A identidade de um verdadeiro super-herói


Você já prestou atenção nas histórias de super-herói? Percebeu que até eles se descobrirem, descobrirem seus poderes e habilidades, eles se sentem os mais fracos e os menos aceitos no meio em que estão inseridos? Pois é, enquanto não nos conhecemos de verdade, enquanto não enxergamos nossa real identidade, achamos que somos pessoas pequenas e sem forças para alcançar as vitórias.

Mas não, eu não quero falar do Super-Homem, que fora interiorano e simples Clark Kent; nem do Homem-Aranha, que passou pela fase do desajeitado Peter Park, por exemplo. Eu quero pensar sobre a vida de Gideão! Este grande herói, que livrou o povo de Israel do forte e numeroso exército dos midianitas com apenas trezentos soldados. Porém, antes de operar este grande feito, quando o Senhor foi falar com ele, ele respondeu ao chamado do Senhor, dizendo: “Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu o menor na casa de meu pai.” (Juízes 6:15)

Até esse momento, Gideão ainda não tinha se dado conta de quem ele realmente era. Ele não era um coitadinho, mas sim um servo do Senhor! Um homem de Deus! É interessante pensar sobre isso, porque muitas vezes esquecemos quem realmente somos. E isso acontece frequentemente porque as nossas ações nos contradizem mesmo. Veja bem, Deus se nomeia EU SOU. Jesus afirma ser DEUS. E quando Jesus é preso, julgado e crucificado, Ele não o é por causa de suas ações, afinal nada fez de mal ou que lhe fosse imputado como erro. Mas, como bem evidencia Josh McDowell, em seu livro Mais que um carpinteiro, Jesus foi julgado e morto por quem Ele é, por ser DEUS! Então, Jesus não é Deus porque faz tudo certinho; o contrário é que é verdadeiro: Jesus é Deus, por isso não pode agir de outra forma senão retamente.

Do mesmo modo acontece com Gideão. Ele não se tornou homem de Deus porque venceu os midianitas, mas por Ele ser de Deus, ele conseguiu esta vitória. Isso porque ele não estava sozinho, “E o Senhor lhe disse: Porquanto eu hei de ser contigo, tu ferirás aos midianitas como se fossem um só homem.” (Juízes 6:16). O Senhor estava com Ele, guiando e firmando seus passos, suas ações e decisões. Gideão procurou ao Senhor, pedindo confirmação e obedeceu a cada ordem dEle desde que entendeu quem ele realmente era – o menor na casa de seu pai, membro da família mais pobre em Israel e SERVO DE DEUS!

E assim como Gideão, nós devemos compreender que somos filhos e servos de Deus, portanto, agir corretamente não é a causa de nossa filiação divina, mas consequência dela. Andamos na luz, porque estamos na luz, porque somos luz! Quando nos sentirmos pequenos, deslocados, rejeitados nos grupos e nas rodas do mundo, fiquemos felizes em saber que somos realmente diferentes e que não podemos nos encaixar nesses lugares. Permaneçamos firmes em nosso comportamento, porque não nos desprezam ou recriminam porque falamos a verdade, porque não somos trapaceiros, porque não nos embebedamos, nem adulteramos... ou porque prosperamos em nossos negócios, porque nos destacamos em diversas áreas das nossas vidas... eles se incomodam conosco e nos julgam por quem nós somos: FILHOS E SERVOS DE DEUS!
 
E é por isso que somos vitoriosos, verdadeiros super-heróis!

Magia profunda para o ano novo

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Olá pessoal! Depois de meses, retorno com um post aqui na fraternidade. Sabe como é: o ano novo sempre nos faz pensar em muitas coisas e nos estimula a traçar planos para os próximos doze meses. Confesso que tenho muitos planos e sonhos para esse ano e que espero realizá-los, mas também espero que Deus confirme (ou não) cada um deles, de acordo com seu propósito.

No entanto, é bom lembrar, que as coisas dependem muito de nossas decisões e não podemos ficar de braços cruzados. Como seria bom se tudo que quiséssemos se realizasse por pura mágica, não é? E se eu disser que existe uma magia profunda capaz de nos ajudar nisso?

Para quem assistiu (ou leu) a série Harry Potter, algo que chama atenção é como a magia facilita o dia a dia. Casas são arrumadas, coisas conjuradas de outros lugares, e até comidas aparecem do nada. Do nada? Bem, na verdade não é bem assim. Os maravilhosos banquetes oferecidos em Hogwarts, que aparecem e desaparecem magicamente de cima das mesas, são feitos pelo trabalho dos elfos domésticos que trabalham na escola.

Durante os dois primeiros anos de Harry em Hogwarts ele, e seus amigos, não sabiam como a comida simplesmente aparecia em cima das mesas. Parecia que era apenas mais uma mágica feita por um dos professores que, do nada, fazia surgir toda a comida pronta em cima das mesas.

Só que nem em Hogwarts as coisas são feitas assim. As coisas não vão aparecer do nada por meio de um mero truque de mágica (infelizmente...). Confesso que, muitas vezes, quero que as coisas simplesmente se resolvam sozinhas. Sem esforço e sem trabalho. Mas na vida, não podemos contar com esse tipo de coisa.

Não estou dizendo que a magia não existe. Não. Existe magia, só que ela é um pouquinho diferente daquilo que imaginamos. Estou falando de uma magia profunda e antiga, que Deus mesmo plantou em nós quando nos fez. É o que alguns chamam de "centelha divina no ser humano", que nos permite realizar coisas fantásticas e maravilhosas. Parte dessa magia é aquilo que chamamos de livre arbítrio, nosso poder de decisão. Podemos decidir agir de forma diferente e essa é uma magia muito poderosa. Também podemos agir com fé, algo que também faz parte de cada ser humano, e, por meio dela, realizar proezas inacreditáveis.

No entanto, não são magias que você realiza com um estalar de dedos, nem usando uma varia mágica ou dizendo um feitiço. São magias que demandam mais de nós, que exigem esforço, que necessitam de uma convicção inabalável. E essas coisas somos nós que desenvolvemos. Quando estamos em Cristo (seguimos seus passos, guardamos suas palavras e obedecemos aos seus mandamentos) tudo isso se potencializa em nós e o que era um mero poder latente, possível de ser usado por qualquer ser humano, torna-se em algo ainda mais acessível; basta crermos e praticarmos.

Nesse novo ano, quero usar esse momento de planejamento e expectativa para deixar de ser tão inerte e procrastinador com meus sonhos e objetivos: quero usar essa magia profunda e antiga que Deus pôs em meu espírito. Quero usar a decisão e a fé de modo a, primeiro, ser mais parecido com Deus e, em segundo lugar, realizar coisas maiores do que as do ano passado.