar mais próximo dEle. Que eu possa desejar de todo coração agradá-lo, pois a alegria dEle comigo será minha maior recompensa. Que eu possa deixar de lado a influência maligna que quer me levar para a estrada da perdição e caminhar com serenidade, sabendo que Deus é meu provedor, no Caminho da paz. 

NÃO OLHE PARA TRÁS!



Dizem que é bem melhor ouvir uma frase afirmativa do que uma frase negativa. Desse modo teríamos o seguinte título: Olhe para a frente! Mas que diferença de sentido essas frases realmente produzem? Há quem diga que o “não” aguça o desejo pelo proibido, enquanto a afirmação positiva impulsiona ao cumprimento da indicação direta, mesmo que ela significa uma proibição. Por exemplo, “amar ao próximo” implica dialeticamente à negativa “não odeie o próximo”. Acredito que há questões filosóficas e até linguísticas que estenderiam essa discussão com embasamento mais profundo. Entretanto, a minha reflexão, embora tome esse ponto de partida, não se fixa nesse problema. O que eu quero pensar mesmo é sobre como facilmente desviamos nosso olhar daquilo que realmente importa! Já percebeu que fazemos isso o tempo todo? Nas coisas mais simples. Vejamos, quando estamos trabalhando, reclamamos porque o trabalho é difícil e o salário é baixo, esquecendo-nos de agradecer pelo trabalho e pelo salário que garante de alguma maneira nosso sustento. Ao invés de olharmos para o dia pesaroso de trabalho, deveríamos olhar para o dia de amanhã, que pode ser diferente, basta termos fé e investirmos num novo trabalho, ou numa qualificação maior para subir de cargo, em suma, uma atitude diferente.
Pois é, deixamos de ver o que está bem à nossa frente para nos prender em coisas que nos arrastam para trás. E agindo assim, nos apegamos a objetivos e sonhos já frustrados, porque nos fazem ficar acomodados e inertes. Assim como aconteceu com a mulher de Ló, que ao olhar para trás se tornou uma estátua de sal, paralisada e sem consistência, sem esperança, sem vida!
Esse fato me lembra de um mito – a história de amor de Orfeu e Eurídice. Orfeu perdeu a sua amada e teve a chance de ir buscá-la no Hades. Tinha apenas que cumprir a condição de não olhar para trás para ver se sua mulher estava mesmo lhe seguindo até a saída do Hades. Mas no finalzinho do caminho, ele dá uma espiadinha e vê sua mulher se tornar novamente um espectro e ser levada de volta ao Hades. Que tristeza! Perder a amada duas vezes porque não conseguiu seguir em frente, olhar para frente, se desapegar do medo de perdê-la outra vez! Precisamos deixar para trás o que ficou para trás e seguir olhando firmemente para Cristo, pois Ele nos aponta a direção certa e não precisamos nos apegar a nada mais do que a nossa fé nEle! Não devemos nos conformar com a vida neste mundo, não devemos nos moldar ao jeito de viver deste mundo, nos apegando às coisas passageiras deste mundo; mas devemos olhar para Cristo e não olhar para trás, para a nossa vida antes de Cristo, quando éramos murmuradores, egoístas e sem amor. Deus quer que olhemos para as coisas espirituais com os olhos da fé, e não para as coisas materiais, ainda que elas pareçam boas como alguém que amamos ou uma vida confortável sem muitas responsabilidades. Nada deve ser mais importante para nós do que olhar para Cristo!
Não deixemos que um simples “não” nos impeça de enxergar o grande “SIM” que Deus nos promete: Sim, você estará comigo no Reino dos Céus!

A quarta parede

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Os gamers de plantão devem conhecer a expressão "romper a quarta parede" muito utilizada para se referir aos games que interagem com o jogador e que revelam a ficcionalidade do próprio jogo (o jogo se revela como jogo e não como algo da realidade material). Para explicar melhor o que isso quer dizer trouxe a imagem abaixo, extraída do filme Spaceballs (Spaceballs: S.O.S., tem um louco solto no espaço, no Brasil). A imagem captura um momento do filme em que os personagens decidem assistir ao filme Spaceballs (de que fazem parte) para saber onde os fugitivos estão, pois eles não conseguem detectar pelo radar. Então, o oficial pega uma cópia do filme e passa na TV e termina passando o vídeo no exato momento em que eles estão olhando o filme dentro do filme, causando um efeito infinito e revelando que o filme é um filme e não pretende ser real (diferente daqueles filmes que "são feitos" com câmeras escondidas ou através de gravações encontradas).

