Hora de Aventura: Dungeon Train – Parte 2


      Olá, pessoal! Quando eu escrevi o post sobre lutarmos para deixar o pecado e nos livrarmos desse peso terrível, buscando ao Senhor, através do episódio super-hiper-mega-ultra legal Dungeon Train de Hora de Aventura, eu nem imaginava dar continuidade a ele. Mas sabem como é? Deus fala conosco de diferentes maneiras, ainda que use as mesmas palavras, ou os mesmos episódios de Hora de Aventura (heheheh)!
      Pois bem, voltemos ao início de tudo: Finn e Jake estavam caminhando lado a lado e conversando como dois velhos e inseparáveis amigos que são! Eles confiavam um no outro e se conheciam bem, como se conhecem os amigos verdadeiros. Por isso, Jake percebeu que Finn não estava bem, na verdade ele estava triste por causa de seu relacionamento frustrado com a Princesa de Fogo. Jake tentou animá-lo, mas Finn estava realmente decidido a se afogar em sua tristeza, pois não conseguia ouvir as palavras de ânimo do amigo, senão as palavras depressivas e nocivas do seu interior: “Talvez namorar seja como andar de bicicleta. Tipo, se pisar na bola, você se machuca feio pra sempre ou magoa alguém de quem gosta muito.” Essas palavras não são muito encorajadoras. Mas não vamos nos fiar nelas ou em relacionamentos amorosos. O fato é que Finn estava triste e o que ele fez para lidar com a tristeza? 
      Eis o que aconteceu, ele se afundou em seus pensamentos e sentimentos cada vez mais tristes a ponto de entrar num dungeon train (um trem calabouço) e ficar preso lá dentro vivendo repetidas vezes as mesmas situações. Num primeiro momento, foi divertido, os desafios eram novos e ele conseguiu vencer todos, mas depois os desafios eram os mesmos e ele já não sentia prazer em nada do que fazia, porque não havia avanço, novidade, só mais do mesmo. Ou seja, à primeira vista certas coisas parecem ser a melhor forma de lidar com uma tristeza, coisas até que dão certo prazer, porém um prazer passageiro que logo se transforma em prisão e um trem calabouço que gira em torno de si mesmo sem fim. Lembremos, no entanto, que o Finn não estava sozinho, Jake estava com ele no caminho e Jake entrou com ele no trem. Contudo, Jake percebeu rapidamente que não era legal estar naquele trem e queria sair de lá, mas Finn não o escutava. O melhor amigo de Finn estava com ele, mas Finn não estava com o seu melhor amigo. 
      Quando estamos tristes costumamos agir como o Finn, nos isolamos e desprezamos a pessoa mais importante para nós, o nosso melhor amigo, Jesus! Mas não foi assim que Jesus nos ensinou a lidar com a tristeza. No evangelho segundo Mateus, capítulo 14, a filha de Herodias pede a Herodes a cabeça de João Batista. Por causa de sua promessa de dar a filha de Herodias o que ela lhe pedisse, Herodes, mesmo tendo se afligido, cumpriu sua promessa. E tendo os discípulos contado a Jesus o que acontecera, Jesus se entristeceu “E Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, apartado;” (Mateus 14:13). Jesus estava indo para um lugar deserto, mas não para ficar sozinho e sim para estar com o Pai. Porque é na presença do Pai que encontramos alívio e cura para as nossas dores e tristezas. 
      No deserto, Jesus não encontrou um “trem”, mas uma multidão foi ao seu encontro. Ao invés de derramar sua tristeza sobre todos ao seu redor, ou de ficar paralisado em meio à multidão, Jesus ficou “possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos.” (Mateus 14:14). A tristeza não deve gerar mais tristeza, mas deve gerar compaixão e ação de cura. Isso porque Deus nos cura primeiro. Porque não devemos nos apartar dEle, como o Finn se afastou de Jake (não fisicamente, mas emocionalmente), antes devemos nos achegar a Ele e entregar nossa tristeza a Ele para que Ele cure e transforme em bênção para outros e mais outros e assim se multiplique o amor e a alegria cristã!
      Jesus, enquanto estava a caminho de encontrar o Pai, fez maravilhas como curar os enfermos e alimentar a multidão com cinco pães e dois peixes. “E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só.” (Mateus 14:23). Enfim, Jesus teve seu tempo a sós com o Pai, o que lhe deu renovo de forças para fazer ainda mais maravilhas, pois em seguida anda sobre as águas, mas esse já é outro episódio! 
      O que precisamos perceber é que Jesus busca alívio e conforto em Deus e não nas coisas passageiras. Além disso, enquanto está entre as coisas passageiras – a multidão – Ele age como o Pai, porque o Pai nunca nos deixa só, como o Jake não havia deixado o Finn. Assim, não é errado ficar triste, isso pode acontecer com todo ser humano, aconteceu também com Jesus. O errado é nos afundarmos e nos aprisionarmos na tristeza, nos afastando de Deus e de todos a nossa volta, destilando atitudes mesquinhas e danosas, ao invés de transformar nossa dor em compaixão, cura e maravilhas do poder de Deus!
      Finn conseguiu deixar o trem e a sua tristeza com a ajuda de Jake. Que nós possamos também confiar na ajuda e no socorro sempre presente do nosso Deus e Senhor, sendo aperfeiçoados nas nossas fraquezas para agirmos semelhantemente ao nosso Salvador Jesus Cristo!

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