Cristianismo: guia básico para desfazer equívocos (Parte 3 - quem é Jesus?)

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Seguindo a série de postagens que buscam explicar de forma básica no que creem os cristãos, venho apresentar aquele que é a personagem central nessa história toda: Jesus. Antes de mais nada, precisamos reforçar que para os cristãos de verdade Jesus é Deus, ou seja, ele é o próprio Deus encarnado, em forma humana (sendo bem redundante para ser bem claro). Ele não foi um profeta, um sábio, um ser iluminado, um espertalhão, o fundador de uma religião diferente, um homem qualquer, um homem superior, um homem inferior, um espírito, um alienígena, um semideus, um louco ou um viajante do tempo. Não, Jesus é Deus. Ele foi gestado pela virgem Maria em uma concepção oriunda do Espírito Santo e nasceu como qualquer ser humano: com estrutura física e mental igual a qualquer um de nós, mas com seu espírito sendo o espírito do próprio Deus.

Por que isso é importante? Por dois motivos principais: primeiro porque isso nos faz diferenciar o cristianismo de qualquer outra religião; segundo porque saber da divindade de Jesus nos faz compreender o motivo dele ter morrido na cruz e ressuscitado ao terceiro dia.

Crer em Jesus é diferente de seguir uma religião qualquer. A maioria das religiões vão ensinar uma série de regras de conduta, visões de mundo, ideologias em relação à vida, rituais e demais formas de se chegar a Deus. Jesus é Deus se tornando um ser humano e se aproximando da humanidade. É o caminho contrário. Ao invés de nos esforçarmos e, sozinhos, nos tornarmos "dignos" de nos aproximarmos de Deus, Cristo vem, nos toma pela mão, nos perdoa os pecados e é o acesso direto e seguro até Deus. Entendeu? Deus, sendo Deus, sabia da incapacidade do homem de, por seus meios limitados, chegar-se a Ele; por isso, veio em forma de homem para estabelecer a comunhão de Deus com suas criaturas: a humanidade. Deus tem todo o trabalho de assegurar o relacionamento com Ele, basta aceitarmos o sacrifício que Jesus fez e seguirmos seus ensinamentos.

É por essa razão que Jesus precisava morrer na cruz. No Éden, quando a humanidade desobedeceu a Deus, só havia uma pena possível: a morte. Ao voltar-se contra o criador da vida, a humanidade se tornou inimiga da vida e, portanto, precisava morrer. O corpo físico passou a morrer desde então, mas o espírito, imortal, estava fadado a estar perpetuamente longe da Vida (Deus), ou seja, estava fadado à morte eterna (inferno). Deus, não querendo que isso ocorresse, planejou sua própria vinda ao mundo para que, todo aquele que se arrependesse de seus erros contra a Vida, recebesse a vida de volta. Para isso era necessário que alguém pagasse pelo erro lá do Éden e de todos os que desobedecem as leis da Vida, ou seja, alguém precisava morrer. Com isso, Jesus veio ao mundo e morreu na cruz, mesmo sem ter errado ou pecado contra Deus, para que todos aqueles que quisessem se arrepender de suas falhas pudessem requerer o direito de terem de novo a vida eterna, o contato com o Criador. Como não tinha cometido qualquer crime contra a Vida, Jesus não podia permanecer morto, então, ao terceiro dia ressuscitou e, com isso, concretizou o sacrifício e demonstrou que tem o poder da Vida em si mesmo. Esse sacrifício, de alguém inocente no lugar dos culpados, foi capaz de fazer com que qualquer um que se arrependa pudesse ficar novamente amigo de Deus, ter novamente a vida plena.

Jesus é a prova de amor de Deus pela humanidade e a prova de que Deus realmente se importa com cada homem e mulher que Ele criou. Pelo sacrifício de Jesus, sabemos que Deus nos ama tanto que deu seu filho para morrer em nosso lugar. Chamamos Jesus de Filho porque ele nasceu como homem entre nós, embora fosse o próprio Deus, gerado pelo Espírito Santo. Jesus viveu por 33 anos e se relacionou com as pessoas, fez amigos, curou pessoas doentes, anunciou a chegada do Reino de Deus e estabeleceu um novo modo de nos relacionarmos com Deus. Depois da morte e ressureição de Jesus, todas as pessoas que se arrependem de seus erros contra Deus podem tê-lo como Pai. Pai que conversa conosco, se importa com nossos problemas, se alegra com nossas conquistas e que espera que cresçamos e nos tornemos pessoas cada vez mais parecidas com seu filho mais velho (ele mesmo encarnado), Jesus. Por esse motivo Jesus mesmo disse "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim" (João 14:6), pois só quem morreu e se sacrificou para que pudéssemos ser reconciliados com o Pai, foi Jesus. Ele é o único capaz de nos aproximar de Deus e de nos fazer amigos de Deus. Pedro, resume essa questão dizendo de Cristo que "em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4:12), pois ele sabia que só Jesus morreu por toda humanidade a salvando da morte eterna.

Jesus é a execução do plano de Deus de se aproximar da humanidade e retirar o impedimento que existia para que homens e mulheres tivessem um relacionamento com Deus. Ele é o amor de Deus encarnado, o preço pelos nossos erros, a ponte para a eternidade, o caminho de volta ao Criador, a expressão máxima do Deus que criou os homens para que fossem seus filhos. Basta crermos, termos fé, em Jesus e nos arrependermos de nossos pecados e teremos, novamente, amizade com Deus.

E essa fé, como ela é? como funciona? É algo irracional? Na próxima postagem, trataremos desse assunto.

Um comentário:

  1. Jesus é a razão da nossa fé! Por quem vivemos e existimos! Ele é o motivo da nossa alegria e do nosso sorriso, mesmo em tempos difíceis! Ele é real! Ele é Deus! Ele é meu Salvador e meu Senhor! Nada faz sentido sem Ele! O universo e toda a perfeição da vida está nEle! Só há um meio de descobrir que tudo isso é verdade: crendo nEle! Eu creio!

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