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A ideia da quarta parede surgiu no teatro italiano, que buscava dar maior efeito de realidade à encenação artística. O palco, assim, passou a ser construído em forma de "caixa" de forma a se distinguir do local do público e foi "cercado" por três "paredes" e onde seria a quarta ficou um espaço aberto, para que a platéia possa ver o espetáculo, como de uma janela. No entanto, para as personagens na peça teatral é como se houvesse uma quarta parede no local onde está o público e, assim, se cria a ilusão de realidade da peça. (Veja na imagem abaixo a ideia do palco e da abertura no local onde seria a quarta parede).

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O efeito de "romper a quarta parede", então, é quando os atores interagem com o público, revelando que, de fato, não existe uma quarta parede e que a peça não é uma cena da vida real, mas apenas uma criação artística. Da mesma forma, esse efeito ocorre em jogos de videogame, em filmes, em livros, etc. Rompe-se com a distância entre a obra de arte e o expectador, aumentando a interatividade e a co-participação do expectador na criação artística.

O.k., que legal, mas por que escrever sobre isso? Bem, estive pensando no relacionamento de Deus comigo e de como Ele anseia em "romper a quarta parede".

Assim como os italianos, nós criamos esse palco e essa distância entre Deus e a humanidade. Por causa de nosso pecado, Deus, o diretor, roteirista e produtor da grande peça "O Ser humano", foi relegado à platéia e deixado de lado para ver como nós mesmos encenaríamos nossa história. No entanto, Deus não é do tipo que fica sentado vendo "o circo pegar fogo". Não, ele sabia o que fazer para retomar a peça ao script inicial: ele colocou seu filho no elenco e deu a ele o roteiro original em que ele é o protagonista. Por isso, Jesus veio, rompendo a quarta parede e nos mostrando como a peça deveria seguir, mostrando que existia um outro roteiro para o homem e que agora, todos que quisessem poderiam ter suas vidas dirigidas diretamente pelo Diretor e roteirista do universo. Bastava apenas jogar fora o roteiro adulterado e seguir o roteiro original.

Agora, o Diretor tem livre acesso ao palco, por causa do Filho. E todos os que quiserem podem se deixar ser dirigidos por Ele. E é isso que quero fazer. Quero a cada dia deixar de lado esses rascunhos mal escritos por mim mesmo e quero seguir o roteiro original da peça de Deus. Quero deixar de lado minhas pretensões e deixar que Jesus seja o protagonista de minha vida. Quero agir como ele age para assim ter a melhor performance possível. Quero aprender verdadeiramente a ser um ser humano como Deus me planejou para ser.

Posso improvisar e seguir um script diferente se quiser. Posso fingir que existe uma quarta parede e que minha vida se resume a esse palco, que chamamos de mundo. Mas não é isso que quero. Quero permitir que Deus entre nesse palco e mude minha atuação. Quero que Ele conduza meus passos e o meu agir. Quero deixar de seguir meus rabiscos e quero dar vida à plenitude por Ele criada no roteiro para o ser humano. Que eu possa, de fato, permitir todos os dias que Deus rompa a quarta parede de minha vida e tenha livre acesso ao meu interior. Amém!


Encarando nosso inimigo


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Quando assisti pela primeira vez a Star Wars Episódio V: O império contra-ataca, fiquei sem entender a cena em que Luke entra na caverna em Dagobah e enfrenta um suposto Darth Vader. Ainda mais quando ele "corta a cabeça" dele e, quando a máscara do capacete explode, e então aparece o rosto do próprio Luke. Na hora, não fez sentido e eu fiquei pensando: "Oxe, mas o que foi que aconteceu?".

Hoje, entendo a cena e nunca fez tanto sentido. Pra mim, a lição não é que "o mal está dentro de nós", mas sim que nós podemos nos tornar exatamente aquilo contra o que estamos lutando. Basta para isso, usar dos mesmos meios, lutar com as mesmas armas, trilhar o mesmo caminho ou alimentar as mesmas expectativas.

Podemos nos surpreender com a visão de nos tornar exatamente aquilo que não queríamos ser. É como na tragédia de Édipo: quanto mais tentamos fugir de nosso "destino", traçando nosso próprio curso, mais entramos de cabeça nele. Todo esforço será inútil, pois o problema parece residir dentro da gente.

Interessante são as duas coisas que Mestre Yoda fala para Luke antes que ele entre na caverna. Primeiro, quando Luke pergunta o que tem lá dentro, Mestre Yoda responde: "Só o que você levar com você". Depois, quando Skywalker está se preparando para entrar, ele avisa: "Deixe suas armas, você não precisará delas", mas, ainda assim, o jovem aprendiz leva o sabre de luz.

Aquilo que levamos conosco e que pode nos tornar maus são nossos medos, nossas pretensões, nossas auto-justificações, nossa falta de humildade e nossa ganância. As armas que temos contra essas coisas não vem de nós mesmos, pois o doente não pode curar a si mesmo com seus próprios meios, com suas habilidades, com seus esforços e suas melhores intenções. É preciso uma intervenção externa, alguém que já superou e venceu tudo para nos ajudar.

Para encarar o inimigo de frente, o inimigo que alimentamos e que ajudamos a crescer em nós, é preciso ter alguém mais forte conosco. No caso de Luke, ele deveria confiar na Força e não em suas próprias habilidades ou pretensões. Se fosse guiado pela Força, ele não cairia no erro de atacar com ódio o Darth Vader da caverna. Em nosso caso, a Força é Cristo, aquele que venceu o mundo e por meio de quem todas as coisas foram criadas e o qual sem ele nada se fez.

Que eu possa confiar mais em Cristo, a verdadeira Força, e menos em mim mesmo e em minhas forças. Que eu possa me livrar de tudo que possa me fazer me tornar aquilo que detesto, contra o qual luto, pois essa seria minha pior derrota. Que eu possa encarar os inimigos de minha alma sabendo que não tenho forças para vencer, mas que maior e mais forte é aquele que está comigo. Amém!

Escolhas

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Todos se lembram do clássico de Ficção Científica "The Matrix". Pra mim, e para muitas outras pessoas foi um marco no cinema e em filmes de sci-fi. Matrix (título no Brasil) me fez pensar em muitas coisas e, entre elas, nas escolhas que fazemos.

Primeiro, vemos que Neo se sente incomodado com algo que sequer sabe explicar direito. Ele sabe que há algo de errado no mundo, como se estivesse em uma prisão sem grades, mas não sabe explicar do que se trata. É então que surge a possibilidade de mudar algo em sua vida. Trinity e Morpheus não lhe dão muitas explicações sobre o que é a Matrix, essa "coisa" que está em tudo e todos e que é, ao mesmo tempo, essa prisão sem muros. No entanto, para se libertar dela, ele precisa fazer uma escolha: tomar a pílula vermelha.

Após essa decisão, ele descobre o que de fato é a Matrix: um sistema criado pelas máquinas para cultivar seres humanos e utilizar a energia produzida pelo corpo humano para manter as máquinas em funionamento. Apesar dessa escravidão forçada e terrível, vivendo em cápsulas, podemos até ver que o que as máquinas proporcionaram à humanidade não era lá tão ruim assim: os seres humanos viviam em uma realidade virtual em que o mundo seguia do jeitinho que era antes da grande revolução de IA, eram alimentados, bem cuidados (afinal, as máquinas não queriam perder suas preciosas fontes de energia) e ainda era mantida a possibilidade de procriação, artificial, é claro, mas, ainda assim, os seres humanos se mantinham como espécie.

Absurdo? Quem quer viver uma realidade assim? É, concordo com vocês, o ponto chave é esse: quem quer viver uma realidade falsa, em que não há escolhas de fato e você vive uma ilusão criada por computador? Pois é, essa é a chave para aquilo que me chamou a atenção em Matrix. Não se trata apenas de lutar contra as máquinas porque elas nos subjulgaram. Não, trata-se de libertar as pessoas da Matrix para que elas possam ter de novo o poder de escolha.

É disso que se trata o evangelho de Cristo também. Os cristãos, verdadeiramente cristãos, sabem que, aparentemente, esse mundo tem muita coisa boa: você pode ser uma boa pessoa sem ser cristão, pode também ser bem sucedido, alimentar-se, ter saúde, reproduzir-se, achar alguém legal que goste de você ou realizar todos os seus sonhos. O evangelho de Cristo não está focado nessas coisas. Não sou cristão porque isso me faz ser bem sucedido, ser saudável, achar alguém legal, ou me garante que meus sonhos serão realizados. Deus é bom e pode me ajudar em muitas dessas coisas, mas esse não é o foco.

O foco é que não temos liberdade. Não podemos escolher outra coisa que não seja o que existe na Matrix. A Matrix para os cristãos, é a ordem desse mundo caído, aquilo que chamamos de pecado. O pecado é aquilo que nos escraviza e nos mantém fora da realidade, fora do propósito de Deus para os homens. Em si, o pecado não parece ruim, afinal, quando você mente e consegue algo bom com isso, não é legal? Ou quando roubamos e conseguimos algo que queríamos, não parece tranquilo também? De fato, o pecado nos dá um falsa realidade, nos dá falsas expectativas: poderemos possuir coisas que realmente não são nossas, poderemos dizer coisas que não correspondem aos fatos, poderemos fingir ser coisas que não somos.

O evangelho de Cristo vem para nos libertar da Matrix do pecado. Ele não vai nos levar para um paraíso aqui e agora, mas temos a esperança de chegar em Zion e ver as coisas como realmente são e não as criações ilusórias do sistema desse mundo. Quando pecamos, só estamos reforçando o que é falso, o que não é verdadeiro, aquilo que não é o normal ou natural para os seres humanos, mesmo que, como os humanos nas cápsulas dos campos de cultivo, possamos "viver" nessa ilusão. O evangelho não veio porque os seres humanos não tinham como comer, trabalhar, se relacionar, se reproduzir. Não foram essas as escolhas que o evangelho nos trouxe. O evangelho nos trouxe a possibilidade de ver além desse básico e de, mesmo com as dificuldades da vida fora da Matrix, nos dar a perspectiva da vida verdadeira, fora de tudo que é falso, ilusório ou anti-natural: que o ser humano poderia ter a escolha de ser eterno com Deus.

A agenda

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Três meses já se passaram desde o início do ano e lá vou eu escrever um post com o título de "A agenda". Parece um tanto ultrapassado, não é? Confesso que não é um título muito chamativo a esta altura do campeonato, mas vamos lá...

Quem é organizado e responsável já está usando bem a agenda 2013 que comprou, provavelmente, no fim de 2012. Os compromissos marcados, as despesas controladas, os aniversários devidamente listados e todas as obrigações anotadas e riscadas diariamente. A agenda é um sistema simples e prático de se organizar e conseguir alcançar objetivos, é uma forma de não esquecer o que queremos lembrar (óbvio) e de nos manter sempre nos preocupando com o que é mais importante ou urgente.

Confesso que não consigo usar bem minha agenda. Todo ano ganho ou compro uma e termino usando pouco ou mal. Não a olho todos os dias e nem anoto tudo nela, sempre confiando na minha memória. O resultado é óbvio: não sou uma pessoa muito organizada. Sempre esqueço alguma coisa (inclusive, de anotar as coisas na agenda).

Gostaria de ser mais organizado e manter uma agenda sempre atualizada e riscada, mas não tenho tido sucesso. Queria poder me manter sempre bem orientado sobre os meus compromissos e deveres, para nunca deixar de lado o que tenho pra fazer, mas sempre esqueço da minha agenda. Porque agenda, hoje em dia, é mais do que um caderninho de anotações diárias, representa suas prioridades, aquilo que você gasta tempo e esforço fazendo. Tanto isso é verdade que temos as denominações de "Agenda reptiliana", para os esforços dos reptilianos em tornar seu domínio na Terra efetivo; ou a denominação "Agenda Gay" para os esforços dos homossexuais por seus objetivos.

Pensando assim, até mesmo eu, que não uso bem minha agenda de papel, tenho uma agenda. Agenda é algo que nos mantém ocupados. Agenda é aquilo que determina o que há de mais importante para se fazer, pensar ou agir. Agenda não é apenas algo fora de nosso corpo, mas é algo que existe em nossa mente. É aquilo que pensamos em fazer e fazemos. Aquilo que nos programamos para cumprir e cumprimos. Agenda é tudo que nos vem a mente constantemente. Agenda é aquilo em que pensamos o dia inteiro (não importa se é de segunda a sexta ou nos fins de semana). Agenda é aquilo que nunca esquecemos.

A Bíblia também fala de agendas. Como? Ué, falando daquilo que ocupou diariamente alguns grupos, ou que ocupa o dia a dia de seres espirituais. Sabemos de algumas agendas, entre elas a do Diabo, o inimigo das almas de todos os seres humanos:

"E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite." (Apocalipse 12:10)

Ou a agenda dos quatro animais que estão diante de Deus:

"E os quatro animais tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir." (Apocalipse 4:8)

Ou a agenda dos bereanos quando Paulo e Silas apresentaram o evangelho de Jesus a eles:

"Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim." (Atos 17:11)

Essas agendas nos mostram aquilo que existiu/existe como prioridade para cada grupo ou ser. Aquilo que eles fizeram/fazem diariamente. Aquilo que não escapou/escapa das mentes e da memória deles.

Em tempos de tantas agendas, responsabilidades, obrigações, discussões e desafios, precisamos nos manter atentos ao que realmente importa, ao que é mais urgente e o que realmente precisamos fazer. Eu estava procurando uma dica para me manter sempre atento à minha agenda e consegui uma, a agenda que Paulo passa a Timóteo:

"Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério." (2 Timóteo 4:1-5)

Acredito que esse é o dever de todo cristão, de todos os que crêem em Cristo Jesus. Nossa agenda deve sempre estar preenchida com o Reino de Deus. E quando digo isso não estou dizendo que temos de estar no "templo" ou no prédio que chamamos de igreja todos os dias. Não, digo que o Reino de Deus deve estar presente em tudo o que fazemos: levando o evangelho às pessoas, respondendo, exortando, corrigindo, sofrendo as aflições, sendo sóbrios e cumprindo com nossas obrigações.

Minha agenda não tem sido assim. Preciso corrigí-la, cortar as coisas supérfluas e dar prioridade ao que é realmente importante. Existem muitas agendas possíveis de ser adotadas ou de ser escritas, mas quero me dedicar àquela que é mais importante, que, inclusive, abrange muitas outras. Espero que você também revise sua agenda. O ano está no início, ainda dá pra rever algumas prioridades e o tempo que você tem gastado com algumas atividades, ideias ou planos. Inclua em sua agenda o que é mais importante, assim como eu estou tentando fazer também. É tempo de mantermos nossa mente e tempo ocupados com o que realmente importa, com aquilo que irá transformar não só nossa realidade, mas a realidade do mundo todo. É tempo de agendar caminhadas diárias com Jesus, de tomar café com o Espírito Santo e de ter uma reunião com a galera e levar Deus para conhecê-los. Cumprindo esses compromissos teremos muito mais tempo: a vida eterna.

Continue?

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Já que estamos falando de games, ou pelo menos de um filme que fala de games...

Quantas vezes não nos deparamos com a tela "Game Over"? Pois é, a vida de gamer não é fácil. Até que consigamos "zerar" o jogo podemos passar por muitas telas "Game Over". O bom é que normalmente, logo em seguida, aparece a tela "Continue" e podemos voltar com tudo pro jogo.

É claro que se fizermos exatamente o mesmo que fizemos da última vez o resultado será óbvio: outro "Game Over". A parte boa de um "Continue" é mudar a forma como jogamos, é mudar nossa estatégia de jogo. Precisaremos, com isso, refletir naquilo que fizemos de errado, repensar o que foi que faltou para vencermos e tentar, desta vez, fazer algo melhor.

Ah! Como seria bom se na vida real fosse assim...

E muitas vezes é! Afinal, sua vida não acabou (suponho que apenas vivos leiam o Blog da Fraternidade Lambda) e se você ainda tem "Life" pode fazer muitas coisas diferentes. Cada dia é como se nos fosse dada uma nova oportunidade. Não poderemos apagar o passado, mas poderemos sempre mudar a forma como vivemos e agimos. Quando Cristo atua em nós e muda nossa consciência acontece o que Paulo disse em 2 Coríntios 5:17:

Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.

Tudo se torna novo porque podemos, enfim, sair da falha cíclica que nos leva a sempre agir errado e ver a tela "Game Over" em nossa vida sentimental, profissional, social, mas principalmente, espiritual. Em Cristo temos a possibilidade de enfim, mudar nosso curso de ação e aproveitar melhor as novas oportunidades que surgem.

Isso não implica dizer que será mais fácil "zerar". Isso apenas quer dizer que Cristo nos garantiu o "Continue Infinito" que nos permitirá sempre uma nova chance, a oportunidade de mudarmos nosso forma de agir, nossa estratégia de vida. Está cansado de como sua vida espiritual está caminhando? Ou não entende o porquê da constante sensação de fracasso? Bem, talvez você precise apenas reformular sua forma de agir e receber, gratuitamente, o "Continue Infinito" de Cristo em sua vida. Assim, mesmo falhando em "passar de fase", você sabe que irá aparecer a tela "Continue" ou "Try again" e você volta novinho em folha pro início da fase podendo fazer as coisas de forma diferente.

Com isso, cabe a você decidir se vai deixar as coisas seguindo em "Game Over" ou se não vale a pena seguir essa nova estratégia e apertar o botão de "Continue".

Cumprindo o seu papel

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Há muito tempo que queria escrever aqui e as inúmeras atividades me impediam, mas já que consegui um tempo emprestado é melhor eu aproveitar!

Assisti, faz algum tempo, o filme Detona Ralph que, apesar de algumas coisas estranhas como o código dos vilões ("Sou mal, mas isso é bom", etc.) pode nos ajudar a entender um pouco sobre estarmos satisfeitos com nosso papel e nossa função no corpo de Cristo.

No filme, o vilão (que é o herói do filme) chamado Ralph, cansa de ser o "cara mau" do jogo de video-game e quer ganhar uma medalha como um bom "herói". Daí, ele sai do jogo dele e entra em outros jogos para tentar ganhar um prêmio e "salvar o dia". Por causa disso, o jogo de que ele faz parte não "roda" mais do mesmo jeito e termina correndo o risco de ser desligado de vez.

Ralph fica cansado de não ser bem aceito pelos personagens do seu jogo e parte em uma aventura por outros jogos, desempenhando outras funções, para tentar adquirir o reconhecimento dos outros, assim como os heróis recebem quando executam bem suas tarefas. No entanto, a única coisa em que Ralph é bom é em destruir as coisas, ou seja, em "detonar" tudo. Por isso que ele é o vilão no jogo de que faz parte e é esse o papel dele e sua função.

Quando assisti o filme, percebi apresentado na tela aquilo que Paulo nos diz em 1 Coríntios 12:12-18:

Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito. Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo? E se a orelha disser: Porque não sou olho não sou do corpo; não será por isso do corpo? Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfato? Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis.

Durante algum tempo não aceitei bem minhas habilidades. Não achava que tinha qualquer dom especial, ou função importante. Nunca aprendi a cantar bonito, e assim nunca fiz parte do "Grupo de Louvor" na igreja; também não tenho muito jeito em me expressar em público, e, por isso, nunca fui um orador interessante. Sempre desempenhei algumas atividades menos prestigiadas, tanto na igreja, quanto fora dela. E por algum tempo, achava que não era bom em nada.

Mas, aos poucos, descobri que tenho sim algumas aptidões e habilidades (mesmo que não sejam excepcionais). Consigo escrever razoavelmente bem, ser um bom estudante de Literatura e apreender conhecimento com facilidade. Desenvolvo bem algumas atividades manuais que exigem muita acuidade e consigo consertar um problema no PC com mais facilidade que a maioria dos que estão à minha volta. Consigo ter paciência quando ninguém mais parece ter e consigo falar menos do que escuto.

Podem não ser habilidades de grande repercursão ou muito "importantes", mas sei que elas tem o seu lugar. Comecei a perceber que cada uma dessas coisas tinha seu momento de importância e faziam diferença na vida das outras pessoas (mesmo que eu mesmo não as considerasse grande coisa). No entanto, se eu apenas quisesse desenvolver habilidades que achasse bonitas nos outros, quem executaria as minhas habilidades?

Não digo que não devemos acrescentar à "configuração original" alguns "upgrades" e funções extras. Nem que não precisamos nos transformar em relação a algumas coisas (nada de "Ser mal é bom". Não confundam as coisas!). Não, é necessário crescer e se aprimorar; é necessário reconhecer o que temos de bom e o de ruim e devemos usar nossas habilidades para o nosso bem e o dos outros ao nosso redor. Mas não devemos forçar nosso "equipamento" a desempenhar uma função que ele não está configurado para realizar. O pé não pode ser mão. O olho nunca será ouvido. Cada um tem seu papel e função e todas elas combinadas é que tornam o corpo um corpo.

Por isso, digo: fique feliz com suas aptidões e habilidades, mesmo que elas não sejam as mais aplaudidas ou valorizadas. Saiba reconhecer aquilo em que você é bom e aquilo que você é capaz de fazer, mesmo que pareça "pequeno" e "sem importância". No devido tempo e nas circunstâncias certas, você perceberá que essas habilidades serão necessárias e farão diferença na vida de outras pessoas.

EM QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO?




Pessoal, eu não sou capaz de conhecer os pensamentos de ninguém, a não ser os meus próprios. E sabe de uma coisa, eles nem sempre são bonitos, alegres e edificantes. Pois é, muitas vezes me deixo contaminar pelos pensamentos destrutivos da inveja, da raiva, do orgulho, da mentira, cito estes, dentre outros, que talvez passem de vez em quando pelas mentes de vocês também. Contudo, o mal verdadeiro está além de pensarmos nessas coisas, está em alimentarmos estes pensamentos e, assim, deixar que eles controlem também nossas palavras e ações.

Hoje, mais cedo, assisti a uma matéria, apresentada no telejornal Record News, sobre a diferença entre mania e TOC (transtorno obsessivo compulsivo). Enquanto a mania é algo comum, que quase todos têm, como pequenos hábitos ou gostos cultivados no dia a dia. O TOC, por outro lado, é considerado uma doença psicológica, que o ser humano pode desenvolver em qualquer fase da vida. Nesse caso, ele leva ao extremo a mania, fazendo com que certo hábito ou gosto se transforme no centro da sua vida, porque se instaura em sua mente e fica a repassar a mesma mensagem como uma vitrola quebrada. Alguns têm isso com números, sujeira e simetria dos objetos, por exemplo. Mas, o pior de tudo é a ansiedade que isto causa, incitando a pessoa a viver em estado permanente de tensão, a qual não se alivia enquanto não for executado o pensamento fixo.

Comecei a refletir, então, o quão perigoso é alimentar os pensamentos ruins que desejam se alojar em minha mente. Podemos causar danos não só físicos mas também espirituais sérios com essa conduta. Não precisamos disso para nós, pois nosso Deus é o Deus de toda maravilha, grandeza e poder! NEle só há beleza, amor e alegria! Se for isto o centro de nossos pensamentos, o nosso Deus e as coisas que a Ele pertencem, cultivaremos apenas boas manias: louvor, adoração, estado de paz!

Conquanto não seja fácil pensar todo o tempo nas coisas do alto, precisamos nos exercitar na escolha que fazemos daquilo que iremos ver, ouvir e conversar a cada momento do dia, procurando, sempre, através dessas escolhas e dos nossos sentidos, estar trazendo à mente apenas “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama” (Filipenses 4:8). Dessa forma, “a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os vossos (nossos) corações e os vossos (nossos) sentimentos em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:7). Somente em Deus encontraremos a fonte de todo o bem e de tudo o que vale a pena encher nossa vida!

Nesse exercício diário, pessoal, seremos derrubados algumas vezes, permitindo a entrada de pensamentos nocivos, porque somos falhos e as tentações são muitas. Entretanto, do mesmo modo que Atenas está sempre pronta para ressuscitar seus cavaleiros – no jogo Cavaleiros do Zodíaco, play 2 -, Deus está sempre pronto a nos conceder pensamentos maravilhosos. Mas para que os cavaleiros de Atenas sejam ressuscitados, o jogador precisa esfregar os polegares em todas as teclas do controle com bastante insistência; assim, para conseguirmos alcançar esses pensamentos maravilhosos de Deus, precisamos nos voltar para Ele com insistência, buscar mesmo com afinco a concentração em algo bom, em algo edificante e proveniente do Senhor. Somente fixando as nossas mentes em Deus, Sua Palavra e suas Obras, é que teremos pensamentos saudáveis e manias felizes!

Invista em suas paixões

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Inicia-se um novo ano e, como sempre, temos aquelas ideias e inquietações sobre o que vamos fazer, que planos vamos realizar, que projetos merecem mais nossa atenção. De uma forma ou de outra, sempre ficamos com uma ideia de recomeço. Isso, ao meu ver, é muito bom, porque podemos nos reavaliar com base no ano anterior e assim pensar o que devemos mudar em nossas vidas.

É natural que os planos, sonhos e velhas paixões venham a tona e ocupem nossas mentes. Paixões e sonhos que, muitas vezes, estavam guardados ou esperando um melhor momento para que pudéssemos dar vazão a eles. Particularmente, neste novo ano, tenho pensado muito em investir nos meus sonhos e paixões guardados. Independente daquilo que venha a fazer (doutorado, concursos públicos, etc.), quero dedicar tempo e atenção às minhas paixões que estavam a muito tempo "de molho".

Não tenho muitas paixões, mas as que tive e tenho são fortes e sei o quanto me é prazeroso desfrutar delas e cultivá-las. Quem já se apaixonou sabe o quanto a paixão é envolvente e cheia de energia (falo paixão não apenas em relação a uma pessoa, mas em relação a gostos pessoais também, como a paixão por livros, por música, por um esporte ou por sua profissão). A paixão é como uma explosão, uma bateria novinha que mal precisa ser carregada, um impulso ladeira abaixo.

Acho que Deus colocou a paixão no ser humano com um propósito. Acredito que a paixão não deve ser vista apenas naquela velha concepção de algo efêmero, passageiro e pouco confiável. Já pensei muito assim. No entanto, vemos que a paixão pode ser o estopim para grandes amores. A paixão é natural e espontânea e com o tempo pode acabar, mas, se cultivada com carinho, pode se transformar em um caso de amor maravilhoso, que durará a vida inteira.

Convido você a cultivar sua paixão neste ano. Investir tempo em seus sonhos que já estão empoeirados por estarem guardados a tanto tempo. Aqueles prazeres bobos ou singelos que trazem um sorriso ao seu rosto só de lembrá-los. Acredito que Deus usa nossos gostos pessoais para o cumprimento da vontade dEle também. Ou você acha que seus gostos pessoais, por mais corriqueiros e comuns que sejam, não fazem parte daquilo que o torna tão especial e único para Deus? Suas paixões e sonhos também fazem parte daquilo que Deus pensou para você, daquilo que o torna único no corpo de Cristo.

Por isso, acredito que nossas paixões, interesses pessoais, sonhos e desejos podem servir, além do nosso prazer, para a glória de Deus, como está escrito: "Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus (1 Co. 10:31)". E nesse sentido, qualquer projeto ou plano que traçamos para este ano deve ter essa meta.

Quando nos apaixonamos realizamos as coisas por prazer, com entusiasmo, sem medir esforços. É esse tipo de atitude que faz diferença no mundo. Como cristãos, nossas paixões e interesses pessoais também podem servir para glorificar o nome de Deus. Por isso, repito: invista em suas paixões; cultive suas paixões de forma que elas não sejam apenas prazerosas para você, mas que possam trazer um sorriso ao rosto de Deus, vendo o nome dEle ser glorificado em cada ato e palavra de seus filhos.